6 de janeiro de 2015

Convocar as forças armadas não é pretender ditadura

Senão vejamos:


A PF não quer ir pra fronteira porque a diária é pouca, chamem os militares...
 A PM faz greve porque o salário é baixo,chamem os militares...
 A Anvisa não quer inspecionar gado no campo,chamem os militares...
 Os corruptos ganham milhões e não constroem as estradas, chamem os militares...
 As chuvas destroem cidades, chamem os militares...
 Desabrigados? Chamem os militares...
 A dengue ataca? Chamem os militares...
 O Carnaval, o Ano-Novo, ou qualquer festa tem pouca segurança? Chamem os militares...
 Certeza de eleições livres? Chamem os militares...
 Presidentes, Primeiros-Ministros e visitantes importantes de outros países vão chegar? Chamem os militares...

Além disso:
 Adicional noturno? Não temos!
 Periculosidade? Não temos!
 Escalas de 24 por 72 horas? Não temos!
 Hora extra? Não temos!
 Residência fixa? Não temos!
 Certeza de descanso no fim de semana? Não temos!
 Salário adequado? Não temos!

Quer conhecer alguém que ama o Brasil acima de tudo e faz de tudo por ele? Chame um militar!


Nota do editor: Este texto, aqui transformado em post, não é de autoria do blogueiro, mas poderia ser. Chegou num e-mail destes que circulam entre simpatizantes da democracia verdadeira, sem viés bolivariano.

5 de janeiro de 2015

De novo hermanos?

Uma senadora argentina apresentou um projeto, transformado em lei, que poderá levar nossos hermanos portenhos a um novo conflito armado.

Trata-se da obrigatoriedade de que seja estampada, em todos os transportes públicos, a frase "Las islas Malvinas son argentinas".

Como na ilustração abaixo que tirei da matéria publicada na Folha de São Paulo:



Enquanto ficarem na frase tudo bem. Mas se decidirem partir da escrita à ação, irão se dar mal, de novo.  

É bom lembrar que num referendo recente 98% (noventa e oito por cento) dos moradores das ilhas Falklands responderam que preferem ficar sob o domínio britânico. Claro, até eu que sou mais bobo, assim como mais da metade dos escoceses também preferiram se manter no reino unido.

Acho que a presidente argentina deveria nomear um diplomata competente, como o nosso José Maria da Silva Paranhos Junior, que dá nome a uma famosa avenida no centro do Rio, uma rua em Niterói e à capital do Acre, com o titulo nobiliárquico de Barão ou Visconde.

Rio Branco negociou em nome do governo brasileiro e conseguiu solucionar algumas pendência relativas as nossas fronteiras. A mais destacada delas, mediante compensação financeira  dada a Bolívia.

Acho que um pouco de juízo, de bom senso, de inteligência, dará um resultado melhor do que insuflar o povo, como fizeram alguns generais tresloucados, hoje inclusive contestados, julgados e condenados, arrastando jovens para uma aventura sem chance de êxito. Uma coisa de louco varrido. 

Mal comparando é como tirar pirulito da mão de criança ou a esmola do chapéu do ceguinho.

Tentem uma compensação financeira, os ingleses têm uma moeda forte e podem pagar bem. Vendam os futuros Messi e Maradona para as equipes da Premier League. Façam um bom contrato de exportação de alfajores, enfim tentem ganhar um trocado como contrapartida, porque na mão-grande vão se ferrar.



4 de janeiro de 2015

Mais sobre desapego




Por
Carlos Frederico March
(Freddy)







Desapego dá vários posts inteiros e lágrimas de esguicho (desculpe, Nelson).

No entanto, às vezes é imprescindível. Eu também acumulei muita coisa e tenho ainda algumas coleções, mas fui obrigado pelas recentes circunstâncias a praticar desapego em alto grau. Vendi uma cobertura duplex mais uma casa em Nova Friburgo e tinha tudo de caber dentro de um apartamento de 3 quartos, mais ou menos do tamanho interno da casa. 

Sobrou uma cobertura inteira de trastes...

Abro aqui parêntesis para dizer que no escritório da cobertura eu tinha um grande armário sob encomenda com profundidade de 70cm, quando o usual é de 53cm. Gavetas imensas. Pra alcançar as partes internas das prateleiras superiores, só com uma boa escada, sólida. Escondido nessas profundezas, milhares de fotos e negativos e slides guardados, mais coleções de livros e outros trastes como material e equipamento eletrônico sem uso, etc. Fecha parêntesis.

Dentre alguns dos aspectos do meu desapego, ressalto o descarte de todas as fitas VHS. Os filmes eu doei, as fitas pessoais foram destruídas antes de jogadas fora. Junto, os respectivos aparelhos. Fita cassete eu já não tinha, o gravador de 2 gavetas foi doado. Não sobrou um filme super-8, pois que estavam até melados. TVs de tubo foram vendidas ou doadas, muitos e muitos livros e coleções de revista também descartados. CDs e DVDs foram doados de lote! O que eu não ouvia se foi: inclua aí Beatles, Rolling Stones... Ainda tenho centenas, mas é metade do que tinha.

No entanto, de tudo que doei ou joguei fora o que mais doeu foram as fotos. Milhares delas, criteriosamente tiradas e muitas delas guardadas em álbuns inteiros - que eu jamais revia... Foram dias de seleção. Às vezes de um álbum de 300 fotos sobravam 10 ou 20 para relembrar... Alguns foram inteiros para o lixo, rasgados foto a foto. Sim, alguns sobreviveram também inteiros, mas poucos...

O que eu não esperava é que, junto com as fotos, fosse para o lixo o prazer de fotografar... Para que perder tempo tirando centenas, milhares de fotos, para depois jogá-las fora? Não falo apenas daquelas que nos custaram muito dinheiro (filmes, revelação, ampliação, montagem, etc), pois hoje não nos custa nada registrar a foto e guardá-la. Se estiverem enchendo o HD, ainda podemos guardar milhares num único DVD, a custo quase zero.

Mas pára e pensa... Pra que perder seu tempo mirando, enquadrando, escolhendo o programa de filtragem, efeitos, etc, para depois simplesmente mandar algumas delas no WhatsApp ou no Instagram ou no Facebook (nenhum dos quais exige qualidade de imagem) e depois jogar o resto fora? Que prazer restou em registrar uma viagem inteira? Para vê-la deletada alguns anos à frente?

Esse é o problema com o desapego. Pra mim o momento crítico foi com fotografia, mas pode usar o mesmo argumento para coleções de revistas, livros, bolachas de cerveja, chaveiros, miniaturas.... Ao mesmo tempo que o desapego abre espaço para novas experiências (disseram-me isso em cursinhos de gerência), ele destrói memórias antigas e pode levar junto prazeres, alegrias, comportamentos de anos que um dia alguém lhe diz que não servem pra nada e que você precisa jogá-los fora... 


Junto com os itens, vai para o lixo um pedaço de você... 


Notas do editor:
O mote desapego teve início com o post da Alessandra, encontrável em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2014/12/desapego.html
Teve sequência com a postagem da Ana Maria que está em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2015/01/desapeguei-e-agora.html
E deságua neste do Freddy.

3 de janeiro de 2015

O dito pelo dito

Não estava em meus planos ter que me explicar ou muito menos me penitenciar pelo que escrevi sobre silicone, tatuagem, piercing ou brinquinho.

Mas meu amigo (ex-amigo?) já havia ligado enquanto eu caminhava no calçadão e voltou a ligar logo após eu haver voltado para casa, ainda há pouco. Wanda informou que ele havia telefonado mas não deixara recado.

Isso dá a medida do grau de insatisfação dele com minha crítica ao homem com brinquinho. Não que eu tenha dito claramente, mas por exclusão. Se ele não é mulher ou índio, foi atingido.

Quando atendi e ele mencionou o post de hoje, minha reação foi de júbilo. Afinal ter o blog como leitura matinal é motivo de alegria.

Mas ele ligou para estrilar sobre o uso de brinco. Frisou que usa há muitos anos - o que é verdade - e se sente bem usando.

Tudo bem, respondi, não se sinta o alvo de minha opinião. E repeti - mera opinião. Por mim nem mesmo as mulheres usariam. Acho um pecado uma orelhinha bem feita, delicada, bonitinha, com um penduricalho que a deixará, futuramente, com o lóbulo flácido, deformado, como o da fato ao lado que pincei na Wikipedia.


É óbvio que na conversa telefônica não dispunha da foto para ilustrar, então descrevi. Acrescentei que minha mulher tem, ainda apesar dos mais de setenta anos - uma orelha pequena e bem torneada. Brinco, quando usa - e usa eventualmente - é sempre pequeno, leve, daquele tipo que fica junto ao lóbulo.

Eu acho desnecessário, sempre. Mas não se trata de um julgamento, é opinião de um tradicionalista, conservador, ortodoxo, que segundo um de meus filhos já nasceu velho.

Para encurtar, assegurei-lhe - ao amigo, cujo nome preservo - não só o direito de uso bem como o direito de resposta usando o espaço do blog. Desafiei-o a defender a tese de que o brinco é essencial, importante, como adorno ou como expressão de personalidade.

Gente, e agora falo no geral, sempre defendi a tese de que a mulher ideal é aquela saindo do banho, naturalmente perfumada, cabelos ainda molhados, envolvidos, ou não, numa toalha em forma de turbante , mas algumas gotículas sobre os ombros.

Visão paradisíaca, para mim, é da mulher deitada de bruços, lânguida, cabeça apoiada de lado no travesseiro e os cabelos espalhados. Claro, sem um dragão tatuado nas costas, pelo amor de Deus!

Você já viu uma mulher, vestida apenas com uma camisa masculina ou um roupão curto, tentando alcançar, na ponta dos pés, uma lata no armário ? Se nunca viu azar seu. Tente imaginar, as pernas bem desenhadas...

Tudo sem desenhos, frases, nomes ou quaisquer coisas que desviem a atenção da perna.

Eu e Wanda nunca ficamos "brigados" mais de três dias.

Quanto ao silicone, o que imagino, não tenho experiência com mulher siliconada, é o seguinte e me perdoem a grosseira comparação:
Sabem aquelas bolas de soprar que os paulistas chamam de bexiga? Pois, quando criança, se uma delas estourava, a gente costumava pegar um dos pedaços maiores, colocávamos na boca e aspirávamos de sorte a formar uma pequena bola no interior da boca. Depois, claro, tirávamos a bolinha formada para brincar.

Pois é, aquele gosto da borracha, quando colocávamos na boca o retalho da bola estourada, é exatamente o gosto que me vem a memória quando vejo um seio siliconado.

Amigos e amigas tatuados, siliconados, com piercing, cabelos pintados de vermelho, ou como se sintam bem, não estou nem aí.

Só não uso. É questão pessoal.

Vinho com tampa de rosca? Tô fora!

Está bem que o sobreiro é uma árvore em extinção e que sua casca só pode/deve ser extraída, porque em condições, a partir dos trinta anos de idade da planta. É verdade que após a primeira retirada da casca, com a qual é fabricada a rolha de cortiça, somente de nove em nove anos é possível extrair de novo.

Também deve ser verdade que o custo da tampa de rosca, feita de alumínio é bem mais baixo. E não posso negar que a tampa de alumínio não é atacada por fungo.

Mas e daí? Nem vou falar da micro-oxigenação que é fundamental para os vinhos de guarda, aqueles que envelhecem melhorando a qualidade, o que não é possível obter com as screwcaps. E não vou falar porque não sendo enólogo ou sommelier estaria indo além das sandálias.

Vou me fixar na tradição, no ritual, no cheiro mofado, ou não, da cortiça, que nos permite avaliar o vinho. E o aroma da rolha é um prenúncio do que teremos pela frente. Onde fica o charme de abrir uma tampa atarrachada?

Enquanto esta novidade, que já tem uma década, ou um pouco mais, estava circunscrita aos vinhos australianos, neozelandeses e sul-africanos, menos mal porque eram vinhos que deveríamos consumir enquanto jovens. E eram, então, considerados exóticos.

Quem sabe nos brancos e rosés de combate as screwcaps não comprometem. Mas não me venham com as rolhas sintéticas, de plástico, porque aí já é heresia.

Quero ver solução para os espumantes. Quando vi pela primeira vez uma rolha de champagne ainda virgem, sem utilização, fiquei impressionado com o diâmetro da extremidade que fica dentro do  gargalo. Era quase o dobro da parte externa, que torcemos para retirada do garrafa. Só com muita pressão é possível introduzi-la na garrafa.

Bem, histórias e informações sobre as diferentes formas de rolhas já foram objeto de apreciação no blog, em post assinado pelo Carlos Frederico March, e que é encontrável em 

O que faço aqui é apenas externar minha opinião.

Sou tradicionalista assumido. Parei no tempo em que brinco era coisa de mulher, ou índio, tatuagem era coisa do marinheiro Popeye e outros marujos, silicone eu usava na banda lateral dos pneus e no painel do automóvel, para ressaltar a cor preta, e o futebol era jogado com uma linha de ataque formada por cinco jogadores:  dois pontas, dois meias em um centroavante, ou center forward, como eram tratados pelo Oduvaldo Cozzi, os que faziam os goals a qualquer custo ou forma, tipo Drogba, o mais completo que vi jogar nos últimos cinco anos.


2 de janeiro de 2015

Desapeguei, e agora?



Por
Ana Maria Carrano








Atendendo a sugestões de amigos, tentei fazer o balanço de minha vida e me livrar de coisas materiais, sentimentos e lembranças.

Não deu muito certo. Minha vida começou há 69 anos e muitos meses, o que, obviamente, me deixou um monte de recordações, trastes e emoções. 

Descobri que preciso de algum tempo, uns 36 meses, para que possa levar a cabo esta tarefa com eficiência.

Mesmo assim dei um mergulho dentro de mim, de armários e gavetas. Joguei muita coisa fora.

Não pude escutar os discos de vinil, pois não tenho o equipamento necessário. Descobri que isso não importa pois já havia desapegado deles faz tempo. Aliás, não sei o que o meu irmão faz com aquelas “preciosidades” que incluem Taiguara, Joanna, Eydie Gorme, Gal Costa, no mesmo balaio das óperas e dos trinados da Yma Sumac. Na vida dele ainda deve ter espaço.

Descartei roupas que não me servem; outras que comprei por impulso, nunca usei e conservava nem sei porque. Rasguei quilos de papel. Esboços de textos e versos, contas antigas, correspondência trocada com amigos, receitas de culinárias e extratos bancários, cuja cor vermelha dava um colorido aos meus arquivos.

Relembrei fatos, mágoas e sentimentos negativos  e fui jogando, um a um no lixão que mantenho à direita do cerebelo para possível reciclagem.

Entrei 2015 quase zerada. Sem lembranças ou sentimentos negativos.  Abri espaço na estante e no coração para poder acumular tudo outra vez. Desculpem, mas é da minha natureza.

Na verdade, não fiquei bem. Estou um pouco oca, vazia.

Sinto falta da implicância que tinha com os flamenguistas e com os pais com imensos carrinhos de bebe. Estou vulnerável sem a desconfiança que tinha de estranhos simpáticos e amigos invejosos.

Perdi parte de minha história.  Estou zen demais.

O que fazer agora?

 Vou esperar um próximo post de um caçador de sonhos ou acumulador de esperanças.

Bom 2015 pra nós. Que seja tão cheio de bênçãos que não nos deixe espaço para a mágoa e para o ódio.


Desejo a todos um ano de amor e paz e harmonia. 

Namastê.


Nota do editor: Ana Maria e Alessandra são amigas. Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, os posts são complementares.

1 de janeiro de 2015

O que eu espero de 2015

Por
Paulo Bouhid





Que 2015 me faça enxergar um pouco do céu. Nem mais, nem menos. Um céu um tanto diferente: mais parecido comigo, menos confuso e mais confiante. Diverso. Desmisturado.

Que me faça como o Sol, que não se incomoda em não estar sempre brilhando. Poder estar atrás das nuvens. Por que será que as nuvens nunca estão atrás do Sol?

Com direito a queda. Não uma queda livre, que tanto tememos, que nos desafia. Uma queda ainda não livre. Seguro no nada.

Que me faça ser, para me tornar o melhor intérprete de mim mesmo. Com direito a palavra. Sem fantasia. Sem temor a crises.

2015, a vida com vida.
​​



Notas do editor: 
1) Segundo o Autor, este texto é resultado de um trabalho de compilação. Recebi via e-mail e pedi permissão para reproduzir aqui neste espaço.

2) Paulo, como tantos outros amigos do blog é engenheiro, como tantos outros seguidores do blog torce pelo Vasco e como a maioria esmagadora do blog não vota com o PT. Precisaria de outras credenciais?

3) Além disso é, também, blogueiro. Acessem