3 de abril de 2014

Chega de política... por hoje

Voltarei ao tema política oportunamente, mas precisamos diversificar pois afinal este é um blog de generalidades.  Aqui tratamos de tudo, por vezes mal e porcamente, em outras de forma pioneira, levantando temas que mais tarde acabaram tomando conta das manchetes. Exemplo? O post do confrade Freddy, falando de drones quando pouca gente, inclusive este blog manager,  sabia do que se tratava. Pelo menos não ligava o nome e pessoa.


Minha bandinha de bonecos de resina
Retomaremos com literatura, cinema, viagens, vinhos e outros assuntos amenos, agradáveis. Música, que é dos meus assuntos preferidos, em especial o jazz. E culinária, porque não? Há muito não publicamos receitas, principalmente as das Erika, que tem um blog de penetração internacional e publica posts ricamente ilustrados, que nos fazem babar, de tanta salivação.


Veja em http://teawitherika.com/2014/03/27/vanilla-slice-aka-mille-feuille/

Tratamos aqui, habitualmente, além de política, de outros assuntos áridos, não tão prazerosos, com sentido crítico, muitas vezes de forma ácida, ferina, mordaz, mas com fundamento.
Sou crítico severo do Judiciário. E não imaginam como lamento ter que falar das mazelas do poder fundamental para vida em sociedade. Quando optei por fazer faculdade de direito e nenhuma outra, das carreiras da área civil (sim, porque pretendi ser militar), foi porque achava a atividade da advocacia charmosa, via muito glamour na hermenêutica, ciência e técnica interpretativa das leis, que é pedra angular para o exercício da profissão.
A filosofia do Direito é fascinante. A aplicação prática, todavia, no Brasil, em todas as instâncias, é de dar dó. Com raríssimas exceções. Raríssimas mesmo. Infelizmente.
Se você que não é operador do Direito (juiz, defensor, promotor, advogado, etc) soubesse como é a cozinha nas serventias e tribunais, certamente evitaria ao máximo recorrer ao judiciário e não acreditaria na (ou) em  JUSTIÇA.
É mais sou menos como já disse outro, você ver o processo de fabricação da mortadela e depois, em casa, tua mulher dizer que tem sanduiche de mortadela no lanche.
Estou aqui jogando conversa fora, emprenhando espaço de texto, para fazer de forma amena e suave a transição da política - embora nem tão suave assim - para amenidades.
Nos próximos dias estaremos falando aqui um pequeno bairro da cidade de Niterói, suas características, alguns de seus moradores, hábitos e costumes, tarefa a cargo dos irmãos March, que moraram e praticamente foram criados no referido bairro.
Então é isso. Brevemente histórias de um bairro, que por isso mesmo são universais, como definido sabiamente por Tolstoi:  “Só seremos universais se conhecermos e amarmos nossa  aldeia.”
No caso um bairro discreto, elegante e tradicional. Aguardem!

2 de abril de 2014

Além do Fagundes, também Carlos Vereza já criticou o PT e Dilma

Outro ator já manifestou sua opinião sobre o PT e os meios que o partido utiliza para se manter no poder.

Foi no Program do Jô.

Depois de entrar no site, utilizando o  link abaixo, role até o acesso ao  vídeo disponível e assista a entrevista do Vereza que, diga-se, foi petista.





Selecione e cole na barra de seu navegador. Copy and paste the link into the address line of your browser.


Fagundes caminha em sentido contrário ao da Globo

Vejam e leiam:

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/322981_TEMOS+CENSURA+QUE+NAO+TIVEMOS+NEM+NA+DITADURA+




FORA GLOBO!

Peço licença para parafrasear alguns dos muitos cartazes que em passeatas de militantes do PT e outro pequenos partidos de esquerda, traziam estampadas   as palavras de ordem que eram, também, gritadas em coro : FORA SARNEY!

Eu sugiro FORA GLOBO!

Devo admitir o alto padrão de qualidade das produções da emissora. Suas produções da aérea de dramaturgia são de primeiro mundo. Seu elenco de atores e atrizes é magnífico.

Outrossim, no jornal “O Globo” temos a oportunidade de ler João Ubaldo Ribeiro, Merval Pereira, Miriam Leitão, Luis Fernando Veríssimo e alguns outros ótimos jornalistas, e escritores.

Mesmo na emissora de rádio do grupo existem bons comunicadores e uma programação diversificada que atende a vários segmentos de ouvintes.

Tudo isto é verdade e não faço favor em reconhecer. Mas outra coisa que também não é menos verdade, é  que o Grupo Globo se vendeu ao governo. Foi para a cama com o PT. Virou chapa branca.

Ora, toda pessoa, física ou jurídica, deve ter sua identidade. E o Sistema Globo não tem. É “maria vai com as outras” ao sabor, única e exclusivamente, do faturamento. Aquele plim-plim é a caixa registradora. Entenderam agora?

Foi inominável, imperdoável e nojento, contrapor um editorial que nega, ipsis litteris um outro assinado por ninguém menos do que Roberto Marinho, o jornalista que elevou o Grupo aos níveis hoje festejados, com reconhecimento internacional.

O Dr. Roberto como todos o tratavam, deve ter dado cambalhotas no túmulo.

Sei que é bobagem tentar demover as pessoas de seus hábitos e concita-las  a que deixem de prestigiar a Globo. Ninguém quer perder as novelas. O Jornal Nacional é um vício para muita gente.

Mas vejo uma boa oportunidade para darmos um susto na Globo, que pode perder audiência e, como consequência, faturamento.

Refiro-me às transmissões da Copa do Mundo. Além de ficarmos livres do insuportável Galvão Bueno, assistindo aos jogos em outros canais, que disporão de bons narradores e comentaristas, até mais bem preparados e experientes do que os  da Globo, vamos provocar baixa nos índices do IBOPE.

Vamos assistir aos jogos em outras emissoras de TV. Serão várias as opções. Escolha  a sua,  desde que não a Globo.

Se você acha que vale a pena dar um susto neles mexendo no que mais prezam, que é o bolso, vamos deixa-los sem audiência.

Vá vendendo a ideia aos seus parentes e amigos.





Nota do editor: Caso a foto (imagem) aqui inserida esteja em desacordo  com os direitos de propriedade intelectual, sem a fonte e/ou legenda correta (e está), por favor nos avise informando o autor, que  faremos a correção devida de imediato,  ou retiraremos do ar, como preferir. Foi pinçada na rede via Google.

1 de abril de 2014

Globo antes e agora chapa-branca


Acessem, ouçam e vejam:

https://www.facebook.com/photo.php?v=467518776683454&set=vb.140140766087925&type=2&theater

Acessem e leiam:
http://acertodecontas.blog.br/politica/editorial-do-jornal-o-globo-de-2-de-abril-de-1964-celebrando-o-golpe-militar/

http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/As-manchetes-do-golpe-militar-de-1964/4/15195



Agora leiam estas matérias compiladas por Cristiane Costa:

O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora, basta!” – (Do editorial “BASTA”, 31 de março de 1964 – Correio da Manhã – Rio de Janeiro)
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“Só há uma coisa a dizer ao Sr. João Goulart: Saia!” – (Do editorial “FORA!”, 1° de abril de 1964 – Correio da Manhã)
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“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade … Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas” - (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 1º de Abril de 1964)
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Golpe? É crime só punível pela deposição pura e simples do Presidente. Atentar contra a Federação é crime de lesa-pátria. Aqui acusamos o Sr. João Goulart de crime de lesa-pátria. Jogou-nos na luta fratricida, desordem social e corrupção generalizada.” – (Jornal do Brasil, edição de 1º de abril de 1964.)
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“Minas desta vez está conosco”(…) “Dentro de poucas horas, essas forças não serão mais do que uma parcela mínima da incontável legião de brasileiros que anseiam por demonstrar definitivamente ao caudilho que a nação jamais se vergará às suas imposições.” – (Estado de S.   Paulo – 1º de abril de 1964)
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 “Multidões em júbilo na Praça da Liberdade. Ovacionados o governador do estado e chefes militares. O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (…), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade” - (O Estado de Minas – Belo Horizonte – 2 de abril de 1964)
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A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento – (O Dia – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)
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“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas” – (Tribuna da Imprensa – Rio de Janeiro – 2 de Abril de 1964)
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“Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada”… “atendendo aos anseios nacionais de paz, tranqüilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal”. – (O Globo, 2 de abril de 1964)
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“Lacerda anuncia volta do país à democracia.” – (Correio da Manhã, 2 de abril de 1964)
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“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil” – (Editorial de O Povo – Fortaleza – 3 de Abril de 1964)
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Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.
Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.
Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada …”
 -  (O Globo – Rio de Janeiro – 4 de Abril de 1964)
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“Feliz a nação que pode contar com corporações militares de tão altos índices cívicos”(…) “Os militares não deverão ensarilhar suas armas antes que emudeçam as vozes da corrupção e da traição à pátria.” – (Estado de Minas, 5 de abril de 1964)
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“A Revolução democrática antecedeu em um mês a revolução comunista”. – (O Globo, 5 de abril de 1964)
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Pontes de Miranda diz que Forças Armadas violaram a Constituição para poder salvá-la!”  - (Jornal do Brasil, 6 de abril de 1964)
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“Congresso concorda em aprovar Ato Institucional”. – (Jornal do Brasil, 9 de abril de 1964)
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Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República …O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve” – (Correio Braziliense – Brasília – 16 de Abril de 1964)
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“Vibrante manifestação sem precedentes na história de Santa Maria para homenagear as Forças Armadas. Cinquenta mil pessoas na Marcha Cívica do Agradecimento” -  (A Razão – Santa Maria – RS – 17 de Abril de 1964)
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Nota de Redação – Seis dias depois da derrubada de Goulart, a Tribuna da Imprensa de Helio Fernandes foi o primeiro jornal a se posicionar contra o regime militar. Depois, o Correio da Manhã de Paulo Bittencourt também foi para a oposição. Mas todos os outros destacados órgãos da chamada grande imprensa seguiram apoiando indefinidamente a ditadura, como fica demonstrado nesses dois editoriais que seguem abaixo, também pesquisados pela jornalista Cristiane Costa:  
Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade de crescer e afirmar-se. Negue-se tudo a essa revolução brasileira, menos que ela não moveu o País, com o apoio de todas as classes representativas, numa direção que já a destaca entre as nações com parcela maior de responsabilidades”. – (Editorial do Jornal do Brasil – Rio de Janeiro – 31 de Março de 1973)

Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada”.  – (Editorial assinado por Roberto Marinho, publicado no jornal” O Globo”, 7 de outubro de 1984, sob o título “Julgamento da Revolução”)

Depois, esta vergonha abaixo:
http://memoria.oglobo.globo.com/erros-e-acusacoes-falsas/apoio-ao-golpe-de-64-foi-um-erro-9328244


Sequestro de embaixador pode?

Poucos crimes são tão hediondos quanto o sequestro. O cárcere privado, com tortura psicológica, foi utilizado pela guerrilha sem pudor.
 
Esta  forma de tortura, que é o sequestro,  não mereceu uma só linha na imprensa, uma única menção nos jornais televisivos.
 
E porque não? Por que as vítimas eram cidadãos estrangeiros. Por isso pode? Não é um ato  criminoso, não é desumano, não é abominável?
 
Do jeito que a coisa vai, não demora e a rede Globo será encampada e incorporada à Rede Brasil de Televisão. Tomara!!!
 
A linha editorial é a mesma. A ideologia política também.

Decepção

Há dois anos, no prédio onde resido, alguns moradores me assediavam para que eu fosse síndico. Muitos manifestavam, em encontros no elevador, sua insatisfação com a administração do prédio.

Falavam com Wanda, reclamando sempre da Síndica, e chegaram a agendar, engambelando minha mulher, uma ida ao meu apartamento. Resolvi receber em casa uma das moradoras, porque além de pessoa esclarecida, era filha de um (bom) ex-síndico.

Como era, aparentemente, grande o número de descontentes, resolvi pegar o pião na unha e fui a assembleia ordinária anual. Fui eleito presidente da AGO e consegui evitar a reeleição da síndica, com uma brecha na convenção, que exige que o síndico seja condômino.

Sabem o que aconteceu? Nenhum dos presentes, mormente aqueles que andavam pelos corredores se queixando da síndica, e me apoquentando, se dispôs a assumir a função. Consegui convencar um dos presentes a aceitar sua indicação. No dia seguinte ele renunciou.

Por que estou narrando isso?  Porque é muito oportuno, dada a semelhança com o quadro político. Não conheço e não tenho em meu círculo de amizades ou profissional, uma viva alma que defenda o PT e Dilma. Todo acham Lula o chefe da quadrilha do mensalão.

Mas quando se trata  de tomar uma atitude, quem assume publicamente a insatisfação?  NINGUÉM!!!

Isso me remete a uma piada, do excelente humor judeu:

"Uma jornalista da CNN ouviu falar de um judeu muito velhinho que ia
todos os dias, duas vezes por dia, ao Muro das Lamentações para rezar,
durante largos minutos. 
Decidiu verificar.

Colocou-se em observação junto do Muro e... lá apareceu ele, andando
trôpego, em direção ao local sagrado.

Observou-o, enquanto rezava, durante uns 45 minutos.

Quando ele voltava, vagarosamente, apoiado na sua bengala,
aproximou-se para a entrevista.


Desculpe-me, senhor. Sou Rebecca Smith, da CNN. Como é o seu nome?

- Morris Feldman - respondeu ele.

- Senhor Feldman, há quanto tempo vem ao Muro orar?

- Há uns 60 anos - respondeu o velho judeu.

- Sessenta anos! Isso é incrível! E o que é que o senhor pede?

- Peço que os cristãos, os judeus e os mulçumanos vivam em paz. Peço
que todas as guerras e todo o ódio terminem. Peço que as crianças
cresçam em segurança e se tornem adultos responsáveis. Peço amor entre
os homens.

- E como é que o senhor se sente, pedindo isso há 60 anos?

- Sinto-me como se estivesse a falar para uma parede..."


Nota do editor: será que precisarei explicar a piada? Penso que não. Já que estamos falando do muro das lamentações.