11 de maio de 2026

Reunir talentos é garantia de sucesso?

 Nem sempre. Pode-se afirmar que apenas uma vez  a reunião de bons jogadores, a despeito de estilos diferentes, resultou em eficiência e eficácia, culminando em título mundial, em 1970.

Parte da imprensa e mesmo alguns torcedores, diziam não ser possível escalar Gerson e Rivelino num mesmo time.

Mas adotando a tese que os melhores tinham que estar e campo, colocaram Jairzinho, Gerson, Tostão, Pelé e Rivelino, juntos num time que conquistaria de forma invicta o campeonato de 1970.


Outras vezes esta premissa decepcionou.

Lembremos que em 1950 considerávamos imbatível nossa seleção nacional, que tinha o trio ofensivo formado por Zizinho, Ademir Menezes e Jair Rosa Pinto, históricos e lendários futebolistas.

E na partida final, que poderíamos empatar, em face do regulamento então vigente, perdemos para o Uruguai: 1x2. E vale destacar que saímos na frente no marcador.

Zizinho, Ademir e Jair

Na temporada 1959/1960, o Real Madrid conseguiu reunir Didi, Di Stefano e Puskas num mesmo time. Se você, caro leitor, é veterano como eu, estes jogadores citados dispensam apresentações.

Se é jovem sugiro valer-se das fontes de consulta, das IAs, para conhecer a história de cada um deles.

Inobstante o Real Madrid não conquistou o título de La Liga naquela temporada, perdendo para o Barcelona.

Didi, Di Stefano e Puskas

O Flamengo, em 1995, montou um "dream team", que contava com Edmundo, Romário e Sávio, e não conseguiu grande êxito. O paradoxo é que Nunes, de pouca técnica, foi campeão mundial de clubes em 1981, pelo  mesmo Flamengo.

Por fim, tendo em vista a final da Champions League, da temporada 2025/2026, a ser realizada no dia 30 próximo, vale lembrar que o PSG, atual campeão, vai tentar o bi.

Tal feito não foi alcançado quando teve em seu time, juntos: Messi, Neymar e Mbappé.


O trio acima foi decepcionante, quando atuaram juntos.

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