sexta-feira, novembro 08, 2013

Sugestão muito interessante

A ideia não foi minha, mas achei muito interessante e estou adotando para repercutir.
 
"Não deixa de ser uma boa idéia
Devido ao longo tempo necessário para o judiciário julgar os casos de corrupção, por uma evidente falta de juízes, o governo da presidenta poderia agir como fez com os médicos:
Contratar juízes estrangeiros, dispensando-os do exame de Ordem e do exame de admissão à Magistratura.
 
Seria ótimo ter por aqui os juízes japoneses, árabes, chineses, que até cobram as balas para fuzilamento de condenados, cortam as mãos de ladrões, etc.
 
E mandá-los para as regiões mais carentes como Brasília, Maranhão, Alagoas, para avaliar os gastos da Copa, mensalões, dinheiro na cueca, verbas e demais desvios, dos quais Lula e Dilma nunca sabem de nada."
 
O que acha da ideia ?
 

quinta-feira, novembro 07, 2013

Esquerda populista e irresponsável

Vejam a diferença de visão, de responsabilidade pública.



Precisa explicar ou dizer mais alguma coisa? E era o general truculento e tosco, da cavalaria, que não se fez passar por estadista.

quarta-feira, novembro 06, 2013

Bibliotecas públicas e privadas

Lí, no Estadão (edição de 19.09.2013), que em São Paulo as bibliotecas, públicas e particulares, andam às moscas.


Muitas delas seriam praticamente desconhecidas da população e vivem vazias. É dado como exemplo, entre outros, a da Academia Paulista de Letras, instituição fundada ha 103 anos, e que está sediada no centro da cidade.


Possui 80.000 títulos, inclusive algumas primeiras edições raríssimas, dos séculos  XVII e XVIII. A média de visitantes é de oito por mês.


Acervos imensos, existentes em algumas dezenas de prédios na cidade, não são visitados por uma viva alma, em alguns meses. Há um caso relatado, de uma biblioteca que tem mais funcionários do que visitantes/leitores. E, ainda, de uma outra onde há quem vá apenas para ler os jornais diários.  


Pudera, tivemos um presidente que se jactava de jamais haver lido um livro. Não estou imputando apenas ao ex-presidente a responsabilidade pelo desinteresse pela leitura. Mas quem diz que "nasceu analfabeto, como a mãe", e chegou à presidência,  não obstante não ler, é um péssimo  exemplo. 


Outros fatores devem estar contribuindo para o esvaziamento das bibliotecas públicas. O aumento da renda média do brasileiro, que permite investimento em educação e lazer (leia-se compra de livros) impressos. Os e-books e algumas resenhas encontráveis no Google, em alguns casos obras completas e os programas de distribuição de livros didáticos, poderão ser outros fatores.

Há um outro fator que está afastando as pessoas dos livros, mesmo e-books: são os iPhones. Os possuidores não tiram os olhos dos aparelhinhos nem enquanto conversam com você. Observe nos elevadores, nas lanchas (Rio-Niterói), nos ônibus, as pessoas estão todas cabisbaixas, olhos fixos nos aparelhos que trazem numa das mãos.

Entretanto, a "Feira do Livro", na Barra, no Rio, teve este ano um recorde de público, formando filas e congestionando o trânsito. E com muitas crianças, felizmente. 




Eu me lembro que, pobre e estudante do Liceu, precisava frequentar a (muito boa) Biblioteca Estadual localizada em frente, do outra lado da praça da República (foto acima). Principalmente para fazer trabalhos que exigiam pesquisas.


Como costumo guardar velharias (embora já tenha feito ao longo dos últimos 5 anos muita faxina em meus alfarrábios, incinerando muito "lixo", tenho ainda meus cartões de "sócio" ou frequentador, da Biblioteca Pública. Conforme se verifica na imagem abaixo, depois de 2 anos de afastamento dos livros, retomei minha inscrição.







Também recorria àquela biblioteca para a leitura dos clássicos da literatura universal. Foi lá que fui apresentado a Fiódor Dostoievski (Crime e Castigo), Leon Tolstói (Ana Rarenina, Guerra e Paz), Kafka (O Processo), Victor Hugo (Os Miseráveis).


Li, também, lá na Biblioteca Estadual, os filósofos franceses na moda (no Liceu) Rousseau, Sartre, Voltaire;  e também os romances Madame Bovary, Cyrano de Bergerac,  e como não poderia deixar de ser, os Dumas (pai e filho): Os 3 mosqueteiros, A Rainha Margot, A Dama das Camélias.

Quando já estava na fase de prestar vestibular, porque estavam no programa,  li Machado de Assis, José de Alencar, Euclides da Cunha (um parte dos Sertões), passei a leitura dos portugueses, Eça de Queiróz, em primeiro lugar, e os do romantismo, Alexandre Herculano (O Pároco da Aldeia), Almeida Garret, Camilo Castelo Branco.

Mencionei o que li de Herculano, porque o normal seria ter lido "Eurico  -  o Presbítero" por causa do amigo Eurico César Rodrigues da Costa, a quem sempre associava a obra (apenas pelo título).

Já que falei do vestibular, vale assinalar que foi ótimo ter lido Guerra e Paz, porque na prova de português (na época eliminatória), o tema da dissertação foi "A Guerra e a Paz). Notaram que não era especificamente Guerra e Paz e sim uma contraposição de estágios - a guerra e a paz. Mas é óbvio que quem leu a obra de Tolstói tinha assunto para encher linguiça.

Cortázar
Anos mais tarde  pude desfrutar de livros de amigos, em especial o Hermes, que tinha uma boa variedade de obras em casa.  Fui, por ele, apresentado a ótimos escritores latinoamericanos, inclusive nacionais. Assim conheci Jorge Luiz Borges, Ernesto Sabato, Julio Cortázar, Gabriel Garcia Marques, Mario Vargas Llosa.

Entre os nacionais, para minha surpresa (agradável), pelo preconceito, gostei de "O Coronel e o Lobizomem", de José Candido de Carvalho (única obra que conheço do autor), que utiliza um linguajar tipico,  e Chapadão do Bugre (Mario Palmério), que é muito melhor do que a novela ou minissérie (não lembro) produzida pela Band, há alguns anos. E João Ubaldo Ribeiro, um de meus favoritos até hoje.




Além do acervo literário, algumas destas bibliotecas (tema do post) são patrimônio arquitetônico, como é o caso, aqui no Rio, do Real Gabinete Português de Leitura, que comparo à Confeitaria Colombo. A Colombo é o Real Gabinete da gastronomia, enquanto este é a Colombo da literatura.
As imagens a seguir traduzem bem o que quero dizer. Se não pelo conteúdo literário, justifica uma visita o belo projeto do edifício e sua decoração.


















A Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, é um portentoso prédio (foto abaixo) que abriga um incomensurável número de obras literárias, técnicas, científicas, teses, revistas, jornais e documentos importantes.


A própria por mim citada Biblioteca Pública de Niterói, embora num prédio mais acanhado, tem (ou tinha, já não frequento) uma boa coleção de romances e livros didáticos. E a arquitetura é clássica, como podem constatar na foto.

Biblioteca Pública ( Niterói)
Sem conhecer as estatística ouso dizer que o quadro aqui no Rio de Janeiro/Niterói, não difere muito da situação em São Paulo, apresentada na matéria jornalística.


Belíssima foto de um belíssimo ambiente de leitura


Imagens: todas obtidas no Google. A última, do interior do Real Gabinete Português de Leitura, consta na própria foto o crédito do autor.

terça-feira, novembro 05, 2013

Virá o fim do Facebook?


Em post de abril deste ano, publicado em seu blog e republicado aqui sob licença, meu filho Jorge decretou o fim do Facebook.

Diz ele que será uma morte natural, por fatiga do material e não por disputas comerciais entre as gigantes Apple e Google.

Não ouço e nem  leio que já existam sinais claros do fim da citada rede social.

O que sei é que venho relutando, fazendo deste blog minha trincheira virtual, resistindo às investidas frequentes, via e-mail, na linha “Fulano convida para ser seu amigo no”.

Quando mencionei para minha irmã que não conhecia a mecânica de funcionamento e nem tinha visto a “cara” do Facebook, ela me ofereceu sua senha para dar uma olhadinha.

Juro que continuo não tendo tesão para redes sociais. Ainda fico com "meus discos,  meus livros, e nada mais" como diz a canção popular. Não é verdade porque mantenho este blog, que é um espaço virtual frequentado por amigos. Mas isto me basta.

Fica sempre aquela impressão que sou um excluído social como os sem-teto, os sem-terra e os sem-tudo.

Aí o que acontece? Lendo a coluna da Martha Medeiros tomei ciência de que ela não está no Facebook, admitindo que o cerco está apertando e está difícil não aderir, para não passar por  mumificada.

Disse que os e-mails, antes abundantes, estão rareando, e que todos os amigos dela  estão debandando. Exatamente como me queixei aqui em relação a amigos que sumiram, como numa revoada orquestrada: o Ricardo (dos Anjos), o Gusmão,  a Ana Maria (virou bissexta), minha neta Juliana, o Luvanor, a Esther e outros que frequentaram menos vezes.

Não sei se o Jorge em http://jorgecarrano.blogspot.com.br/2013/04/o-fim-do-facebook.html  está com a razão.

Não sei se resistirei ainda por muito tempo. Lembro, a propósito, minhas resistências a novidades no passado. Por exemplo; custei a comprar televisão em cores. As primeiras do mercado (vasavam cor) eram borradas de azul, com pouca definição.

Com telefone celular foi a mesma coisa. Relutei porque não tinha curso de contorcionista, e via a dificuldade das pessoas se abaixando e contorcendo para pegar um melhor sinal. Minha sobrinha tinha que sair de casa, o que significa dizer que não recebia ligação, apenas ligava.

E era caríssimo. Lembro que o Jorge, meu filho, das primeiras pessoas de minhas relações que comprou pagou uma nota preta. Era um tempo em que quem recebia a ligação pagava a tarifa. Lembram? Então era uma fria informar o número do telefone para qualquer um. A Conta ficava alta.

Com os discos CDs fabricados  e ditados no Brasil, deu-se o mesmo. As gravações eram ruins, as músicas saltavam na mesma faixa ou pulavam de faixa durante a execução.

Bem, o tempo passou, a tecnologia evoluiu e então aderi à TV em cores, ao celular e aos CDs.

Quem sabe irei parar  no Facebook, onde não estou por deficiência tecnológica, mas pela promiscuidade,  pela popularidade, pela unanimidade burra a que se referia o Nelson Rodrigues.

segunda-feira, novembro 04, 2013

Deu nos jornais

No Ancelmo Gois, duas coisas interessantes:
1)  Do historiado José Murilo de Carvalho, sobre motivos para não ler e confiar em biografia autorizada:
- porque é press-release do biografado ou herdeiros;
- porque é autobiografia terceirizada;
- porque não há punição para falso elogio;
- porque pasteuriza o biografado
- porque é uma chatice
Por mim se ele tivesse mencionado apenas o último item,  já me colocaria de acordo. Acho mesmo um saco ler biografia.  Há tempos tentei escrever minha autobiografia ou pelo menos um breve perfil. Parei quando me dei conta de que não tenho maturidade, autoconfiança, equilíbrio, coragem e desprendimento para admitir minhas fraquezas,  minhas inseguranças, minhas deficiências, falhas de caráter e ética.
2)  De Luiz Carlos Góes, roteirista, sobre aspirações da classe média:
- ser aristocrata não é só usar bem os talheres;
- deixar de ser classe média e deixar de ser brasileira.
Deixar de ser brasileiro seria um exagero (embora alguns momentos de vergonha), mas deixar de ser classe média e me mandar para o exterior ainda são sonhos de consumo. Quem sabe um prêmio da Loto resolve minhas aspirações.
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A Federação Inglesa de Futebol está completando 150 anos. É a mais antiga entidade do futebol.
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Os chineses comem cachorros, e fica por isso mesmo. Quem tem coragem de questionar? Aqui os cães (alguns poucos) são usados para pesquisas, e tem quebra-quebra. A cultura milenar chinesa precisa ser revista e atualiza.

Vamos colocar as coisas assim: salvaram os cachorros mas deixaram os ratos e hamsters.  Que critério é este? Os beagles são tão roedores quanto os ratos. Experimente deixar um beagle preso em apartamento e veja o que acontece com os pés dos sofás de das camas. Serão todos roídos.

A alegação é quanto aos maus-tratos. Mas e os meninos da FEBEM ou instituições similares, ninguém invade e lava os reclusos para casa para salva-los.

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A economia espanhola dá sinais de recuperação. Que bom! A Espanha está entre os países que gostei de visitar. Mais do que a Argentina. É para rir pessoal.
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 Segundo o “Gente Boa”, pouco mais de dez pessoas compareceram a missa de 7º dia da Norma Bengell (matéria do blog), sendo que nenhum deles da atividade cinematográfica. Por isso acho que o Nelson Cavaquinho tem razão, “quem quiser fazer por mim, que faça agora”.
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Ainda segundo a mesma coluna “Gente Boa”, uma canja de galinha no Lamas está custando R$ 30,00 . Se a Leiteria Brasil cobrasse preço equivalente não teria fechado as portas. E aquela canja, nos finais de noite em Niterói, era fundamental para recuperar as energias.
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A prefeitura de Niterói, andou determinando a retirada de canteiros (pequenos jardins)  nas calçadas de Icarai. Mas permite uma “peixaria” na esquina da Lopes Trovão, aos sábados. Achar que o PT tem quadros eficientes e preparados para administrar é acreditar em mula sem cabeça. Alias, nem o PT e nem  nenhum outro partido. São, todos os políticos, farinha do mesmo saco.
E sem as jardineiras nas calçadas  sobre mais espaço para estacionamento de carros e motos sobre elas.
Donde se conclui que aquela aspiração da classe média deixar de ser brasileira, visto lá em cima no primeiro comentário da coluna do Ancelmo tem toda a razão de ser.

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Quem quiser conhecer um pouquinho, uma pequena fase da história da Dinamarca, tão comentada aqui no blog em post recente sobre os países nórdicos, deve assistir ao filme “O Amante da Rainha”, que foca o período do reinado de Cristiano VII, um maluquete casado com a irmã do rei da Inglaterra (George III).
Muito atual em relação as aspirações e teses dos iluministas que acabavam de  influenciar na Escandinávia. Sim, tem cenas de sexo, mas são light e nada explícito. Pronto! Muita gente já desistiu de pegar na Cahu ou procurar no Netflix.
                                               
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E tem o caso Diego Costa, nascido no Brasil, em Sergipe, mas que optou por jogar pela Espanha, se for convocado pelo Vicente del Bosco. Quem ousa atirar a primeira pedra?

Nosso técnico (Felipão) que censurou muito a atitude do jogador, dirigiu a seleção portuguesa, o o coordenador técnico (Parreiras) a da África do Sul.

Se a questão envolvida é a patriótica, por outro lado há também o reconhecimento pelas oportunidades obtidas, pela gratidão. Foi lá na Espanha que o Diego cresceu e construiu patrimônio. Comparo (bem ou mal) com o filho adotivo que conhecendo mais tarde  a mãe biológica fica na dúvida sobre seu afeto maior.


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Estão chegando hoje mais 3.000 (três mil). Você leu certo, 3.000, médicos cubanos ao Brasil. Em cuba médicos brotam como cogumelos.

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Assunto polêmico é o que não falta neste post.

sábado, novembro 02, 2013

O Elefante e as Religiões












Por
Carlos Frederico March
(Freddy)








Faz tempo que eu queria escrever sobre isso, mas não gosto muito de polemizar sobre religião. Sabe como é, o modo mais rápido de se perder um amigo ou se meter em confusão é debater sobre futebol, política e religião. No entanto, o próprio patrocinador deste espaço, nosso amigo Carrano, adora acirrar ânimos, portanto lá vai!
    
Existe uma piada acerca de como 7 ceguinhos descreveram um elefante ao serem apresentados ao imenso paquiderme.

- O primeiro disse que o elefante era uma corda com um tufo na ponta, como se fosse um espanador. Havia pego o rabo.
- O segundo disse que o elefante era uma parede! Havia tocado o animal pelos flancos.
- O terceiro disse que ele era como uma mangueira de bombeiro, mas enorme: pegou a tromba.
- O quarto disse que ele era uma verdadeira arma, parecida com uma baioneta mas estranhamente encurvada: obviamente pegara uma das presas. 
- O quinto avaliou e disse que achava o elefante um tronco de árvore. Ele havia abraçado uma das patas.
- O sexto, disse que ele parecia uma cortina, daquelas bem grossas! Havia pego uma das orelhas. 
- O sétimo pensou que elefante era uma caverna úmida, acessara a bocarra do animal!

Elefante
A tese que pretendo apresentar é a de que todas as religiões atuais, ao menos as maiores e mais bem estruturadas, se comportam como cada um dos ceguinhos ao descrever o elefante. Abordamos facetas de Deus e de sua criação, mas ainda não temos capacidade de abarcar o todo. Cristãos (católicos, evangélicos e espíritas), islâmicos, judeus, budistas, todos tocam partes do Criador com mãos toscas mas sem conseguir enxergá-lo em sua grandeza e plenitude. 

Voltemos um pouco no tempo. Se você fosse um maia, ou inca (que nem a roda conhecia), um egípcio na idade antiga, juraria de pé junto que o ambiente que o cercava era todo ele regido por deuses diversos. Essa era sua verdade, ou melhor, a verdade que sua sociedade conseguia enxergar e descrever com os conhecimentos que tinha. 

Doenças eram curadas com ervas e preces. De vez em quando nada dava certo e pestes dizimavam tribos inteiras, safras se perdiam e a fome grassava implacável. Para esses povos, tudo isso era punição por algo que alguém fizera. Raios, trovões, enchentes, erupções vulcânicas e outras catástrofes naturais, eram todas elas associadas ao mau humor dos deuses. De acordo com seus ritos religiosos, para aplacar a incompreensível ira divina, eles sacrificavam escravos, virgens, animais, o que fosse.

Oh! Isso não! Você dirá que hoje somos cultos e sabemos o que significa um trovão, um raio, uma erupção vulcânica. Um cometa que apareça e ilumine os céus com sua espada flamejante é nada mais que uma rocha cheia de gases que se volatilizam ao se aproximar do Sol e não um sinal dos céus de que algo importante (positivo ou negativo) está para acontecer. 

A humanidade já dispõe de uma ampla gama de remédios e procedimentos médicos que curam inúmeras doenças, e aquelas que ainda não têm cura você sabe que é uma questão de tempo, não da vontade de um Deus vingativo. Nossa ciência já avançou até aí. 

Faça agora, caro leitor, um exercício de imaginação: viaje ao futuro! A essa altura a humanidade já terá colonizado a Lua, Marte e estabelecido bases científicas em alguns satélites de Júpiter e Saturno. 

A maioria absoluta das doenças já será curável, viver mais de 100 anos será corriqueiro. A ciência já explicou nebulosas e galáxias e agora entende como a matéria e energia que permeiam o espaço sideral foram criadas. 

Imaginando-se nesse futuro, olhe então para trás e menospreze aqueles povos idiotas (nós hoje) que cultuavam várias religiões diferentes e se digladiavam entre si, cada uma defendendo seu Messias ou seu Guru, cada um com suas regras e ritos e ditames. Islâmicos querendo esmagar os infiéis, evangélicos berrando suas preces, católicos defendendo sua estrutura milenar com unhas e dentes, espíritas evocando vidas passadas, budistas orando por todos os demais, e por aí vai. 

Parece-lhe um futuro improvável? Sei não... Coloque-se novamente na pele do tal maia ou inca, ou de um faraó egípcio, de gregos e romanos da Idade Antiga. Procure em profunda reflexão imaginar como era a vida naquela época primitiva, com todas as limitações e o pouco saber. Cada povo explicando a Natureza ao seu redor, ao lado, acima e abaixo, através de sua tosca religiosidade...

Pirâmides de Gizé - Egito

Sinta-se vivendo nesse passado longínquo e procure refletir como absorveria (se é que teria condições mentais de absorver) a notícia de que no futuro haveria antibióticos, operações a laser, controle de safras. Imagine-se recebendo explicações sobre transmissão de imagens e comunicação à distância (TV, internet), máquinas voadoras, eletricidade, automóveis e naves espaciais. 

Dá para perceber que o conhecimento daquelas sociedades não tinha base científica alguma para entender o que estariam lhes contando? Para elas, tudo isso não só era coisa de deuses (uma enorme quantidade deles) como em alguns casos era tão inadmissível que nem deuses seriam capazes de realizar! 

Oh, mas NÓS sabemos! Já temos tecnologia e conhecimentos científicos para descrever a Natureza ao nosso redor, curamos doenças e nos comunicamos globalmente on-line! É bem verdade que ainda não conseguimos entender muito bem o Universo nem como ele pode ter sido criado... 

Como não?! Eu - católico, evangélico, espírita, islâmico, budista, judeu, etc etc etc - conheço o Criador e sua obra! Eu oro para Ele e/ou para Seu representante entre nós todo dia, toda hora, ou a cada instante! Cumpro todos os ritos e exerço a minha fé (cada um em sua religião) com dedicação, respeito e temor! 

Não se iluda porém, caro leitor! Haverá um tempo à frente em que você será um maia ou inca ou egípcio da era dos faraós para um povo do futuro. E então esse povo olhará o passado e dirá que, como cada um dos 7 ceguinhos, nem de longe você conseguiu compreender o que é um elefante! 

Cometa Hale-Bopp (1997)


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Créditos das imagens

Elefante
http://www.animalgalleries.org/Large-Land-Mammals/Elephants/ 

Pirâmides de Gizé
http://misteriosfantasticos.blogspot.com.br/2012/03/piramides-do-egito.html

Cometa Hale-Bopp (1997)
http://apod.nasa.gov/apod/ap131013.html

Image Credit & Copyright: Jerry Lodriguss (Catching the Light)

sexta-feira, novembro 01, 2013

Clelsea X Manchester United


No domingo, dia 27, um grande jogo reuniu de um lado o Chelsea (The Blues) e do outro o Manchester City (The Citizens). Provavelmente os dois elencos mais fortes e por isso mais caros do futebol inglês (Premier League). O empate teria sido ótimo para mim, torcedor do Arsenal (Gunners), que ocupa a liderança isolada, pelo menos até esta 9ª rodada.

Webb
O Estádio lotado, um bom juiz (Howard Webb), que erra como todos, mas conduz a partida até o final sem nenhum tipo de conflito ou briga. Afinal era sargento da Scotland Yard.

Foi um jogão, com técnica e determinação. Ao final ganhou o time do Mourinho (2X1), que com isso ocupa o vice-liderança.

Dá uma olhada em parte do elenco das duas equipes. Chelsea: Petr Cech, Ivanovic, David Luiz, Cahill, Terry, Ashley Cole, Essien, Mikel, Ramires, Lampard, Juan Mata, Oscar, Hazard, William, Fernando Torres, Schürle, Eto’o, Demba Ba, e outros. No lado do City: Hart, Kompany, Demichelis, Lescott, Nastasic´, Mica Richards, Zabaleta, Clichy, Kolarov, Negredo, Agüero, Nasri, Jesus Navas, Yaya Touré, Fernandinho, David Silva, Milner, Javi Garcia.

Vejam a dificuldade do Pellegrini, técnico (chileno) do Manchester City e do Mourinho técnico (português) do Chelsea, para administrar as fogueiras de vaidades, pois quase  todos  (99%) os jogadores citados jogam em suas respectivas seleções nacionais.

O banco de reservas destas equipes seria titular em qualquer time do futebol brasileiro no momento.

O futebol inglês, o mais antigo do mundo, é hoje também o melhor. Explico melhor. O futebol jogado na Inglaterra, por centenas de jogadores de outras nacionalidades, é o melhor de se assistir.

O futebol, como esporte de competição, nasceu no dia 26 de outubro de 1863, uma segunda-feira, na Freemasin’s Tavern, na Great Quenn Street, estabelecimento londrino já demolido.

Naquele dia e local, foi criada a The Football Association (12 clubes) e com ela estabelecidas as 13 regras básicas do esporte, que foram aumentadas para 17 anos mais tarde.

A Federação Inglesa tem, portanto, 150 anos de existência (assim como as regras do futebol), completados no último dia 26.

A FIFA (Fédération Internationale de Football Association) surgiu em Paris, no ano de 1905.

Na primeira divisão inglesa, atualmente denominada e gerida como Premier League, o clube mais antigo da Inglaterra em atividade é o Stoke City, com sede na cidade de Stoke-on-Trent, que teria sido fundado em 1868.

O mais antigo clube, fundado em 1862, sendo um dos fundadores da liga, e atualmente na 2ª divisão, é o Notts County, que tem sede em Nottingham.

Por curiosidade,  para quem não acompanha o campeonato inglês, um clube como o Leeds United, por exemplo, com sede na cidade de Leeds, ganhou o campeonato da primeira divisão nos anos de 1969, 1974 e 1992.

Chegou a cair para a 3ª divisão, em 2004, voltou a 2ª divisão em 2010 e luta por vaga para ascender à 1ª divisão nesta temporada.
Tem uma enorme torcida para os padrões ingleses.