7 de abril de 2013

Higgs x Venter





Por
Carlos Frederico March
(Freddy)






Pode parecer confronto em algum tipo de esporte, mas na verdade parece que Peter Higgs e John Craig Venter estão empenhados em ver quem é o primeiro cientista a explicar fatos que todos aqueles que professam alguma religião atribuem a um Ser Superior, que nós chamamos de Deus: criar matéria a partir do nada (Higgs) e vida a partir da matéria (Venter).

Desculpe-me quem for um expert em mecânica quântica e/ou biologia sintética, tecerei apenas ligeiros comentários abordando esses dois complexos campos do conhecimento que vêm sendo criteriosamente estudados pela comunidade científica.

Falemos primeiro sobre Peter Higgs.

Peter Higgs
Físico teórico britânico, nascido em 1929, ficou conhecido pelo estudo de um mecanismo que exige a existência de uma partícula que seria capaz de catalisar a transformação do nada (na verdade energia contida no vácuo) em matéria. O meio científico a cunhou de Bóson de Higgs, apesar dele ter trabalhado em paralelo com outros teóricos.

Gente, é extremamente complicado entender física quântica. Enquanto eram prótons, nêutrons e elétrons, mais uns fótons e neutrinos, a coisa ainda dava até pra explicar aos leigos. Mas agora, com teoria das cordas, múltiplas dimensões além das conhecidas 3 de espaço mais tempo, partículas excêntricas como bósons, férmions, quarks, léptons e outras mais, fica incompreensível pra mim, imagina tentar explicar...

Atualmente os físicos aceitam que o que a gente vê no Universo, matéria consistente, que tem massa e interage gravitacionalmente, é apenas 4% do todo. 23% é constituído de um tipo de massa invisível mas perceptível nas observações astrofísicas: a matéria escura, mas ainda assim matéria. O restante, cerca de 73% do Universo que é percebido pelos estudiosos, é algo mais inacreditável ainda: a energia escura => distensão cerebral (risos
amarelos).

O que nos interessa no momento é que Higgs trabalhou conceitos de outros físicos e definiu que a matéria como nós a conhecemos só apareceu no Universo porque uma determinada partícula deveria existir, uma espécie de catalisadora. Com massa quântica
inacreditavelmente grande para uma partícula e um tempo de vida infinitesimal, este bóson é que seria o responsável pela transformação da energia que permeia o vácuo em massa e daí nós, e tudo o mais que vemos e em que tocamos (matéria comum), poderia existir.

Nada que Deus não pudesse fazer com um gesto rápido e casual... Daí o Bóson de Higgs foi apelidado por sensacionalistas de “God particle”, a “partícula-Deus”. Tornou-se a partícula mais procurada na física moderna.

O problema é que chegar a níveis de energia grandes o suficiente para permitir a observação do referido bóson em experimentos controlados e confiáveis não era viável na época em que Higgs o definiu, por volta de 1964. Aceleradores de partículas cada vez maiores foram sendo construídos e nada... Até que recentemente, num investimento de mais de 3 bilhões de euros, foi construído o LHC (Large Hadron Collider = Grande Colisor de Hádrons ) que entrou em funcionamento em 2008.

Higgs visitando uma seção do LHC

O LHC pertence ao CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire - em Genebra, Suíça) e é um acelerador em anel de 27km de perímetro enterrado a 175m de profundidade perto da fronteira da Suíça com a França. Sua capacidade de acelerar partíiculas e fazerem-nas colidir frente à frente é assustadora - para padrões atuais.

Houve grande expectativa acerca da possibilidade dele provocar a destruição da Terra pela chance desse tipo de experimento criar um buraco negro infinitesimal que, por sua natureza física aos poucos engoliria todo o planeta, mas foi intriga científica, como quando detonaram a primeira bomba atômica. Também havia receio da reação em cadeia disparada não cessar e destruir tudo.

Finalmente, em 4 de julho de 2012 foi anunciado pelo CERN que o Bóson de Higgs havia sido detetado. Mas havia que confirmar, envolvendo um exaustivo procedimento científico de comprovação. Mais testes, e praticamente uma horda de físicos em cima dos dados do LHC, finalmente concluíram em 14 de março deste ano de 2013: ele existe!

Será que a criação da matéria da qual somos feitos não precisa mais da mão de Deus?

Falemos agora de John Craig Venter.

Bioquímico e empresário americano nascido em 1946, Venter vem trabalhando há anos em mapeamento genético, produção de bio-
combustíveis, pesquisas na área de biologia sintética. Sua mais recente meta é criar vida a partir de matéria inanimada. Pilheriando, Craig Venter também quer brincar de ser Deus.

Faz bastante tempo os genomas vêm sendo pesquisados, DNA de milhões de células vem sendo mapeados e estudados com finalidades diversas, a mais ética delas virada para a identificação e cura de muitas doenças. Há controvérsias sobre o uso desse conhecimento, não serão assunto deste texto.

O mapeamento genético dos milhares de genes do corpo humano foi meta do Projeto Genoma Humano, um empreendimento internacional iniciado em 1990 e que tinha previsão de duração de 15 anos. Craig Venter, no entanto, desenvolveu o que denominou método BET para encontrar genes. Fundou a empresa Celera Genomics, divisão da PE Biosystems, que fabrica máquinas para sequenciamento genético. Usando essas máquinas e um dos maiores supercomputadores disponíveis, Venter concluiu a montagem do genoma humano em apenas 3 anos.

Em 2005, Craig Venter foi co-fundador da Synthetics Genomics, que usa microorganismos modificados para produzir bioquímicos e combustíveis ecologicamente limpos. Em 2007 e 2008 o nome de Craig Venter fez parte de lista das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Em 2009 a Synthetics Genomics fez parceria com uma empresa petrolífera para desenvolver bio-combustíveis.

Venter finalmente fundou o J. Craig Venter Institute, onde desenvolve pesquisas especificamente voltadas para a criação de organismos sintéticos. Matéria publicada no site do Globo (http://oglobo.globo.com/ciencia/criacao-de-vida-artificial-pode-estar- cada-vez-mais-perto-7828494) revela que em 2010 Venter anunciou (sic) “ter trazido à vida uma versão quase completamente sintética da bactéria Mycoplasma mycoides, transplantando-a na concha vazia de outra bactéria”.

Ainda segundo o artigo, Venter criou o que ele próprio apelidou de “genoma Ave Maria”, a partir do qual pretende usar genes especialmente escolhidos para produzir células auto-replicantes, o que pode ser traduzido livremente como “criar vida a partir de matéria inanimada”.

Em resumo:

Chegamos simultaneamente a duas descobertas que focam o mesmo objetivo: provar que existem mecanismos científicos que conseguem (1) explicar a criação da matéria a partir do “nada” e (2) criar vida a partir de matéria inanimada. Duas, digamos, atividades que são consideradas pelos religiosos como privilégio divino.

Será que chegamos a um ponto de inflexão na interpretação da existência do Universo e do aparecimento da vida? Confirmados os experimentos e seus desdobramentos científicos, como as sociedades seguidoras de religiões diversas reagirão? Aguardemos os próximos capítulos!

Créditos das fotos:
Peter Higgs: www.ph.ed.ac.uk
Higgs visitando LHC: www.bbc.co.uk
J. Craig Venter: Wikipedia (a enciclopédia livre)

6 de abril de 2013

Carne assada, gelada, para consumo variado




Por
Wanda Carrano
(dona de casa, esposa, mãe e avó, crocheteira e pintora diletante)






Esta carne assada tem múltiplas formas para ser consumida. Além de poder ser servida com salada verde, pode ser apreciada com salada de legumes, a maionese conhecida (batata, cenoura, azeitonas, passas etc  e molho maionese) e, também, e este é o grande trunfo desta carne, em bom, nutritivo e saboroso sanduiche, nas noites de domingo, em substituição ao jantar.
Sei que o verão, oficialmente, acabou.  Mas não faltará oportunidade para utilizá-la .

Ingredientes:
Uma peça de lagarto redondo
Cebolas
Folhas de louro
Noz-moscada
Pimenta do reino
Vinho tinto
Alho
Sal

Modo de preparo:
Com o lagarto já limpo e livre de pelancas e sebos, coloque-o num tabuleiro ou refratário, e tempere a seu gosto.  Importante, não o perfure. Eu uso  sal, alho, folhas de louro, meio copo de vinho e um pouco de noz-moscada (ralada). Sempre deixo uns trinta minutos para a carne pegar um pouco do tempero, antes de leva-la ao fogo.  Acrescente água até cobrir a carne na panela.
Deve ser utilizada uma panela de pressão, e ficará cozinhando por uns 40/45 minutos, aproximadamente.
Ao final, retire o lagarto e reserve o caldo do cozimento. Depois que o lagarto  esfriar ponha na geladeira (cobrindo) para gelar e ganhar um pouco de firmeza antes de fatiar. Pronto! Chegou a hora de fatiar a carne, bem fininha (o mais fino, sem desmanchar a fatia). Coloque as fatias  num refratário, e vá despejando um pouco do caldo do cozimento e cebolas bem picadinhas (pedacinhos bem  miudinhos). Eu não uso pimenta-do-reino, mas quem gosta pode acrescentar.
Cubra com filme e leve, de volta, à geladeira.

Depois é só consumir como lhe aprouver.
Com um pão francês de 50 gr. ou um pedaço de bisnaga fresquinha, mais uma fatia de tomate e uma folha de alface  vira um sanduiche de respeito.
Meu marido gosta até como acompanhamento de massa (penne, fusilli, etc) e diz que o contraste, quente da massa e frio da carne não compromete.


5 de abril de 2013

AGNETHA FÄLTSKOG


Por
Carlos Frederico March
(Freddy)







Para quem ainda não a conhece, Agnetha Fältskog é a "loura do ABBA". E quem foi o ABBA? Foi um dos mais famosos grupos de pop-rock no mundo entre os anos 74-82. Não gostaria, entretanto, de focar este texto no grupo sueco que marcou minha vida e do  qual sou fã sem compromissos. Quem sabe em algum post mais à frente?


Benny, Agnetha, Björn e Anni-Frid (Frida) já nos anos 80

OK, não consigo ficar sem tecer ao menos uns comentários sobre a banda.

- O ABBA foi formado por 2 casais (Agnetha & Björn + Benny & Anni-Frid, mais conhecida como Frida), que ao longo da carreira acabaram se separando mas, enquanto a parte musical rendeu, continuaram a atuar juntos.

- O ABBA já vendeu, segundo estimativas atuais, cerca de 370 milhões de discos. 

- Em 2000 seus 4 ex-integrantes recusaram a bagatela de 1 bilhão de dólares para se reunirem e fazer uma turnê de 100 concertos em um ano. Dinheiro não é problema para eles, justificaram...

- O musical "Mamma Mia!" é uma colagem de algumas músicas do ABBA que, juntas, possibilitaram um enredo (que não é deles) que vem tendo grande sucesso nos palcos e telas de cinema e TV mundo afora.



Voltemos ao assunto. O título do post é Agnetha Fältskog mas o tema subentendido é MUSA.

Tema esse recorrente no blog, angariando loas e protestos em igual monta. Agnetha Fältskog tinha um jeito de menina nórdica, com cabelos de um louro quase branco, ora escorridos, ora ligeiramente cacheados, um rosto angelical, dona de um corpão de 1,72m padrão anos dourados que sua produção descobriu ser um chamariz e simplesmente explorou ao máximo...

Agnetha foi, em resumo, minha maior musa no meio musical. Claro, minha esposa sabe disso. Não gosta, mas sabe.






 


Após o fim do ABBA e de uma tentativa de continuidade da carreira solo, Agnetha se exilou por um período de mais de 10 anos, cansada de exposição pública e interferência em sua vida particular. A partir de 2004, contudo, aceitou timidamente voltar aos holofotes. Nunca deixou de fazer sucesso dentro da Suécia e seu extenso trabalho solo, antes e pós-ABBA, é consumido localmente até hoje.


Agnetha e Frida juntas em 2009, recebendo uma premiação

Na mídia internacional, Benny e Björn permanecem em evidência, mais por causa de sua contínua atuação como compositores e produtores. Frida é hoje formalmente uma princesa e mora na Suíça, viúva e um tanto afastada do meio musical.

O tempo é implacável, no entanto. Nascida em 5 de abril de 1950, hoje Agnetha completa 63 anos e é uma bela senhora que preferiu manter os sinais que a natureza lhe impôs, uma ajeitada aqui e ali mas nada de contundente. Sua voz continua a mesma e, apesar de seus novos trabalhos não serem exatamente do meu agrado, concordo que ela mantém a qualidade de antes, quando era a linda loura do ABBA.


Agnetha numa das mais recentes fotos, 2013

Seja bem-vinda de novo, Agnetha. E feliz aniversário!


A seguir, alguns links de vídeos no YouTube, todos nitidamente playback. Não são
exatamente minhas músicas favoritas no repertório do ABBA, mas mostram Agnetha bem de
perto, ao vivo, especialmente o terceiro:

http://www.youtube.com/watch?v=ujrrZdHKWtM
(Thank you for the Music - Mike Yarwood Show 1978)

http://www.youtube.com/watch?v=v3RfAmAGI1A
(Voulez-vous, uma apresentação na TV espanhola em 1979, figurino de gosto duvidoso)

http://www.youtube.com/watch?v=7Thvf6IxnQg
(The day before you came - 11/11/1982, num dos últimos registros ao vivo do ABBA antes do
grupo terminar)


Fotos disponíveis no Google em inúmeros sites sobre o ABBA.

4 de abril de 2013

Conversando com os botões



Estive  confabulando com meus botões.

Temos lamentado aqui no post o afastamento, quem sabe temporário, do Fernandez. Ele usava a opção “anônimo” no envio dos comentários, mas se identificava no texto.

Outro desaparecido se apresentava como “Anonimous” que era uma forma de manter anonimato, mas diferenciando-se de outros anônimos,  como uma marca registrada.

Existem outros sumidos que assumiam suas identidades e  que passaram meteoricamente por este espaço. Passagens rápidas mas marcantes. Como por  exemplo o Luvanor  Belga, pantaneiro de Corumbá, torcedor do Corumbaense, com suas intervenções de português castiço, seu vocabulário vetusto , antiquado,  fora de uso cotidiano, mas sempre bem colocado.

Bem, não vou nomear as dezenas de amigos, ex-colegas de trabalho, companheiros de infância e bancos escolares que deram pitacos eventuais, pontuais, e nunca mais voltaram. Pode ser que estejam como corujas, só observando, visitando o blog sem comentar. 

                                          ­X _ X





Se tem alguém que personifica a expressão “parece que tem o rei na barriga”,  este alguém é a Kate Middleton, duquesa de Cambridge, casada com  o príncipe Guilherme,  que leva no ventre um possível futuro rei da Inglaterra,  como sucessor do pai Bill.










                                          X ­ _ X

Os magistrados e outros operadores do Direito estão anunciando uma campanha contra a generalização. Nos moldes propostos, será pura perda de energia, tempo e dinheiro.

O Judiciário  continuará a ser acusado  de lento e corrompido.

Os juízes com pecha de “ladrões”, que no sentido popular abrange venda de sentenças, favorecimentos,  concussão, peculato,  fraudes ,  desvio de verbas públicas em obras e compra de materiais e equipamentos, e tudo o mais que seja enquadrável em desvio de conduta.

Penso eu que qualquer tentativa de melhorar a imagem  dos profissionais  que sofrem com as generalizações, médicos e outras categorias incluídas,  é combater internamente os maus, os degenerados, os corruptíveis, excluindo-os  dos órgãos e associações de classe, como AMB, AMAERJ, OAB, etc, e seus respectivos conselhos: CREA, CREMERJ, e outros que tais.

Tem que extirpar os tumores, alternativa única para salvar o organismo. O corporativismo é um mal que precisa ser combatido. E de dentro para fora, por iniciativa dos bons, justos e  honestos, como se estivessem preocupados em sanear suas próprias casas, livrando-se de ratos e insetos parasitários.

                                            X _ X

Nos quadros da polícia militar ocorre um fenômeno que acontecia com os antigos e confortáveis automóveis de luxo, tipo Cadillac, Galaxy, Dodge Dart  e outros. Verdadeiras banheiras rodoviárias, com motores de  enormes cilindros, beberrões insaciáveis de combustível, na época apenas gasolina, nos quais só  era possível encher o tanque com os motores desligados. Em funcionamento o consumo era maior do que a quantidade ejaculada pelas bombas.

Claro que é um reforço de imagem, um exagero, assim como será um exagero  afirmar que nos quadros da polícia  são expulsos da corporação mensalmente, por mau comportamento,  mais  do que a escola de formação de praças e soldados é capaz de preparar para suprir vagas nos quadros e aumentar efetivos.

Tem tanto bandido fardado que acabamos por dar razão ao Chico: “chama o ladrão”.


                                         X _ X

Dizem que o Neymar precisa jogar no futebol europeu  para amadurecer e desenvolver seu futebol. Pergunto eu, que futebol europeu? Nas grandes ligas, como a inglesa, os melhores jogadores são africanos, argentinos, brasileiros, paraguaios, colombianos,  asiáticos, uruguaios, enfim, britânicos mesmo são poucos os que têm algo a ensinar: Lampard, Gerrard e Rooney.

O que ele precisa é deixar de ser individualista e priorizar ficar de pé, no choque físico. Deve observar o Messi jogando.

                                         X _ X 

No Premier de Miami, nossa musa perdeu a final para Serena Williams. Poderia ter sido o segundo titulo consecutivo em 2013, eis que ela venceu o torneio de Indian Wells.



Mas cá para nós, a Serena disputando torneio feminino é covardia. Refiro-me ao físico e a força.

3 de abril de 2013

SUNDAY BRUNCH


Por 
Erika France
http://teawitherika.wordpress.com/




This is a really quick and easy dish for a Sunday brunch. Put it all in the blender, fill it with whatever you've got in your fridge/pantry, put it in the oven and in about 20 minutes it's done! And it's delicious!



QUICK PIE

INGREDIENTS
3 eggs
250ml milk
180ml vegetable oil (I used half sunflower half olive oil)
250g flour
a pinch of salt
1tsp baking powder
50g grated parmesan

METHOD
Preheat the oven to 180oC and grease a 20x20cm baking tin.
Beat all the ingredients together in the blender, food processor or by hand.
Pour half of the batter in the prepared tin, distribute the filling of your choice and cover with the rest of the batter. Put it in the oven and bake until it's golden.
Source: receitas.com
NOTES: For the filling I used 250g shredded chicken breasts, 1 cup of grape tomatoes (seeded and diced), and 100g cream cheese in small balls.
Another option is: ½ cup shredded ham, ½ cup shredded cheese, ½ cup tomatoes (seeded and diced), and 1tbsp oregano.
TIPS: Always start with the wet ingredients, otherwise the blade may get stuck.
It's important to remove the seeds from the tomatoes so that the pie doesn't get soggy.

Nota do blogueiro: visite o blog onde originariamente publicada

2 de abril de 2013

O fim do Facebook


 Por
Jorge Carrano
http://www.cavernaweb.com.br/



O que leva as pessoas a estarem com outras?

Nossa sobrevivência como espécie está diretamente ligada à capacidade de articular linguagens e viver em grupos, com regras sociais mais ou menos civilizadas.

O próprio conceito de civilização não existe fora do contexto social. Somos todos seres sociais. Outras espécies também o são – as formigas, como primeiro modelo óbvio e bem sucedido – mas somente nós produzimos cultura.

Na evolução tecnológica que marcou nossa história desde a invenção da roda, há cerca de 6 mil anos, as redes sociais surgem não como uma “revolução” de qualquer tipo, mas como uma evolução ou amplificação dos recursos criados pela internet – essa sim, “revolucionária”- e suas conexões com dispositivos móveis, estes também bastante inovadores. Basta lembrar que celulares foram, durante décadas, objetos possíveis somente na ficção científica.

Voltamos então à pergunta original: o que leva as pessoas a estarem nas redes sociais? A resposta beira o ridículo, de tão óbvia: estão lá porque os outros estão. Se sua família e todos os seus amigos se mudarem de cidade, você não ficaria tentado a ir também? Se todos resolverem se vestir apenas de branco ou preto, será que você nem ao menos cogitaria o mesmo? A força do grupo é inegável no ser humano. Observe as multidões nas manifestações ou na saída dos jogos de futebol. As mesmas pessoas cordiais do dia a dia se comportam como selvagens. Nosso modelo social baseado no imediatismo, no egoísmo dos interesses e na falta de respeito pelo outro, que aqui inclui o planeta, nos reduziram a babuínos com cartões de crédito.

O Facebook tem hoje cerca de um bilhão de usuários. Quantos são, efetivamente, ativos, é difícil saber, mas creio que boa parte esteja lá apenas porque os outros estão. Fazem seus perfis e colocam lá umas bobagens quaisquer apenas para não terem que se justificar, diante dos amigos, de que não estão. Seriam vistos como “obsoletos” e mesmo muito jovens, seriam “dinossauros” para seus antenados amigos.

O problema do Facebook, assim como de todos os ambientes que envolvem pessoas é que ele sofre com o ritmo de crescimento e, inegavelmente, de envelhecimento dessas pessoas. Todos já achamos graça, aos 15 anos, de coisas que hoje nos parecem ridículas. Ou mesmo infames. Quem de nós nunca experimentou a estranha sensação de ficar anos sem ver um amigo de infância e, ao reencontrá-lo 20 anos depois, achar que ele continua um adolescente? “Fulano não mudou nada!” O que pode haver de pior do que isso?

O fim do Facebook é certo. A questão é só quando. O Facebook não acabará, no entanto, por conta de uma briga comercial com a Apple ou Google, como parte da Imprensa, de modo maniqueísta, afirma. Ele acabará naturalmente, com o passar do tempo. Seus usuários se cansarão daquelas fotos todas iguais, daquelas toneladas de “lindaaaaaaaaaa”, “eu queroooooo”, “kkkkkkkkk” e outras que até lembram algum idioma, mas são outra coisa.

O fim do Facebook virá quando seus usuários crescerem, e perceberem quão fútil ele se tornou. Ou simplesmente quando não tiverem mais tempo para ele. Quando nos tornamos mais velhos, valorizamos outras coisas. Numa fórmula simples, trocamos “quantidade” por “qualidade”.

Alguém então dirá que você pode restringir o número de amigos, em busca dessa “qualidade”. Mas ao fazer isso, a rede perde o sentido. A graça está em ter um monte de supostos amigos, boa parte desconhecidos ou quase, porque do contrário não haverá um volume significativo de imagens e posts para “curtir”, “comentar” ou “compartilhar”.

Temos muitas outras opções de diversão. A internet traz inúmeras possibilidades, as TVs por assinatura oferecem cada vez mais canais, o modelo de streaming é uma realidade da banda larga, os games estão cada vez mais incríveis e uma alternativa cada vez mais acessível e o celular já se tornou uma arena de puro entretenimento.

As redes sociais, conceitualmente, são decorrentes da internet e não deixarão de existir. O Facebook, em especial, é um fenômeno sem precedentes. Em poucos meses atingiu 50 milhões de usuários. O rádio levou 34 anos para atingir essa marca. A televisão levou 13 anos.  Embora o ritmo de crescimento da rede já esteja desacelerando em países como os EUA e Inglaterra, ainda continuará forte nos países em desenvolvimento. Por terem uma grande parcela de população formada por jovens e, no caso do Brasil, uma população que recentemente começou a ter acesso a computadores esmartphones, esses países ainda levarão algum tempo a atingir um nível de saturação.

A abertura do capital da empresa, em maio de 2012, trouxe um sinal preocupante. As ações, alguns dias após o IPO, valiam cerca de U$ 19, metade dos U$ 38 do dia de seu lançamento. Não vamos nos iludir. O “mercado”, essa entidade abstrata e pragmática, avalia sem qualquer viés sentimental as empresas.

Esta abertura do capital produziu novos milionários, que abandonaram ou abandonarão a sociedade com Zuckerberg em busca de sua própria empresa, ou simplesmente de gastar seus milhões numa praia do Caribe. Esses engenheiros, programadores e outros profissionais que fizeram o sucesso da rede farão falta. E há ainda os investidores, que exigirão da empresa atitudes mais transparentes, algum nível de governança corporativa. Isso tudo tem impacto na forma e na velocidade de fazer negócios.
Apesar de todos esses aspectos, é a banalização dos conteúdos postados pelos próprios usuários, que fará com que as pessoas abandonem o Facebook.  A síndrome da felicidade permanente, a ditadura do sorriso e aquela sensação de estar eternamente num comercial de margarina deixam de ter graça depois de certo tempo.

O Facebook, entretanto, não se extinguirá integralmente. Outros recursos serão oferecidos, e outros usuários chegarão, por certo. Mas uma vez que, conceitualmente, a rede comece a ser percebida de forma menos inovadora, o próprio processo de entrada de novos usuários sofrerá desaceleração. E, finalmente, irá parar. E é assim que o Facebook, a exemplo do que aconteceu com o Orkut, começará a morrer.

É como um carro, que anda velozmente numa estrada reta que parece não ter fim. Em certo ponto da estrada, a gasolina acaba, ou o motorista para de acelerar. O veículo ainda seguirá algum tempo, embalado na inércia animada de seus passageiros. Mas vai ficar pela estrada, como tantas outras invenções, tecnologias e novidades ficaram. Em determinado ponto, passará outro veículo por ele, mais leve, mais veloz, com gente mais animada, seguindo o curso natural das coisas.



1 de abril de 2013

Anomalias


Nunca vi uma avó que não tivesse sido, primeiro, mãe. Logo, dia da avó (existe) é redundância. As avós ganham dois presentes anuais.

Nesta linha, porque não um dia da bisavó? Com o aumento da expectativa de vida, hoje em dia é muito grande o número de bisas. Façam as contas e verifiquem que, sem exageros e precipitações, entre 65 e 70 anos podem as mulheres se tornar bisavós.

Basta que os casamentos das mulheres  ocorram por volta dos 22 anos e queiram a maternidade logo após o casamento.

Há dois anos levei um susto quando um de meus melhores amigos, quase irmão, me mandou e-mail informando que se tornara bisavô. Isto com ele aos 67 anos. Eu não havia percebido como o tempo correra e a filha mais velha dele, que “conheci” no ventre da mãe, já era avó.

Outra afronta à lógica, ao bom senso, é a ação de reconhecimento e dissolução de união estável, bastante comum, equivalente ao divórcio dos que se casaram.

Ora, pensem comigo, se há um pedido de dissolução consensual, ou seja, amigável, pactuado entre as  duas partes, isto pressupõe que havia uma relação estável, daí o pedido de dissolução.

Não está implícito que se você quer dissolver, separar,  é porque havia a união?

Pois é, mas é assim mesmo, você propõe o reconhecimento e a dissolução no mesmo pedido levado a juízo.

Existem outras bizarrices, mas deixo por conta de cada qual dar tratos à bola e lembrar de algumas.