8 de outubro de 2011

Opiniões

Rock in Rio

Não fui ao Rock in Rio, mas inevitavelmente acompanhei o noticiário sobre o evento e assisti, na TV, algumas imagens. A cobertura foi impressionante. Os números todos são impressionantes. Público presente, total do investimento, em dólares e em reais, sanduiches vendidos, enfim tudo mega. Tanto sucesso levou ao anúncio de nova edição em 2013.

Bem, não fui por várias razões. Mas se fosse o caso, dos artistas que se apresentaram apenas dois me tirariam de casa: Stevie Wonder e Joss Stone.                                 
Tem uma gravação do Stevie que acho sensacional pelo ritmo alucinante. É para ouvir com fones e arrepiar. A música se chama “Another Star” e pode ser ouvida no YouTube, em http://www.youtube.com/watch?v=K9KKBvWTdMQ.

Mas atenção que este endereço irá remete-lo à versão original e não tem imagem disponível (é de 1976), somente som. No site citado você encontrará outras versões, gravadas em várias partes do mundo ( Londres, etc) e até no Rock in Rio . Mas nenhuma delas se iguala à interpretação da gravação original. Banda e coral sensacionais. Vale a pena conferir.

Quanto a Joss Stone, a par de cantar bem, ao estilo que gosto muito, característico das negra americanas, a Joss ainda é muito bonitinha. No endereço  http://www.youtube.com/watch?v=TBH8o8XXnVM&feature=related  você pode comprovar. Neste caso tem som e imagem.




Leitores digitais


Depois de muito vacilar, ouvindo opiniões, lendo e examinando o tablet, optei por comprar um Kindle, principalmente pelo preço que a Amazon garante que adotará para inundar o mercado brasileiro: o equivalente a R$ 250,00.

Também acho, como muitos detratores dos leitores digitais, que o contato físico com o livro, o cheirinho da tinta, o poder fazer circular a obra, dando oportunidade para que outras pessoas a leiam, são fatores que determinaram minha dúvida.

Mas as vantagens da maquininha também são muitas, sendo a principal a liberação de espaço na estante, pois não tenho nenhuma edição que seja raridade e devesse conservar. Tem a questão, importante, das dedicatórias nos livros que me foram presenteados. Estes serão devidamente conservados. Aliás, pensando bem, adotarei o Kindle daqui para frente. O que faria com o espaço liberado? Colocar CDs e DVDs? São midias que já eram também.



Onde se abrigar

Longe de ser opinião estritamente pessoal, os fatos mais recentes têm demonstrado que o dolar e os papeis do tesouro americano, estes com todas as contraindicações das agências de risco, que os desclassificaram recentemente, ainda são o melhor refúgio para grandes e pequenas economias na hora do “se ficar o bicho pega e se correr o bicho come”.

Sobre estas agências, e suas avaliações nada isentas, vale a pena dar uma espiada no post http://jorgecarrano.blogspot.com/2011/08/notas-de-credito-credit-rating-e-sua.html

Zona do euro

A chamada zona do euro, utilizada como designação da área de livre circulação da moeda européia, vai mal das pernas. Não é possível harmonizar povos com culturas tão diversas, determinando-lhes comportamento quanto a gastança e economia. Por isso acho que melhor designação seria impossível, pois aquilo virou realmente uma zona.

Acho que os ingleses, que sabem das coisas, perceberam que era uma fria e não embarcaram na canoa. E a libra continua firme e forte.

UFC (Ultimate Fighting Championship)

Nunca assisti a uma só luta. Sei que está na moda porque a imprensa vem dando ampla cobertura, e alguns dos lutadores estão virando celebridades.Tive que recorre a Wikipédia para conhecer as regras, que são basicamente as seguintes:
"O Ultimate Fighting Championship é uma organização americana de artes marciais mistas. Lutadores desse esporte praticam diferentes artes marciais, tais como como jiu-jítsu, boxe, luta livre olímpica, boxe tailandês e caratê, entre outras. Os lutadores se enfrentam num ringue de oito cantos com 3 assaltos de 5 minutos, em caso de decisão de título com 5 assaltos de 5 minutos.


Os resultados das lutas se definem com: Desqualificação, Finalização, Nocaute Nocaute Técnico, Decisão médica, Interrupção do árbitro, Lesão ou Decisão do júri - Ao término dos 3 ou 5 rounds, 3 juízes decidirão quem é o vencedor. Para isso, eles se utilizam de diversos critérios: agressividade, contundência em pé, domínio no chão, entre outros. "

Por mim morrerão de fome.

6 de outubro de 2011

Sem Steve Jobs

Por
Jorge Carrano
Diretor da TAU VIRTUAL
http://www.tauvirtual.com.br/pt/


Ontem à noite, no final do Jornal Nacional, fui um dos que recebeu com tristeza a morte de Steve Jobs. Embora fosse esperada, ainda assim, foi uma notícia ruim, principalmente para aqueles que se acostumaram a ter computadores, tablets e smartphones como companheiros de trabalho e diversão.

No dia 25 de agosto, após o anúncio feito por Jobs de que iria se afastar novamente da empresa para cuidar do câncer, o jornalista Pedro Doria abriu assim seu excelente artigo na capa do caderno de Economia de O Globo :

“Que ninguém se engane: Steve Jobs está para nosso tempo como John Lennon esteve para os anos 60. Ele não é apenas o CEO que faz mais diferença para a empresa que dirige. Não é apenas o símbolo mais conhecido de um período de mudanças profundas na sociedade e na cultura movidas pela tecnologia. Steve Jobs está um passo adiante. Ele, mais do que ninguém, desenhou a forma como essas mudanças ocorrem.”

Resumo exemplar sobre a importância do fundador da Apple.

Mas antes de ser o criador de tantas novidades, acho que seu maior mérito foi o de compreender os anseios de uma sociedade movida por informação, portabilidade e conectividade. E, como ninguém, conseguiu traduzir esses anseios em produtos.

Qual será o destino da empresa sem Jobs não dá para saber ainda. Mas, se pensarmos na comparação acima, é como imaginar os Beatles sem John Lennon.

Ambos ajudaram a deixar o mundo mais criativo. E ambos são insubstituíveis.

Veados partem para a agressão e baranga proibe comercial













A mulher da esquerda, alegando a defesa da dignidade das mulheres em geral, proibiu fosse veiculado comercial de lingerie protagonizado pela mulher da direita. Em matéria de mulher, escolho a que está sem lenço no pescoço. Alguém maldoso diria que basta olhar para ver que só tem uma mulher, portanto eu não precisaria fazer a distinção que fiz, falando em lenço ao pescoço. A outra imagem parece um travesti, mas como não quero briga com travecos, se acham que comparei mal, perdão.
Gente as  imagens explicam tudo a respeito da proibição absurda, desnecessária e que produziu efeito contrário, ampliando a pentração do anúncio. Burrice e recalque juntos.

Enquanto isto, em Londres, os veados resolveram partir para o ataque. É notório que naquela cidade eles vêm ampliando seus direitos no curso dos últimos anos. Mas agora têm adotado uma certa agressividade que tem como alvos mulheres e cisnes (até os cisnes, coitados). Pode?
Se pensam que é safadesa minha, aproveitem os links abaixo e vejam com os próprios olhos:


http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/mulher-e-perseguida-e-derrubada-por-veado-em-parque-de-londres.html

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2011/10/cisne-e-atacado-por-dois-veados-em-rio-em-londres.html


Nota do editor: à esquerda Irany Lopes; à direita Gisele Bündchen.

5 de outubro de 2011

Sistemático

Sistemático. “O Jorge é sistemático”. Assim me adjetivou minha sogra, em mais de uma oportunidade, desde os primeiros dias em que passei a frequentar sua casa, em Cachoeiro de Itapemirim, no início de meu namoro com Wanda. Já lá se vão 51 anos.

Ela faleceu e jamais consegui descobrir que faceta de meu comportamento, em especial, a teria levado a me rotular de “sistemático”.

Mulher de poucas letras, mas muito conhecimento adquirido na vida*, deveria ter uma razão em especial para achar que eu era (ou sou) sistemático. Mas a palavra mais adequada seria mesmo sistemático? Vai saber. Que significado ela emprestava ao vocábulo?

Teriam sido minhas maneiras educadas, e pouco à vontade, à mesa, comendo pouco e calado? Seria o fato de sentar-me sempre, desde o primeiro dia, no mesmo lugar para as refeições? Ou porque nunca aceitava repetir?

Poderiam ser minhas ideais conservadoras, respeitosas, que a teriam levado a tal adjetivação?

Recorro ao Aurélio e encontro: "Ordenado, metódico; Coerente com determinada linha de pensamento e/ou de ação".

É, pode ser que fosse e ainda seja sistemático.

Brigitte Bardot
(naturais)
Na família, mãe, irmãs, filhos e sobrinhas, era (sou) tido e havido como “quadrado”. Pouco aberto a mudanças comportamentais. Refratário às liberdades excessivas, que tangenciam a liberalidade. Sou um conservador.


Siliconado

Aceito mais facilmente a natural celulite, do que o botox; um seio pequeno, mesmo não mais tão rijo, mas com sua conformação natural, como uma pêra, me atrai mais do que o farto siliconado e com formas que fogem ao natural, discrepam no conjunto.

                                                                                         
Tatuagem, para mim, ainda é coisa de marinheiro. A âncora do Popeye é o meu limite de aceitação. O resto é coisa para índios, com suas pinturas de urucum.

Sou careta porque não aceitava partilhar despesas com as mulheres. Sou ortodoxo porque não falo palavrões em público e ainda ruborizo quando escuto da boca de mulheres, algumas meninas, cheirando a cueiro, palavrões impublicáveis.

É bem verdade que muitas destas palavras obcenas dão nome a coisas que elas realmente aceitam na boca. Mas não em público.

Fernando Pessoa

Entre as chamadas quatro paredes, tudo é válido ou "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", como eternizou o poeta ai ao lado.
Mas se sou sistemático o que dizer do “C”, casado com “M”, que segundo a própria “M” relatou para Wanda e outras amigas, numa festa em sua casa, marcava dia e hora para relação sexual.

“C” e “M” formavam um casal improvável. Ele quadrado, careta, conservador a este extremo relatado. Ela liberal, alegre, espontânea, de bem com a vida.

Preservo seus nomes por discrição, mas temo que os próprios (que não vejo há anos), ou amigos comuns lendo este post, identifiquem de pronto de quem falo.

Entretanto, se isto ocorrer, imagino que não despertará neles (principalmente nele), nenhum descontentamento ou sentimento de contrariedade, senão vontade incontida de rir da própria postura.

Já virou folclore.

*"O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes". Cora Coralina

4 de outubro de 2011

Words, words, words

A palavra palavra nunca esteve tão em moda, no singular ou plura, desde quando Hamlet*, o príncipe da Dinamarca, respodeu à inquirição de Polônio, sobre o que estaria lendo: words, words, words.


Meu amigo Castelar, em seu blog (http://www.pontoparagrapho.com.br/detlahes/11-09-30/mais_palavras.aspx), nas últimas entradas, tem abordado o emprego das palavras na sua área de atuação, que é a de comunicação social, ilustrando com exemplos de palavras que caíram em desuso, e hoje soam estranhas, nas conversas coloquiais e nas letras das músicas. Cita algumas, como: neurastênico, langor, meditabundo, sorumbático.

Xexeo
Em sua coluna dominical, na Revista O Globo, o Artur Xexeo, abordou a estréia internacional da presidente Dilma, com discurso de abertura da assembléia anual da ONU, quando empregou uma palavra que vem utilizando repetidamente, mas com significado equivocado. A palavra é malfeito, no sentido de corrupção. Ou seja, fala em malfeito, para não admitir, publicamente, a existência de corrupção em seu governo. O articulista/colunista, dá em seu texto os significados de um e outro vocáculo, para demonstrar que o sentido de malfeito, não tem nada a ver com o de corrupção.

Martha

Na mesma citada revista dominical, mas em outra edição, Martha Medeiros publicou matéria sobre o título “A palavra”. A escritora, em sua crônica, foi extremamente feliz ao afirmar que “A palavra exata é um pequeno diamante”.

Profissionalmente dependo muito do uso da palavra adequada, para externar razões de recurso, fundamentos de petições e, em especial, contestações. Porque a palavra empregada tem que ter o peso e a mediada exatos, sem ser ofensiva, agressiva ou injuriosa, deve explicitar com clareza o que pensamos das insinuações levianas, das mentiras, das falsas alegações da parte contrária. Só para dar um exemplo fácil de entender, não se deve escrever que esta ou aquela alegação é mentirosa, fica mais elegante dizer que não expressa a realidade, ou é inverdade. Inverdade tem peso menor do que mentira, e significa a mesma coisa.

Voltando a Martha Medeiros, diz ela no artigo em questão, que “Falar e escrever sem necessidade de tradução ou legenda: eis um dom que é preciso desenvolver todos os dias por aqueles que apreciam viver num mundo com menos obstáculos”.

A palavra é uma ferramenta importante em meu ofício, digo eu, e escrever com clareza e objetividade é fundamental para que o texto fique inteligível (êpa!).

No outro dia também abordei o emprego de uma palavra que minha sogra utilizava para me adjetivar e que, confesso, não sei em que sentido ela utilizava. A palavra era sistemático. Se ela dissesse metódico não me deixaria tão encucado (ainda se usa?).

Já me arvorei a escrever (e publicar) um arremedo de crônica, na qual contei a história de um sujeito, moribundo, que não queria ser enterrado de paleto e gravata, como era usual. Sua última vontade foi manifestada num murmúrio de uma única palavra: esgargalado. Como nenhum de seus parentes sabia o que significava, e achando que ele estava delirando, enterraram-no engravatado. Esta palavra, que utilizei na croniqueta, foi pinçada de livro do Saramago.


Notem a pose e a posição do livro**
 A pronúncia errada e o emprego fora do sentido consagrado na chamada lingua culta, não ocorre apenas entre pessoas mais humildes. Tem gente graúda, até estadistas, que se enganam. E por falar em estadista, aproveito para fazer justiça ao ex-presidente Lula, é "menas" verdade, que ele não gosta de ler. Ele é tão amante das letras, que não faz diferença que o livro esteja de cabeça para baixo, ou, como preferem os paulistas, de ponta cabeça.











Bem, se no princípio era o verbo (joão:1:1,2,3,14), digo que ainda é e será.



* To Polonius's inquisitive question "What do you read, my lord?" (Hamlet, 2.2.191) Hamlet nonchalantly and intriguingly aptly replies: "Words, words, words" (2.2.192).

** No dia 5 de outubro, em comentário, foi esclarecido que se trata de montagem. Esta foto circulou na internet nos últimos dias.

3 de outubro de 2011

Viagem relâmpago à Cidade Luz

Por
Paulo Ricardo M B March

Nem em sonhos/pesadelos .... rsrsrs

Sou de uma geração em que uma viagem Rio-Paris era o máximo ! Era fato pra conversarmos com todos os amigos, família, etc ..... e acho que por isso nos chocou MAIS profundamente o trágico acidente com o Airbus da AIR FRANCE recentemente. Tinha até um casal de Niterói em lua de mel no avião ..... que tragédia impressionante, numa fase do voo em altitude e velocidades de cruzeiro !!! Imagino todos relaxados depois do jantar, vendo um filmezinho, e ..... Boommmmm !!!!

Pois é ... aí, numa 2ª feira vadia, dia 29 de agosto, recebo um telefonema da empresa para a qual prestava serviços pontuais :

- Vc vai ter que viajar amanhã para Paris para 2 reuniões com fulano e sicrano ... algum impedimento ?

- Não, tudo Ok ! - respondi de primeira - rsrs. ( os caras não têm a menor noção do que isso representa para mim, que estive em Paris há 32 anos atrás !!! )

- Ok, então venha aqui amanhã tipo 10h para uma reunião de alinhamento, pegar as passagens e grana para despesas.

- Hmmm.....ok, ok ...até amanhã.
Dia seguinte, fui lá ... reunião, tickets, 300 euros para despesas e ...tchau !

Galeão, 3ª feira dia 30 de agosto.... o voo que seria às 23:50h só saiu 4ª feira dia 31 de agosto à 1h da manhã. Guardem bem essa data e horário !!! rsrsrsrs

11h de voo ( agora sem acento, pelo novo Aurélio) direto, que com 5h de fuso horário a mais, me fizeram chegar no aeroporto Charles De Gaulle em Paris às 17h , hora local.

Aqui uma pequena observação .... as instalações do Terminal 1 do Charles de Gaulle são decepcionantes se comparadas com qualquer aeroporto de grande cidade americana. Obsoleto.

Well, táxi em direção ao sul (centro de Paris), 30 minutos de tráfego pesado e ,,,hotel, na Rue de la Sorbonne, exatamente ao lado da famosa universidade, super próximo do Rio Sena. Cheguei tipo 19h.

Check in no hotel, quarto modesto mas legal no Mercure, banho básico para recuperar as energias, e...RUA !!!!!

Footing nas redondezas a 12 graus .... brrrr ..... com pitstop, depois de várias opções, num italiano, onde devorei um básico tagliatelli ao ragú ... show, por míseros 9 euros ...rsrsrs

Mais footing nas redondezas ... barzinhos super lotados de gente bonita e alegre, e então, hotel e ....CAMA !!! ZZzzzzzzz

Next Day ...... 5ª feira : acordei às 7h e depois de arrumar estratégicamente as malas, " caí no roçado", como diz meu amigo Paulo Ranquine de Niterói !!!


Notre Dame - Bateaux Mouche
Rio Sena

Fui dar uma volta até Notre Dame e arredores ...matar saudades de momentos inesquecíveis com a Isa e Rodrigo (com 10 meses, hoje com 32 anos) ... pelo menos isso ... rsrsrs. Foi emocionante.






O autor, com uma das belas pontes,
 sobre o Sena, ao fundo

Voltei para o hotel, check out e rumei para as reuniões em 2 locais diferentes de Paris, próximos. Almoço executivo ( excelente carne com fritas e vinho), etc, e às 17h, após as reuniões, corrida para o ..... aeroporto !!! Viagem de 11h de volta ao Brasil ............
O que vou contar para os meus amigos ?

Pra meus filhos ? rsrsrsrs ..........

fui a Paris ?

fui ??????

6ª feira 4h da manhã, o Airbus 330 da TAM faz o touchdown no Galeão ...... caraca ! saí do Rio na 4ª F 1h da manhã ....

Levei 3 dias para meu corpo voltar ao normal .... intestinos, cabeça, pernas, pensamentos, estômago .... rsrsrs

Seguem algumas fotos da aventura......não me perguntem nada sobre Paris!

Só sei que estive lá ...rsrs.

Sds


Catedral de Notre Dame
Île de la Cité - Paris






Nota do editor:  O que o Paulo March não contou, é que além do caráter romântico/sentimental (viagem com a Isa, etc), ele tinha outra razão para ir visitar Notre Dame. Era agradecer a generosidade de seu santo protetor, por ter sido convidado para esta tarefa de ir a Paris, numa segunda-feira daquelas morrinhentas.
Por meu turno, nem com muitas preces, jamais fui designado para missão tão espinhosa. Vejam que o coitado do Paulo teve que comer carne (importada?), acompanhada de vinho nacional.  É, ele não disse, mas o vinho era nacional. Que horror!
Sugiro ao Paulo um bom banho de sal grosso, porque inveja mata.

1 de outubro de 2011

Torres Homem

Estou me referindo ao Torres Homem F.C, time de futebol amador, que teve um jogador que ganhou um prêmio “Belfort Duarte”, em 1955.

Te peguei, hein!? Duas referências a  instituições das quais você nunca ouviu falar, num só post.

Depois explico melhor.

Vou situar o período no qual era conferido o prêmio e o clube de futebol amador jogava, inclusive contra a seleção nacional.
Homenagem a Niterói
Canto do Rio F.C.

Os times profissionais, no Rio de Janeiro, disputavam o Campeonato Carioca, com equipes cujas sedes ficavam na capital da república (Distrito Federal). Havia uma única exceção, pois o Canto do Rio F. C., tem sede neste lado da Baia de Guanabara, na cidade de Niterói, então capital do Estado do Rio de Janeiro.





Homenegem ao
Paulo March

Homenagem ao
 Gusmão

Gigante da Colina
Doze clubes disputavam o campeonato de profissionais, a saber, quatro considerados grandes, e aí se incluíam o Vasco da Gama, Flamengo, Fluminense e Botafogo; dois considerados médios, quase grandes, que eram o Bangu e o America; e seis pequenos, de pouca torcida e baixo investimento, que eram o Bonsucesso, Olaria, Madureira, São Critovão, Portuguesa e Canto do Rio. Mais tarde foi admitido o Campo Grande.

Os jogos iniciavam, pasmem, às 15 horas, com sol escaldante. E não eram permitidas substituições (muito mais tarde, foi admitida a do goleiro). Com isso os reservas, principalmente dos grandes clubes, que tinham elencos fortes, para não ficarem inativos e também para que houvesse um atrativo para o público que chegava mais cedo aos estádios, disputavam  uma competição paralela, que era chamado de “Campeonato de Aspirantes”.

Como mencionei, os confrontos entre os aspirantes dos clubes grandes, eram verdadeiros clássicos, com bons jogadores em campo. Eram as preliminares do jogo principal.
Sabem a que horas começavam os jogos dos aspirantes? Às 13 horas. Insanidade. Hoje os jogos têm início às 16 e às 17 horas, e ainda assim são “feitas paralizações técnicas” nos dois tempos das partidas, para hidratação dos jogadores.

Imaginem o jogador contundido, digamos com uma distensão muscular, não poder ser susbstituido e permanecer em campo, “fazendo número na ponta esquerda” como gostavam de dizer os narradores, ao se referirem aos lesionados que para não deixarem as equipes com menos jogadores em campo, iam para a ponta esquerda, capengantes, para fazer sombra ao adversário e ocupar espaço.

Era uma época de quase amadorismo, e os jogadores demonstravam amor e respeito a camisa que vestiam.

Pelo manhã, às 10 horas, eram disputadas as partidas envolvendo as equipes de juvenis, estas amadoras mesmo, até que os que mais se destacavam, assinavam contrato profissiona.

Os três torneios, profissionais, aspirantes e juvenis eram disputados pelos mesmos clubes. Assim, quando o Vasco ganhava do Flamengo, ou vice-versa, nas três categorias, dizia-se que fez barba, cabelo e bigode, numa alusão comparativa ao que faziamos no salão de barbeiro.

A classificação na tabela era feita por pontos perdidos. O perdedor perdia 2 pontos; nos empates, obviamente, os dois clubes envolvidos perdiam um ponto cada; o vencedor não perdia pontos. Ao final da competção, o clube que acumulasse menos pontos perdios era sagrado campeão.

Bons stempo, quando a Vasco ganhar campeonatos era uma rotina e não um fato raro, que causa surpresa, como atualmente.

Bem, nestes tempos românticos, foi criada uma distinção, simbolizada num troféu, que tinha o nome de “Prêmio Berfort Duarte”. Abaixo, no rodapé, detalhes sobre este prêmio.

Um zagueiro da Vasco (Moyses?) cunhou uma frase que ficou célebre, ao anunciar que “back que se preza, não ganha o Berfort Duate”, para justificar a maneira viril com que jogava.

E o Torres Homem, onde entra na história? Bem, este e outros clubes amadores, disputavam também uma competição, eram considerados celeiros para as equipes profissionais, porque revelevam bons jogadores.

O Torres Homem é o único que ainda lembro do nome, porque ele serviu de sparring para a seleção brasileira, que se preparava para competições internacionais, em mais de uma oportunidade. E um de seus jogadores, no ano de 1955, ganhou o já citado “Prêmio Belfort Duarte”


Nota do editor: O Prêmio Belfort Duarte, oferecido entre 1946 e 1981, pela CBD (atual CBF) homenageava com uma medalha de prata o jogador de futebol profissional, e com uma de ouro o amador, que passasse dez anos sem sofrer uma explusão, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.


                                                                                 APÊNDICE

O André Luiz tanto insistiu que mobilizamos todos os amigos e seguidores na captura do escudo do Torres Homem. Até que hoje, finalmente, o Carlinhos conseguiu e enviou.

Ei-lo abaixo. Verifique, caro André, que pode  estar sujeito a direi tos autorais.