11 de abril de 2010

Deu nos jornais

Continuando o post de ontem, sobre o noticiado nos últimos dias:

                                                                                  - X –

Tiger Woods voltou. E em alto estilo, com uma performance muito boa para quem ficou tanto tempo afastado. Foi no Masters de Augusta, onde ele provou que continua bom nos buracos, sem duplo sentido.
                                                                                 - X –

Desconhecia a existência da Fundação Estudar, criada por executivos de grandes empresas nacionais, que concede apoio financeiro para ingresso em universidades no Brasil e no exterior.

Boa parte destes bolsistas já ingressou em universidades da Ivy League, que, fiquei sabendo, é composta por oito instituições de ensino que têm altíssimo grau de excelência, tais como Princeton, Yale, Harvard e Columbia, por exemplo.
Parabéns para aqueles que priorizam o mérito, pois pelo critério da Fundação, recebem as bolsas os estudantes que merecem e não os que precisam.

Como diz uma chamada para o Prêmio Profissionais do Ano, veiculada na TV, “nada substitui o talento”.

É uma contrapartida ao malsinado sistema de cotas raciais.

                                                                                 - X –

Discute-se de quem é a culpa pelo desmoronamento do Morro do Bumba, que soterrou dezenas de casas causando centenas de vítimas.

Os responsáveis, ou irresponsáveis, somos todos nós.

Quem constrói casa por sobre um antigo lixão, não tem juízo. Dizer que é falta de opção, não me parece ser inteiramente verdadeiro.

Os vereadores que doam tijolos e vergalhões em troca de votos, têm enorme parcela de culpa, eis que não procuram saber onde e como serão urtilizados.

As autoridades municipais que cuidam de ocupação de solo urbano, têm mais responsabilidade ainda, pela omissão, não coibindo construções em áreas de risco, como encostas e, neste absurdo caso, lixões.

Prefeitos que “urbanizam” estas áreas, como aconteceu neste escabroso caso, como se viu numa placa de divulgação de obras do prefeito, há alguns anos, proclamando o asfaltamento de rua de acesso ao morro, e que consta dos arquivos de vídeos da TV Globo, que divulgou as imagens.

E a imprensa que nas poucas ocasiões em que o poder público age, retirando os moradores destas áreas, por vezes com o uso de força (demolição da casas, etc) se coloca a favor dos moradores resistentes, falando de pobres coitados.

And last, but not least, eu e você que elegemos esta corja que aí está, decidindo a sorte da sociedade.

                                                                          - X -

Amanhã encerrarei os comentários sobre o que foi veiculado nos jornais nesta última semana.

10 de abril de 2010

Noticiado na imprensa

Para início de conversa, antes mesmo de comentar o que a imprensa divulgou nos últimos dias, que é o tema deste post, pergunto a mim mesmo, já que os eventuais leitores têm se mantido silentes, se é correto falar em imprensa escrita, falada e televisionada, como se ouve corriqueiramente.

Para mim, se falo de imprensa, estou aludindo a notícias, comentários, criticas e outras matérias jornalísticas, impressas. Ou seja, há que ter tinta sobre papel.

Aceito que o jornalismo pode, e deve, ter outros meios de expressão, outras mídias. Mas imprensa é a impressa. Se me equivoco, corrijam-me.

Nesta linha, o noticiado na imprensa do titulo refere-se ao que li em jornais e revistas.

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O Icaraí Praia Clube – IPC – o tradicional e bem localizado clube social, foi vendido para uma construtora, e no terreno será erguido um prédio residencial. Bom para os sócios (será?), que receberão cerca de R$ 140.000,00 cada um, mas péssimo para a cidade. A uma porque o aumento sem controle da população de certos bairros, como no caso, irá agravar os problemas crônicos de trânsito, escoamento de esgoto e abastecimento de água. Alguém poderá dizer que enquanto clube, com grande freqüência, como no passado, também havia consumo de água, despejo sanitário e algum trânsito. Mas não era a mesma coisa. É só raciocinar um pouquinho para identificar a diferença. Limitado ao problema de trânsito, comento que a grande maioria dos sócios residia no bairro e independia de transporte para chegar às dependências do clube.

A segunda razão, é que as áreas de lazer nos condomínios - que segundo alguns é a causa da falência dos clubes sociais da cidade - não substituem o convívio nos clubes. Os condomínios não dão visibilidade aos freqüentadores, limitam as manifestações comemorativas e dificultam o convívio de iguais. Os bailes de debutantes, os grandes bingos beneficentes, os bailes de gala, tudo isto fazia parte não só da atividade do IPC, mas também do Central e do Regatas (CRI), só para ficar em Icaraí.

Vale comentar que os clubes eram, e alguns ainda o são, capazes de promover a criação de confrarias: de gourmets, de amantes do vinho, etc. que estão em permanente contato e promovendo encontros.

De minha parte, que nunca fui sócio do IPC, restará a lembrança de um baile de coroação da rainha dos estudantes, quando era presidente do Grêmio Recreativo do Liceu Nilo Peçanha, e diretor da Federação dos Estudantes Secundaristas de Niterói.

Se me não falha a atribulada memória, a coroada foi Ângela Maria Carrapatozo.

                                                                                - X –

Como ficou muito grande este comentário sobre o fim do IPC, continuarei no próximo post, amanhã, a análise do que repercutiu na imprensa nestes últimos dias.

8 de abril de 2010

Via Appia digital

Aproximam-se as eleições e por certo, a exemplo do que aconteceu nos Estados Unidos, na campanha que levou Obama à presidência daquele país da América do Norte, a internet está fadada a ser uma poderosa ferramenta a ser usada por governistas pró-Dilma e opositores pró-Serra.

Refletindo sobre isto, lembrei-me deste artigo, na verdade um post encontrável em http://www.cavernaweb.com.br/?p=1021, que aqui publico, com a licença do autor, meu filho.

"Via Appia digital

Por Jorge Carrano

Em 312 a.C, os romanos começaram a construção da Via Appia, uma estrada de pedra com cerca de 300 km de extensão, que ligava Roma à cidade de Cápia. Seu nome era uma homenagem ao político Ápio Cláudio.

A partir dessa estrada, muitas outras surgiram, contribuindo para a manutenção das conquistas romanas. Com caminhos pavimentados, era muito mais fácil mover as legiões do exército, sendo também importante fator para a expansão do comércio. A origem da expressão “todos os caminhos levam à Roma”, nada mais é do que a constatação de uma verdade histórica.

Num certo modo, a internet tornou-se a Via Appia do nosso tempo, pois permite que ideias, produtos e serviços trafeguem de um lado a outro do planeta em segundos. Igualmente, representou uma impressionante força a favor das transações comerciais.

Mas há uma diferença fundamental. Não há um ponto de partida (”Roma”) ou de chegada. Todas as estradas virtuais se conectam, simultaneamente, a muitas outras. Chegam à Roma, mas também a praticamente qualquer outro lugar do planeta. Aqui, “todos os caminhos levam à outros caminhos”.

Se as estradas romanas tinham como principal objetivo assegurar o poder, a internet tem como principal característica a resistência ao poder.

Essa espécie de Via Appia digital tem sido usada para fugir da censura, emitir opiniões ou divulgar fatos que seriam, de outro modo, sufocados por regimes pouco democráticos, alguns deles bem perto de nós.

Ironicamente, a facilidade de locomoção (aliada a fatores internos) criada pelos romanos contribuiu para a própria decadência do Império, que os historiadores assinalam no calendário de 476 d.C.

Precisamos tomar cuidado para que o mesmo não aconteça com a internet, tendo em mente a importância de que esta estrada digital ajude a preservar certos valores fundamentais, como a liberdade de expressão, o livre trânsito de ideias.

É indispensável que aproveitemos a troca de visões e informações propiciada pela web para fortalecer nossas fronteiras mentais e culturais, deixando de fora os bárbaros, se possível."

7 de abril de 2010

Esgargalado

Piorava a cada minuto. Ao cabo de poucos dias, já sem fala, com o que restava de sua lucidez, antes da inconsciência que precederia a morte, entendeu ser hora de manifestar sua última vontade. Tinha direito.

Quando nasceu, já nos primeiros dias de vida, amarraram-lhe em torno do pescoço um babadouro. Na primeira infância, o traje de marinheiro, com gravata, em voga na época, era sua roupa de passeio. Ingressou na escola. O uniforme pedia gravata, peça que o acompanharia o resto da vida, pois terminados os estudos fundamentais, foi trabalhar em um banco, no qual fez carreira. Sempre engravatado. Seu temor era que, cumprindo tradição familiar – fora assim com seu avô e com seu pai – fosse enterrado com seu melhor terno e a indefectível gravata.

Fez - em movimento lento e sem coordenação - mímica para a mulher, quase viúva, sentada junto a sua cabeceira, sugerindo que queria escrever. Ela entendeu.

Correu a procurar um papel. Não se deu ao trabalho de buscas por um bloco de notas. Serveria, pela urgência que o caso exigia – que poderia ele querer? – até mesmo o papel que embrulhara o pão, ainda sobre a mesa de refeição. Rasgou, às pressas, um pedaço que saiu irregular, mas de tamanho suficiente para escrever um bilhete, se fosse o caso. A esferográfica estava na mesinha, com a caderneta de telefones.

Com as mãos trêmulas, e ajudado pela mulher, que abriu e juntou as mãos, de sorte a dar apoio ao papel, escreveu: enterro esgargalado.

A cabeça, que levantara um tantinho, voltou abrupta ao travesseiro. A mão pendeu para um lado segurando frouxamente a caneta. Estava morto.

Prantos e telefonemas. Chegaram os filhos, noras e netos. E uma vizinha que acorreu, prestativa, logo que chamada. Alguém precisava cuidar da logística. Água com açúcar, chá de camomila, comida para as crianças, encontrar as velas e acende-las, essas coisas. E dona Alzira era como uma irmã.

O médico, que deveria esperar por isso a qualquer momento, foi chamado apenas para atestar o óbito. A viúva, inconsolável, soluçando abraçada a um dos filhos, lembrou-se do papel onde o falecido escrevera e caira ao chão.

Apontou, aos soluços e balbuciando alguma coisa ininteligível, mas que era suficiente para indicar que queria que o filho o pegasse.

Enterro esgargalado. Que quer dizer isto? Já teria perdido o tino? Esgargalado? Estaria se sentindo como esganado? Em vão. Ninguém sabia o significado. Ainda tentaram o médico, quando este chegou. Mas também o facultativo ignorava o sentido.

Coitado. Foi enterrado como seus antepassados, com o terno preto e de gravata.

Se alguém mais da família tivesse lido o Saramago, no “Homem Duplicado”, de onde o de cujus tirou a palavra que jamais esqueceu, por ser inusual, teriam podido satisfazer seu último desejo.

6 de abril de 2010

William Longhall

Ele foi batizado antes de nascer. Eu e meu filho Ricardo, caminhando no calçadão da praia, já havíamos escolhido o nome há uns dois meses, aproximadamente. Este período antecedeu minha mudança, para uma casa com bom quintal. Fora de Niterói. Assim, quando o levei para casa, com 45 dias de vida, ele já tinha um nome. E sobrenome.

A escolha foi fácil, a partir do momento em que defini que deveria ser imponente, como ele deveria ser. O porte robusto e nobre, assim como seu temperamento foram idealizados. Este perfil permeou a escolha do nome, que deveria ter origem na nobreza, mas que permitisse aos mais chegados um tratamento mais simples, sem a pompa, sem cerimônia, um apelido enfim.

Poderia ter sido Robert, que daria um Bob, mas era muito comum nos de sua espécie. O nome William aflorou logo. Mas somente os íntimos poderiam tratá-lo pelo diminutivo afetivo: Bill.

O real superou, em tudo, o imaginado. Bill era, dentre os de sua raça, de porte avantajado. Tornou-se um adulto, aos 7 meses, forte, imponente, impondo respeito pela simples presença física. Orelhas sempre rígidas e apontadas para o céu. Nunca caiam para os lados; antes pelo contrário se cruzavam, eventualmente, inclinando-se, eretas, para dentro, sobretudo quando ficava mais atento ao que eu dizia ou fazia. Era da espécie capa preta ou manto negro. Um pastor lindo. Quando saíamos de casa, inspirava nas pessoas dois sentimentos: de admiração e de temor. Melhor dizendo, respeito.

Seu olhar atento, fixado em mim, em meus gestos, permanentemente, passava a idéia de que ele estava sempre preparado para me defender de qualquer ameaça, real ou suspeita.

Não se conformava que eu pudesse estar fora do alcance de sua vista. Seu lugar, acho que ele achava, era sempre perto de mim. Toda manhã colocava as patas dianteiras no peitoril da janela de meu quarto, e ficava espreitando. E durante meu café matinal, fazia o mesmo através da janela da copa. A menos que a porta estivesse aberta, pois neste caso se esparramava na soleira, olhando para dentro, aguardando sua refeição diária. O que acontecia logo após o meu dejejum.

Nunca foi adestrado, pelo menos não segundo os padrões usuais. Nunca teve um treinador. Nunca lhe ensinei coisa alguma planejada. As regras de convivência foram sendo estabelecidas naturalmente, a medida que as situações apareciam. Foi assim quando, ainda um filhote, com não mais do que 2 meses, ou seja, 15 dias em minha casa, rosnou e avançou na minha mão, quando inadvertidamente peguei seu prato de comida apenas para mudar de lugar. Dei-lhe um piparote no focinho, e ele logo aprendeu que eu tinha o comando ali. E nunca mais, nunca mais mesmo, rosnou para mim. Mai tarde, até mesmo osso eu pegava em sua boca. E devolvia, claro, pois era preciso que ele soubesse que eu jamais o trairia. Que podia confiar em mim.

Quando tentou entrar em casa, pela porta da copa/cozinha, foi advertido com um sonoro não, em tom baixo mas enérgico. E ele jamais entrou em casa, nem por aquela, nem outra qualquer. Ele foi aprendendo assim, com reprimenda, se a ação era indesejada, e com estímulo se era um procedimento apreciado. Nada formal, tudo naturalmente, como se faz com uma criança.

Foi mais fácil ensiná-lo a não pegar os chinelos que ficavam no primeiro degrau de uma estante de ferro, na varanda, onde mantínhamos vasos de plantas, do que aos meus filhos a darem laço nos cordões dos sapatos.

Comportava-se como criança ao menor sinal de que sairíamos. A pé, ou de automóvel. Os indicios aprendeu rapidamente: pegar a coleira e a guia era muito claro. Ou abrir a porta traseira do carro.

Tínhamos uma enorme confiança um no outro. Estou absolutamente seguro que me defenderia até a morte. Quando eu “conversava” com ele, era tal a atenção que dava as minhas palavras, que parecia entender cada uma delas.

Um dia precisamos nos separar. Eu precisei. Não sei como cheguei em casa dirigindo, pois percorri os 8 quilômetros desde o lugar onde o deixei, com os olhos marejados. E ainda hoje, relembrar daquele dia e daquele momento, me deixa triste e deprimido. O mais emocionante é que quando tirei dele a coleira, pois queria leva-la comigo como uma lembrança, ele parecia ter entendido que era uma despedida. Seu olhar denunciava isto. Como esquecer.

Eu não precisava de um amigo, pois tinha e tenho 2 filhos, mas precisava de um companheiro, no isolamento de São José de Imbassaí. E tive o melhor que qualquer um pode ter tido em qualquer tempo ou lugar.

Como disse certa feita o Paulo Alberto Monteiro de Barros, “viver é acumular perdas”.



Nota do autor: esta é uma história real. Se fosse uma peça ficcional, reconheço, seria muito pobre. Pouco criativa e nada original. Parecida com muitas outras. Mas é a história de minha relação com meu cão. De ninguém mais Por isso, para mim, é forte e inesquecível.

5 de abril de 2010

Deus e o diabo no Manel's

Estavam já na terceira garrafa de Portuguesa¹. Os cascos² vazios, num canto do balcão, permitiriam ao Manoel, dono do buteco, contabilizar ao final da noite quantas cervejas teria que pendurar³. Eles freqüentavam o bar, que apelidaram de Manel´s, por duas razões principais: o dono confiava e fiava*, e a loura* era gelada pois conservada, para clientes especiais, na parte de cima da enorme geladeira com revestimento de madeira, verdadeiro frigotífico.

A conversa rolava livre. Sempre assim. Os assuntos se encadeavam interligados por um fato, uma pessoa mencionada ou até por um anônimo passante que chamasse atenção. E intervenções do Manoel, claro. – Vão querer uma linguicinha?

Eu nem estava ligado na conversa, mas ao ouvir falar de Deus, agucei os ouvidos:

- Se você pudesse fazer um pedido a Deus, um único e mísero pedido, que Ele atenderia, o que você pediria?

- Pô, pediria para não morrer.

- Xíii!!!  Imortal ? Esse ele não vai atender. Nem ao filho dileto, embora adulterino*, Ele deu a imortalidade terrena.

- Pô, p’ra início de conversa, filho também sou, pelo que dizem os padres. Depois, se Ele não atender é sacanagem, porque você falou que um único pedido Ele atenderia. Nem Nele se pode confiar hoje em dia? Agora também “o homem” vai mijar p’ra trás e não honrar a palavra?

- Eu não gostaria de não morrer. Chato teus amigos partindo p’ra melhor e você tendo que começar novos relacionamentos. E tem mais, você continuaria envelhecendo sempre, ou queria parar numa certa idade?

- Sei não. Talvez parar nos trinta anos. É uma boa idade.

- Casado e com filhos? Se fosse, olha que droga ver a mulher e os filhos envelhecendo e morrendo... só bebendo muito mesmo.

- Não pensei nisso. Pensei em não morrer e ficar toda a vida aqui, tomando as cervejas do Manel …enquanto ele vivesse.

- Pois eu pediria sabe o que? Que Ele aparecesse, diante de mim neste momento, para podermos tirar a maldita dúvida se Ele existe mesmo, ou é como a mula-sem-cabaça, de quem todos falam e nunca aparece de verdade.

E o Manoel, já cerrando uma das portas. - Por hoje chega, gajos*. Olha que se não me pagam até amanhã, corto-lhes o crédito. Mesmo que Deus Pai Todo Poderoso venha interceder em contrário.

Notas explicativas:

1* Antiga cerveja da Antártica

 2* Vasilhame, garrafa

3*• Em alguns bares, antigamente, havia um prego na parede ou balcão, onde os donos espetavam, e por isso penduravam, as contas não pagas a vista.

4* Fiar é dar crédito, para pagamento futuro.

5* Apelido da cerveja pilsen, entre os apreciadores, no Rio de Janeiro.

6* Maria era casada com José. Logo foi concebido fora do casamento e, portanto, adulterino.

7* Indivíduo ou sujeito qualquer.

1 de abril de 2010

Disney

Nunca estive na Disney. Minha neta Juliana, que está com 13 anos, já foi 3 vezes. Logo, a narrativa que ela fez para mim, não é mero encantamento ou deslumbramento próprios de quem se depara pela primeira vez com a  grandiosidade que imagino.
Outrossim, asseguro que ela não trabalha no Departamento de Marketing ou de Relações Públicas. Vejam abaixo:

"Disney... Sonho de muitas crianças e também adultos, um lugar mágico onde você volta a ser criança e todos os seus sonhos se realizam.
Onde você perde o medo de andar em montanha-russa e aprende a sorrir mais uma vez! Ao todo são 4 parques repletos de emoções e cada um deles com suas características.

O Magic Kingdom é o principal deles, o parque colorido, com os brinquedos mais calmos, onde seus olhos enchem de água quando ouve "Celebrate a dream came true!" a música que toca na parada que acontece na rua principal, todos os principais personagens passam e acenam, quando você percebe já está emocionado e cantando!

Epcot é um parque grande e tem uma parte muito interessante sobre cultura do mundo. Reproduzindo um cenário típico de 11 países, com comida e lojas. Você também pode montar uma máscara e em cada país eles te dão uma espécie de tag e penduram na máscara. Com uma parte sobre o espaço e muitas curiosidades, Epcot é surpreendente.

Disney Hollywood (o antigo MGM) é o parque sobre o cinema, com brinquedos muito conhecidos como a "The Twilight Zone Tower of Terror" (elevador que despenca do 13° andar) e a "Rock 'n' Roller Coaster Starring Aerosmith" (montanha-russa da guitarra) é imperdível! Lá existem simuladores que mostram como cenas de explosões e catástrofes são feitas e brinquedos para os pequenos como o "Toy Story Midway Mania!" (jogo 4-D, em que você participa) e shows da Pequena Sereia, do Playhouse Disney e do High School Musical 3.

Por último o Animal Kingdom, um parque dedicado aos animais, lá algumas atrações são muito curiosas como fazer um safári em que o rinoceronte chega a 1 metro do seu carro, isso se você der sorte ou azar, só depende do ponto de vista! Ou então curtir uma montanha-russa assustadora: "Expedition Everest", a montanha-russa do Everest, só cuidado com o pé-grande! Se estiver calor nada melhor do que um brinquedo com água para refrescar, "Kali River Rapids" é realmente refrescante, só que se você for no inverno pode pegar um resfriado, já que a água é bem gelada!

Disney ainda conta com dois parques aquáticos o Typhoon Lagoon e o Blizzard Beach e com o Downtown Disney, uma espécie de shopping onde existem restaurantes, lojas e onde você pode comprar o seu ingresso para os parques da Disney e para o Cirque Du Soleil que tem um espetáculo fixo no Downtown Disney, La Nouba!

Os adultos vão para a Disney muitas vezas para levar seus filhos, mas eles acabam se encantando, afinal é um lugar mágico, onde tudo funciona, os funcionários estão sempre sorrindo e dispostos a te ajudar e para isso você não precisa falar inglês muito bem, basta saber alguma coisa e entender o espanhol que todos os funcionários tem algum conhecimento sobre.

Quando você entra no parque e vê todas aquelas pessoas de países diferentes com culturas diferentes que falam línguas diferentes e olha para elas e todas parecem se entender perfeitamente e estarem em perfeita harmonia, percebe-se que elas gostam de viver a magia da Disney, você entende porque a Disney faz tanto sucesso, o segredo é o espírito jovem que ela tem, não falo só da beleza de plantas podadas com o formato do Mickey, nem dos personagens que ficam nos parques para tirar fotos com os visitantes, nem das pessoas que te olham e sorriem para você, muito menos da quantidade, qualidade e diversidade de brinquedos, eu falo de como isso funciona bem e como seu espírito fica leve, jovem e renovado quando o passeio acaba.

O lema da Disney é: "Where dreams come true" e isso eles fazem com exelência!