Pouca gente sabe de quem se trata. Se eu tivesse utilizado no título seu pseudônimo - Malba Tahan - muita gente saberia que se trata de um professor e importante escritor, autor de obras clássicas e muito festejado em meus tempos de bancos escolares secundaristas.
Seu livro "O Homem que Calculava" é, provavelmente, sua obra mais conhecida.
Mas de minha parte preferia as histórias, contos orientais.
Tem aquela clássica do beduíno que foi se queixar ao sábio que vivia numa tenda pequena, com mulher e filhos, e sua vida era um inferno. O camelo ficava fora.
Feito o lamento o sábio sugeriu que ele colocasse o camelo também dentro da tenda. Espanto. Mas assim fez e uma semana após, voltou ao "mestre" como recomendado.
- Então, como estão as coisas? - Piorou muito, respondeu.
- Então retire o camelo da tenda e valorize a melhora.
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Mas a minha predileta é a seguinte:
Vagando no deserto um beduíno faminto sentiu um agradável aroma de comida. A medida que caminhava mais acentuado ficava o cheiro bom dos alimentos cozinhando.
Suplicou por um pouco de comida mas foi-lhe negado.
Buscou no embornal e encontrou um pedaço de pão, velho, seco e duro.
Colocou, segurando, o pão, acima do vapor que saia da panela, para que nele ficasse nele impregnado o aroma da comida.
Interpelado pelo dono da tenda e da comida, para cobrar pelo desfrute do alimento, negou-se a pagar.
A discussão levou-os ao sábio do clã (tribo) para decisão.
O ancião ouviu a história e solicitou ao dono da comida que lhe emprestasse a bolsa de moedas que trazia com ele.
Balançou a bolsa e as moedas tilintaram. E recomendou: partam em paz.
Espantado, o reclamante, dono da comida, ponderou: - mas como assim? Ele não terá que me pagar pelo cheiro da minha comida?
E o sábio explicitando sua decisão: - o "tilintar" das moedas paga o "cheiro" de sua comida.
A forma, o vocabulário, não é exatamente este (não tenho o livro). Mas o espírito é. O ruído das moedas pagaria o cheiro do alimento.
Nota:
Imagem disponível para uso gratuito em:
https://www.pexels.com/pt-br/foto/fogao-tradicional-indonesio-11568993/



5 comentários:
"O Pequeno Principe", de Antoine de Saint-Exupéry, ao lado de alguns dos livros de Malba Tahan, eram lidos e apreciados na minha juventude.
Hoje a garotada prefere as redes sociais.
Desde Esopo, as fábulas, as parábolas, são apreciadas porque contém ensinamentos. As chamadas "moral da história".
Como pude esquecer La Fontaine, talvez o grande mestre no gênero?
Tenho quase certeza que escrevi algum post sobre uma releitura de O PEQUENO PRÍNCIPE, com uma ótica interpretativa diferente....mas não achei usando a Pesquisa do GE.
Existem várias postagens sobre, e com comentários, citando o escritor/aviador, mas não localizei nenhum post como de sua autoria.
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