Assisti Nine, de Rob Marshall. O filme é baseado em um musical da Broadway, que por sua vez é inspirado no clássico filme 8 ½, do diretor italiano Federico Fellini. Se não me falha a memória, 8 ½ é um filme quase autobiográfico do Fellini.
Rob Marshall foi o mesmo diretor de Chicago, também um musical.
Nine tem no elenco lindas mulheres, tais como Penélope Cruz, Nicole Kidman, Kate Hudson e trás de volta às telas a ainda bela - embora seu rosto revele sua idade - e grande estrela do cinema dos anos 50, Sophia Loren.
Embora o gênero não seja muito de meu agrado, o filme me agradou. Gostei de ver explicitada a hipocrisia da igreja católica, a desmitificação (de mítica) de diretores de cinema, as relações interpessoais nos bastidores de produção e conflitos existenciais.
Aquela história de uma idéia na cabeça e uma câmera não mão é tangenciada neste filme, embora no caso do Guido Contini, que vem a ser o diretor do filme dentro do filme, que se chamaria “Itália”, e é interpretado pelo Daniel Day-Lewis, não tenha nem mesmo uma idéia na cabeça.
Mas Roma está presente, com lambretas (vespas), Coliseu, etc., e outras pequenas cidades italianas.
E a Itália, vamos combinar, é um país de muitos encantos. Dou nota 7 para o filme. E 10 para Penélope Cruz, que nem exibe o que realmente tem de melhor, e para a Itália.
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Quero assistir Invictus, do Clint Eastwood, que é ator, cineasta, produtor, compositor e não sei o que mais, na área cinematográfica.
A julgar pelos seus últimos filmes, a direção do Cint é uma garantia de bons resultados.
Nunca imaginei que o Inspetor 'Dirty' Harry Callahan, ou o cowboy dos westerns spaghetti de Sergio Leone, pudesse se transformar num diretor sensível capaz de realizar obras como As pontes de Madison, Gran Torino, Menina de Ouro, Cartas de Iwo Jima e, principalmente Bird, no qual conta um pouco da história do grande Charlie "Bird" Parker, considerado um dos mais importantes músicos de jazz.
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Atualmente nem pestanejo quando entram em exibição filmes do Clint Eastwood ou do Woody Allen. Não tenho me arrependido, embora Barcelona seja um filme comercial (e outros virão por aí). Mas bem realizado. Tal qual o Clint, também o Allen é ator, diretor e produtor. E bom músico.
Nesta linha, de ator, diretor e compositor de trilhas, só mesmo, que eu saiba, o Charles Chaplin. Estou falando de gente do primeiro time. Top de linha.
30 de janeiro de 2010
29 de janeiro de 2010
Atualidades XIII
Gosto de escrever, embora prefira ler. E também gosto de emitir opinião sobre as coisas que me incomodam ou me agradam. Por isso, somando as duas coisas, desde há muito envio cartas para as seções a isto destinadas em vários periódicos (O Fluminense, O Globo, Jornal do Brasil, revista Veja, jornal da OAB, etc).
Já mantive coluna, que depois se transformou numa página semanal, no Niterói Notícias, hebdomadário editado por Hermes Santos.
Nesta coluna, que contava com o suporte luxuoso de ser ilustrada pelo Carias, publicada entre julho de 1999 e maio de 2000, bem assim nas cartas para os veículos de comunicação, eu tratava exatamente dos mesmos assuntos que agora abordo neste blog. Um ou outro tema é novo aqui. Sabem o que me espanta? Nada mudou. Melhor dizendo, mudou para pior. A infestação de camelôs nas ruas, as mazelas do Judiciário, a criminalidade crescente, a impunidade como regra, etc.
Isto significa que as minhas teses estavam, como estão, equivocadas. Estou fora da realidade, pois tudo isto tem que ser encarado com naturalidade. Os Arrudas estão cada vez mais “caras de pau”, negando a evidência de imagens (que segundo os experts valem mais do que palavras) e verifica-se que Maluf fez escola. Nem o presidente vê ou sabe das coisas. Mas assina o que lhe é colocado na mesa. O Ruy, se vivo fosse, reeditaria seu célebre discurso: “De tanto ver prosperar as nulidades...”
No Judiciário, pelo que se tem notícia, a raposa foi nomeada para tomar conta do galinheiro (com todo respeito às galinhas) e então o Desembargador Corregedor, que teria a missão de controlar os atos e desvios de conduta dos magistrados e serventuários de justiça, está envolvido em maracutaias e falcatruas.
- X –
Ótima notícia. Zico se propõe a ajudar o Flamengo. Ôba!!! Como vascaíno acho que será uma ótima contribuição do “Galinho” para nossa meta de superar as conquistas do rubro-negro.
Lembro com saudades do período entre 1948 e 1952, época em optei por torcer pelo Vasco, quando a gente não perdia para o Flamengo. Foram sete anos. Sete anos, repito, sem derrota para “eles”
Quem sabe com Zico lá iniciamos uma nova era.
- X -
Leiam o post anterior. Nele há um link para um sitio que vale a pena visitar, principalmente se você é empresário ou profissional liberal.
Já mantive coluna, que depois se transformou numa página semanal, no Niterói Notícias, hebdomadário editado por Hermes Santos.
Nesta coluna, que contava com o suporte luxuoso de ser ilustrada pelo Carias, publicada entre julho de 1999 e maio de 2000, bem assim nas cartas para os veículos de comunicação, eu tratava exatamente dos mesmos assuntos que agora abordo neste blog. Um ou outro tema é novo aqui. Sabem o que me espanta? Nada mudou. Melhor dizendo, mudou para pior. A infestação de camelôs nas ruas, as mazelas do Judiciário, a criminalidade crescente, a impunidade como regra, etc.
Isto significa que as minhas teses estavam, como estão, equivocadas. Estou fora da realidade, pois tudo isto tem que ser encarado com naturalidade. Os Arrudas estão cada vez mais “caras de pau”, negando a evidência de imagens (que segundo os experts valem mais do que palavras) e verifica-se que Maluf fez escola. Nem o presidente vê ou sabe das coisas. Mas assina o que lhe é colocado na mesa. O Ruy, se vivo fosse, reeditaria seu célebre discurso: “De tanto ver prosperar as nulidades...”
No Judiciário, pelo que se tem notícia, a raposa foi nomeada para tomar conta do galinheiro (com todo respeito às galinhas) e então o Desembargador Corregedor, que teria a missão de controlar os atos e desvios de conduta dos magistrados e serventuários de justiça, está envolvido em maracutaias e falcatruas.
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Ótima notícia. Zico se propõe a ajudar o Flamengo. Ôba!!! Como vascaíno acho que será uma ótima contribuição do “Galinho” para nossa meta de superar as conquistas do rubro-negro.
Lembro com saudades do período entre 1948 e 1952, época em optei por torcer pelo Vasco, quando a gente não perdia para o Flamengo. Foram sete anos. Sete anos, repito, sem derrota para “eles”
Quem sabe com Zico lá iniciamos uma nova era.
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Leiam o post anterior. Nele há um link para um sitio que vale a pena visitar, principalmente se você é empresário ou profissional liberal.
Comunicação Social
Tenho um filho formado em Comunicação Social, bem sucedido profissionalmente. Porque competente. E duas noras com a mesma formação (sorry periferia)*.
Este filho é sócio majoritário e presidente de uma firma de comunicação interativa. Aproveito o ensejo, antes de entrar no cerne deste post, para convida-los a uma visita em http://www.tauvirtual.com.br/ mesmo que seja só por curiosidade (feito o merchandising!).Basta clicar.
Este filho, que carrega a cruz que lhe impus de ter o mesmo nome, lendo meu blog, resolveu fazer uma sugestão.
Para ele, que volto a dizer é do ramo, esta minha mania de colocar alhos e bugalhos num mesmo post chamando-o de atualidades, é uma prática inadequada. E ofereceu sua argumentação técnica, preciosa e gratuita (ele mesmo grafou rsrsrs), que não dá para questionar.
Só para encerrar, durante muito tempo eu tive esta mania de comentar vários assuntos numa só mensagem. Escrevia e-mail para filhos e noras, sob os título de “secos e molhados”, “trivial variado” e que tais, contando novidades, informando, etc. Era quase um cliping. Agora, com o blog, suspendi esta prática.
* este "sorry periferia", era utilizado por Ibrahim Sued em sua coluna. Para quem não sabe, foi um dos mais destacados colunistas sociais. Criou outras expressões, mais ou menos utilizadas, como por exemplo "cavalo não desce escada".
Este filho é sócio majoritário e presidente de uma firma de comunicação interativa. Aproveito o ensejo, antes de entrar no cerne deste post, para convida-los a uma visita em http://www.tauvirtual.com.br/ mesmo que seja só por curiosidade (feito o merchandising!).Basta clicar.
Este filho, que carrega a cruz que lhe impus de ter o mesmo nome, lendo meu blog, resolveu fazer uma sugestão.
Para ele, que volto a dizer é do ramo, esta minha mania de colocar alhos e bugalhos num mesmo post chamando-o de atualidades, é uma prática inadequada. E ofereceu sua argumentação técnica, preciosa e gratuita (ele mesmo grafou rsrsrs), que não dá para questionar.
Assim sendo, vou me preparar para, a partir de abril, fazer entradas diferentes, de sorte a agradar aos poucos e fiéis leitores e, quem sabe, ampliar o número de pessoas interessadas nestas mal traçadas.
Até lá, continuarei comentando o que me der na telha, analisando fatos no momento em que estão ocorrendo, dando dicas sobre variados assuntos (o blog se intitula generalidades) e criticando os mesmos personagens, até que outros assumam a berlinda.
Só para encerrar, durante muito tempo eu tive esta mania de comentar vários assuntos numa só mensagem. Escrevia e-mail para filhos e noras, sob os título de “secos e molhados”, “trivial variado” e que tais, contando novidades, informando, etc. Era quase um cliping. Agora, com o blog, suspendi esta prática.
* este "sorry periferia", era utilizado por Ibrahim Sued em sua coluna. Para quem não sabe, foi um dos mais destacados colunistas sociais. Criou outras expressões, mais ou menos utilizadas, como por exemplo "cavalo não desce escada".
25 de janeiro de 2010
Atualidades XII
Está sendo lançado no Brasil (não comprei, ainda), um CD duplo que reúne dois dos maiores pianistas de jazz. O encontro dos dois aconteceu em 1993, num daqueles famosos festivais que são realizados em pequenas cidades no sul da França, neste caso chamada Marciac.
Bem, isto eu li no material de divulgação de lançamento do CD, editado aqui pela Biscoito Fino.
Abro parênteses para comentar que os franceses são tarados por jazz e estes festivais que eles realizam com muita frequência em várias cidades, principalmente do sul, reúnem feras do gênero. No passado eram mais feras, mas isto já é outra história.
O que posso acrescentar é que tenho CDs dos dois. Em formação rítmica básica. Eles ao piano, claro, e com baixistas e bateristas que formavam seus trios.
Outra coisa que posso acrescentar, é que ambos foram diretores musicais e pianistas de ninguém menos do que Ella Fitzgerald. O Hank Jones, que ainda é vivo, pelo que sei (mais de 90 anos), no período compreendido entre 1948 e 1953. Anos mais tarde, entre 1968 e 1978, o Tommy Flanagan (já falecido) assumiu este papel.
Claro que tenho CDs da Ella com os dois ao piano, em momentos distintos. Embora ache que o Oscar Peterson foi o que melhor pontuou, floreou delicada e sutilmente, ao piano, em algumas interpretações da grande cantora.
O Hank teve dois irmãos músicos de jazz, igualmente virtuosos. Thad, trompetista e Elvin, baterista, esteve no Brasil com seu próprio trio.
- x –
Em Búzios - salve Brigitte Bardot, lembram? - duas cadeiras e guarda-sol estão saindo por 25 reais. Bota mais 5 da água de coco, são mais 10. Estou supondo que você está acompanhado, dai duas cadeiras.
Parece que além do prestígio de que a cidade já desfruta há muito tempo (os argentinos ajudaram na divulgação), tem uma novela da TV Globo parcialmente ambientada lá.
- x –
O Supremo Tribunal Federal decidiu pela extradição de um uruguaio que agiu como repressor de militantes de esquerda contrários a governos militares na Argentina e no Uruguai. Chama-se Manuel Cordero.
Já o caso Battisti, terrorista assassino, porque militante de esquerda, dependerá da decisão do presidente Lula.
O vento sopra numa só direção neste governo que reza, nas sombras, à sorrelfa, pela cartilha bolchevique.
Mas o STF facilitou as coisas, com a esdrúxula e ambígua decisão, provocada pelos ministros Eros e Marco Aurélio.
24 de janeiro de 2010
Atualidades XI
Guardo na memória cenas impressionantes exibidas na TV. A mais recente foi a colisão do avião com uma das torres gemeas no World Trade Center, em NY; o anônimo chinês que enfrentou os tanques, na praça da Paz Celestial é outra; há mais tempo, a chegada e a primeira caminhada dos astronautas na lua; a atleta maratonista que chegou trôpega na linha de chegada.
Enfim, outras marcantes imagens povoam nossa memória, ora como chocantes, deprimentes, ora como fantásticas, incríveis.
A cena exibida no noticiário de TV, em 21de janeiro, foi comovente. Em meio aos escombros no Haiti, foi retirado com vida, após oito dias soterrado, um menino de sete anos.
Claro que os presentes, fossem os socorristas, fossem os curiosos que acompanhavam o resgate, aplaudiram o menino no colo do homem que o retirou debaixo dos blocos de concreto. Diante dos aplausos, que fez o menino desidratado, faminto: abriu os braços e um largo sorriso, como fazem os artistas em resposta aos aplausos do público. Foi lindo e comovente.
- x –
Embora sem grande divulgação (vi apenas uma pequena nota na imprensa), consta que o ministro Eros Grau pretende antecipar sua aposentadoria.
Seria ótimo. Parafraseando alguém que já não lembro, se for verdade, esta aposentadoria “preencheria uma lacuna na mais alta corte”.
- x –
Em face do aparelhamento do Estado, das empresas públicas e dos fundos de pensão de estatais, com preenchimento de vagas estratégicas com petistas, ex-dirigentes sindicais ligados a CUT et caterva, ocorre –me uma velha piada, dos tempos dos governos militares, que reciclo com mudança de personagens, claro:
Passeando pelos jardins internos do convento, uma freira pergunta a outra se ela sabe quem será designada Madre Superiora. A indagada responde que não, não sabe, mas o boato é que será uma ex-integrante de movimento de inspiração trotskista, ligada a ministra Dilma Rousseff, no Comando de Libertação Nacional.
- x -
Eu tinha programado dar uma trégua e parar de falar por algum tempo do ministro Nelson Jobim. Afinal vocês estão cansados de saber o que penso dele. Mas ele não deixa, por causa de seu “multilateralismo laringológico” (licença Elio Gaspari).
O fato que deu origem ao ácido e oportuno comentário do jornalista, foi uma entrevista do ministro da Defesa, ao chegar do Haiti menos de três dias após o terremoto. Vejam as palavras dele: “Desaparecido é o termo ténico para corpos não encontrados. Evidentemente que neste momento a palavra desaparecido funciona como um eufemismo”.
Eu assisti esta entrevista, na qual o posudo ministro insinuou que quem não havia ainda aparecido estaria morto.
Condenou à morte mais de cem pessoas que foram retiradas dos escombros na capital haitiana após a citada entrevista.
Não vá o sapateiro além das sandálias, ou “ne sutor ultra crepidam”*
Felizmente as palavras de Nelsom Jobim são apenas words, words, words...
* consta que solicitado a dar as características de uma sandália calçada por Alexander Magno, numa tela pintada por Apeles, um sapateiro começou a criticar os demais elementos do quadro do retratista oficial do general conquistador. Essas palavras foram a reação do pintor, apud Plínio, o Velho, em uma de suas obras sobre história.
Bem, Apeles era grego. Possivelmente suas palavras foram proferidas em grego e não em latim, como no texto. Ou não!
Enfim, outras marcantes imagens povoam nossa memória, ora como chocantes, deprimentes, ora como fantásticas, incríveis.
A cena exibida no noticiário de TV, em 21de janeiro, foi comovente. Em meio aos escombros no Haiti, foi retirado com vida, após oito dias soterrado, um menino de sete anos.
Claro que os presentes, fossem os socorristas, fossem os curiosos que acompanhavam o resgate, aplaudiram o menino no colo do homem que o retirou debaixo dos blocos de concreto. Diante dos aplausos, que fez o menino desidratado, faminto: abriu os braços e um largo sorriso, como fazem os artistas em resposta aos aplausos do público. Foi lindo e comovente.
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Embora sem grande divulgação (vi apenas uma pequena nota na imprensa), consta que o ministro Eros Grau pretende antecipar sua aposentadoria.
Seria ótimo. Parafraseando alguém que já não lembro, se for verdade, esta aposentadoria “preencheria uma lacuna na mais alta corte”.
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Em face do aparelhamento do Estado, das empresas públicas e dos fundos de pensão de estatais, com preenchimento de vagas estratégicas com petistas, ex-dirigentes sindicais ligados a CUT et caterva, ocorre –me uma velha piada, dos tempos dos governos militares, que reciclo com mudança de personagens, claro:
Passeando pelos jardins internos do convento, uma freira pergunta a outra se ela sabe quem será designada Madre Superiora. A indagada responde que não, não sabe, mas o boato é que será uma ex-integrante de movimento de inspiração trotskista, ligada a ministra Dilma Rousseff, no Comando de Libertação Nacional.
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Eu tinha programado dar uma trégua e parar de falar por algum tempo do ministro Nelson Jobim. Afinal vocês estão cansados de saber o que penso dele. Mas ele não deixa, por causa de seu “multilateralismo laringológico” (licença Elio Gaspari).
O fato que deu origem ao ácido e oportuno comentário do jornalista, foi uma entrevista do ministro da Defesa, ao chegar do Haiti menos de três dias após o terremoto. Vejam as palavras dele: “Desaparecido é o termo ténico para corpos não encontrados. Evidentemente que neste momento a palavra desaparecido funciona como um eufemismo”.
Eu assisti esta entrevista, na qual o posudo ministro insinuou que quem não havia ainda aparecido estaria morto.
Condenou à morte mais de cem pessoas que foram retiradas dos escombros na capital haitiana após a citada entrevista.
Não vá o sapateiro além das sandálias, ou “ne sutor ultra crepidam”*
Felizmente as palavras de Nelsom Jobim são apenas words, words, words...
* consta que solicitado a dar as características de uma sandália calçada por Alexander Magno, numa tela pintada por Apeles, um sapateiro começou a criticar os demais elementos do quadro do retratista oficial do general conquistador. Essas palavras foram a reação do pintor, apud Plínio, o Velho, em uma de suas obras sobre história.
Bem, Apeles era grego. Possivelmente suas palavras foram proferidas em grego e não em latim, como no texto. Ou não!
22 de janeiro de 2010
Catástrofes naturais e as visões de Voltaire e Rousseau
O fato é histórico, e existem milhares de registros a respeito. Os personagens são reais, e é notória a desavença filosófica e religiosa entre os mesmos. Existem mesmo teses, estudos, criticas literárias e livros a respeito.
Estou falando do terremoto em Lisboa, ocorrido em 1775; e do literato - também filósofo - Voltaire, e do filósofo - também homem de letras - Rousseau. Ou, para os detalhistas, François-Marie Arouet (mais conhecido como Voltaire) e Jean-Jacques Rousseau.
Acho que em comum eles só tinham o hifen compondo seus nomes.
Mas vamos ao porque desta digressão. Como os fatos são históricos e a polêmica ideológica causada, principalmente, a partir do poema de Voltaire sobre o episódio do terremoto em Lisboa (publico ao final), entre ele e Rousseau ser fato conhecido, pode ter havido uma mera coincidência. E até acredito que foi mesmo o que aconteceu, eis que estamos tratando de dois homens letrados, cultos e eruditos, quais sejam Zuenir Ventura* e Inácio Strieder**.
O fato, todavia, é que entre as matérias assinadas por ambos, existem abordagens muito semelhantes em conteúdo, embora discrepem um pouco na forma e na síntese.
Eu, de minha parte, que recentemente lí o Caim, do José Saramago, acrescento que Voltaire conseguiu um grande aliado na responsabilização de Deus por eventos naturais deste porte.
Pela boca de Caim, Saramago cobra de Deus porque no castigo a Sodoma e Gomorra, ele não perdoou sequer as criancinhas.
Voltaiare, por seu turno, questionou porque foi escolhida Lisboa e não Paris ou Londres, muito mais pecaminosas. E fala também das crianças.
Recentemente um líder evangélico de nome Pat Robertson (nunca ouvira falar dele), disse que a tragédia no Haiti deve-se a pacto feito pelos haitianos com o demônio, em 1804, para expulsar os franceses.
Eu continuo achando que nem deus nem o diabo, aqui na terra (que gira em torno) do sol, têm culpa em cartório nestas questões climáticas. Há uma força, chamada natureza, que tem leis próprias e que jamais será domada.
Trecho livremente traduzido, obtido na rede, do poema de Voltaire:
“Poème sur le désastre de Lisbonne”
«Ó infelizes mortais!
Ó deplorável terra!
Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra!
Exercício eterno que inúteis dores mantém!
Filósofos iludidos que bradais "Tudo está bem";
Acorrei, contemplai estas ruínas malfadadas,
Escombros, despojos, cinzas desgraçadas,
Estas mulheres e crianças amontoadas
Estes membros dispersos sob mármores quebrados
Cem mil desafortunados que a terra devora
(...)
Direis vós, perante tal amontoado de vítimas:
"Deus vingou-se, a morte é o preço dos seus crimes" ?
Que crime, que falta cometeram estas crianças
Sobre o seio materno esmagadas e sangrando?
Lisboa, que já não é, teve ela mais vícios
Que Londres ou Paris, mergulhadas em delícias?
Lisboa em ruínas, e dança-se em Paris.»
(...)
* Em O Globo, edição de 20.01.2010
** No blog Recanto das Letras, em 13.01.2010
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2027944
Estou falando do terremoto em Lisboa, ocorrido em 1775; e do literato - também filósofo - Voltaire, e do filósofo - também homem de letras - Rousseau. Ou, para os detalhistas, François-Marie Arouet (mais conhecido como Voltaire) e Jean-Jacques Rousseau.
Acho que em comum eles só tinham o hifen compondo seus nomes.
Mas vamos ao porque desta digressão. Como os fatos são históricos e a polêmica ideológica causada, principalmente, a partir do poema de Voltaire sobre o episódio do terremoto em Lisboa (publico ao final), entre ele e Rousseau ser fato conhecido, pode ter havido uma mera coincidência. E até acredito que foi mesmo o que aconteceu, eis que estamos tratando de dois homens letrados, cultos e eruditos, quais sejam Zuenir Ventura* e Inácio Strieder**.
O fato, todavia, é que entre as matérias assinadas por ambos, existem abordagens muito semelhantes em conteúdo, embora discrepem um pouco na forma e na síntese.
Eu, de minha parte, que recentemente lí o Caim, do José Saramago, acrescento que Voltaire conseguiu um grande aliado na responsabilização de Deus por eventos naturais deste porte.
Pela boca de Caim, Saramago cobra de Deus porque no castigo a Sodoma e Gomorra, ele não perdoou sequer as criancinhas.
Voltaiare, por seu turno, questionou porque foi escolhida Lisboa e não Paris ou Londres, muito mais pecaminosas. E fala também das crianças.
Recentemente um líder evangélico de nome Pat Robertson (nunca ouvira falar dele), disse que a tragédia no Haiti deve-se a pacto feito pelos haitianos com o demônio, em 1804, para expulsar os franceses.
Eu continuo achando que nem deus nem o diabo, aqui na terra (que gira em torno) do sol, têm culpa em cartório nestas questões climáticas. Há uma força, chamada natureza, que tem leis próprias e que jamais será domada.
Trecho livremente traduzido, obtido na rede, do poema de Voltaire:
“Poème sur le désastre de Lisbonne”
«Ó infelizes mortais!
Ó deplorável terra!
Ó agregado horrendo que a todos os mortais encerra!
Exercício eterno que inúteis dores mantém!
Filósofos iludidos que bradais "Tudo está bem";
Acorrei, contemplai estas ruínas malfadadas,
Escombros, despojos, cinzas desgraçadas,
Estas mulheres e crianças amontoadas
Estes membros dispersos sob mármores quebrados
Cem mil desafortunados que a terra devora
(...)
Direis vós, perante tal amontoado de vítimas:
"Deus vingou-se, a morte é o preço dos seus crimes" ?
Que crime, que falta cometeram estas crianças
Sobre o seio materno esmagadas e sangrando?
Lisboa, que já não é, teve ela mais vícios
Que Londres ou Paris, mergulhadas em delícias?
Lisboa em ruínas, e dança-se em Paris.»
(...)
* Em O Globo, edição de 20.01.2010
** No blog Recanto das Letras, em 13.01.2010
http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/2027944
Doações para o Haiti
Todos temos visto as imagens da devastação. E temos acompanhado as condições de vida dos haitianos, que já não eram boas antes do terremoto.
Acho que quem pode um pouco, e sempre se pode, deve contribuir.
Abaixo, segundo apurei na rede, as maneiras de fazer doações em dinheiro.
Segundo o Banco do Brasil, podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
Outrossim, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações. Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
Acho que quem pode um pouco, e sempre se pode, deve contribuir.
Abaixo, segundo apurei na rede, as maneiras de fazer doações em dinheiro.
Segundo o Banco do Brasil, podem ser feitos depósitos ou transferências de qualquer banco e até mesmo de fora do Brasil para a conta corrente.
Nome: Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71
Outrossim, o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) também recebe doações. Para doar ao CICV, use a conta corrente abaixo:
Nome: Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51
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