15 de fevereiro de 2019

Melhores atrizes

Nos finais de temporadas acontecem, mundo afora, escolhas e/ou eleições de melhores do ano. É troféu disto, estatueta de melhor aquilo, revelações do ano and so on.

Aqui escolheremos as melhores atrizes do ano na categoria vista panorâmica das varandas e sacadas.

Ou ainda as melhores, sob o ponto de vista do modelo do biquíni, na praia e na piscina.

As mulheres poderão votar na cortina mais bonita, por exemplo.















Atenção, a deia aqui é escolher a melhor visão que se tem de cada varanda, ou sacada, ou piscina ou da praia.

As atrizes, neste caso, são meras figurantes. OPS!

Aliás e a propósito, quem são elas?

Celulites e estrias são como código de barra que permite a identificação de cada uma delas.

13 de fevereiro de 2019

Frases imortais e recorrentes ... jamais pronunciadas


Além das que jamais foram ditas, existem as bizarras, as absurdas, as surrealistas, e as que são meras piadas, como a atribuída ao Dutra.


Ricardo III jamais, provavelmente, pronunciou a frase consagrada pela pena do "Bardo do Avon"  - William Shakespeare.

Claro que o rei, mesmo no momento crucial da batalha, não proporia a "troca de seu reino por um cavalo". Coisa de poeta inspirado.


Duvido e faço pouco que Charles de Gaulle tenha dito ou escrito que o Brasil "não é um país sério".

Por mais que esta citação seja atribuída a ele, ad nauseam, não há como comprovar.

I challenge you a encontrar esta frase em qualquer veículo impresso, ou registro de fala sua em discurso ou entrevista. Na via original.

E a bravata de D. Pedro? Só Pedro Américo viu a cena. 


Independência ou morte!
É possível que o imperador tenha proclamado, tornada pública a independência do Brasil. Mas o fez somente após receber de um mensageiro a informação de que Maria Leopoldina (princesa regente) já assinara o decreto rompendo os laços com Portugal.

Então "Independência ou Morte" por mais heroica e retumbante seria uma frase fora de contexto, intempestiva, eis que já estava decidida em decreto.

É desconhecida a frase pronunciada pela princesa regente - Maria Leopoldina - quando assinou o decreto.Quem sabe teria dito: vão prós raios que os partam. Ou em alemão ... como seria?


Está no espaço do humorismo, da irreverente cabeça de algum espirituoso anônimo, desde que caiu na boca do povo, o comentário que teria sido feito pelo presidente Eurico Gaspar Dutra quando em viagem de avião para o Amazonas.

O comandante da aeronave acabara de informar que voavam a 9.000 metros de altitude quando Dutra, num repente, teria dito que "sabia que o Brasil era muito grande, mas não sabia que era tão alto." 😂😂😂😂


Já a dificuldade de fazer "retornar a pasta de dente para dentro do dentifrício" realmente foi manifestada pela Dilma dirigindo-se, segundo a própria,  ao Obama. Esta tem provas concretas.
Divirtam-se em


O ex-jogador e então comentarista Neto, à guisa de elogio a um jogador que demonstrava muito fôlego no curso da partida disse que ele "parecia ter dois pulmões." 

Foi numa final de campeonato mundia sub-20, entre Brasil e Portugal.
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Entretanto existiram frasistas imortais estrangeiros, que muito admiro pela inteligência,  verve, agudeza e objetividade de suas falas. Por exemplo? Winston Churchill. Lembram desta?
"Se Hitler invadisse o inferno, eu apoiaria o demônio".

Há um brasileiro igualmente genial. Um não, na verdade dois que muito admiro: Millôr Fernandes e Nelson Rodrigues.

Do primeiro gosto em particular do seguinte enunciado: "Combinado o preço podemos começar a trabalhar por amor a arte".

Do segundo: "Os idiotas irão tomar conta do mundo, não pela capacidade, mas pela quantidade."

12 de fevereiro de 2019

Você confia no judiciário? Coitado, pobre inocente.


Poderia abordar a relação promíscua de um ministro do STF com o escritório de advocacia no qual atua sua mulher, e a lavagem de dinheiro, ocultação de receita e outros delitos apontados pela Receita Federal.

Não o farei porque o vazamento da investigação comprometeu o mérito da causa, até prova em contrário.

Mas vejamos casos concretos de truques envolvendo magistrados, que nos deixam de cabelo em pé e descrentes do Judiciário.


O juiz federal, hoje governador do Estado, ensina em vídeo um truque (mas pode chamar de fraude) de como ganhar R$ 4.000,00 (quatro mil reais) TODOS OS MESES, a título de gratificação de acúmulo.

Isto em conluio com o juiz substituto.

Assistam ao vídeo com a fala de Wilson Witzel.



Estão pensando que a maracutaia, o malfeito, a trapaça ou que nome queiram dar é coisa de juiz federal que abandonou a toga para se tornar político?

Pasmem, mas o agora ministro do STF, por sinal na presidência da Corte, conta para calouros, numa palestra, com muito bom humor, rindo satisfeito com o feito do amigo, que o artifício de sumir com um processo, em fase executória, deu bons frutos (na visão dele).

Ou seja, ele aprovou o método, que se não é escuso, eis que a lei permite carga nos autos, no caso e naquele momento foi trapaça.

Adiante, na narração, Dias Toffoli coloca em cheque a atitude de uma juíza que arquivou o processo criminal instaurado contra o “espertalhão” porque amiga do advogado.



Outro vídeo disponível no YouTube. Está em https://www.youtube.com/watch?v=fgJp39t1-2M



11 de fevereiro de 2019

No dizer dos paulistas abobrinhas, ou conversa jogada fora

O titulo bem poderia ser divagações e devaneios.

Tenho solução para todos os problemas do mundo.

Sentado numa mesa de bar ou numa varanda de apartamento com vista para o mar, acompanhado de bons amigos, com os quais, pelo convívio de anos, tivesse muita liberdade de expressão de pensamento e manifestação de opiniões, resolveria se não todos, boa parte dos problemas do mundo.

Notem que apenas a modéstia me impediu de afirmar que resolveria todos os problemas.

Se regando as palavras com uma cerveja bem gelada, aí então é que revelaria meu lado mais obscuro e desconhecido, o de filósofo. E quanto mais cerveja mais aforismos e conceitos filosóficos perpetraria.

Embora capaz de resolver, como se fossem equações do segundo grau (ax2 + bx + c = 0), os problemas mundiais, não consigo solucionar os meus próprios problemas. E nem me refiro aos existenciais.

Vou explicitar alguns deles, não necessariamente na ordem em que me incomodam, mas deixando ao sabor da já combalida memória, que enfrentou bravamente um AVC em 2010 e está em uso há 78 anos, a indicação a seguir:
- sou torcedor do Vasco da Gama;
- sou aposentado pelo INSS;
- meu prontuário médico, se revelado, obrigaria internação em UTI;
- tenho poucos, mas fieis e bravos amigos, por conta das perdas inevitáveis decorrentes da morte física e ainda alguns poucos que não tive a capacidade de preservar.
- sou advogado, mas ninguém é perfeito, não é verdade?
- estou casado, com a mesma mulher, há 54 anos. Qual o problema? Eu a amo! Não entendeu? É profundo mesmo, pense, reflita.
- Tenho dois filhos. E desde quando isso é problema? Você perguntará. Porque se de um lado nos dão enormes alegrias e nos enchem de orgulho, por outro, como outros quaisquer, tropeçam aqui e alí (também em sentido figurado), ralam os joelhos, ficam doentes, chegam tarde em casa sem avisar onde estão, tudo como meros exemplos que não esgotam as preocupações paternas, mesmo quando já ultrapassaram a barreira dos 50 anos de idade.

Vinicius de Moraes lecionou: “Filhos ... Filhos?
                                                     Melhor não tê-los!
                                                     Mas se não os temos
                                                     Como sabê-los?”

Trata- se de um poema enjoadinho mesmo, tal qual o autor o batizou. Mas os versos encerram uma questão de nível acadêmico.

Notem que todos os problemas alinhados foram criados por mim mesmo. Costumamos projetar nos outros, colocar nos outros, a culpa por nossas aflições e dificuldades. Como regra geral, que dispensa exceções para se confirmar.

Está com peninha de mim? Então me ajude. Palavras de consolo, de motivação, de autoajuda, como por exemplo - ”Algumas vezes coisas ruins acontecem em nossas vidas para nos colocar na direção das melhores coisas que poderíamos viver.” – serão bem-vindas nos comentários.

Assim como ajudarão depósitos em minha conta bancária. Peço que sejam moderados no valor para não despertar suspeita do COAF.



10 de fevereiro de 2019

Piadas politicamente incorretas

Estas são do tempo em que não havia essa bobagem do politicamente correto, então anão era anão, negro era negro, portuga era o português do armazém e judeus eram os pertencentes a este povo inteligente, trabalhador ... alvo de piadas decorrentes de um estereótipo criado por nós.


*DICAS  JUDAICAS  DE  ECONOMIA*

*Nº 1*

O pai judeu falou:
- Isaac, já fez?
- Sim, babai.
- Jacob, já fez?
- Sim, babai.
- Sarah, já fez? 
- Sim, babai.
- Raquel, já fez? 
- Sim, babai.
- Então bode dar a descarga...

*Nº 2*

- Isaquinho, vai pegar martelo na casa de Abraão. 
- Abraão não está, pai.
- Pega martelo na casa de Jacó. 
- Jacó emprestou martelo pra Levi. 
- Então vai pegar martelo com Levi. 
- Levi foi viajar. 
- Então pega nossa martelo mesmo!

*Nº 3*

O Isaac foi na zona, escolheu uma menina e foi logo perguntando: 
- Quanto?
- 50 reais - responde ela. 
- E com sadomasoquismo?
- É para você me bater ou apanhar?
- Para eu te bater! 
- E você bate muito?
- Não, só até você devolver o dinheiro!

*Nº 4*

O judeu convertido vai se confessar:
- Padre, há 20 anos atrás, eu abrigou uma refugiado da guerra. Qual o meu pecado? 
- Meu filho, nisso não há pecado, você fez uma caridade! 
- Mas, padre, eu cobrar aluguel dele.
- Tem razão, meu filho, isso é pecado! Reze 3 Ave-Marias e um Pai-Nosso.
- Só mais um pregunta, padre!  Devo falar pro ela que o guerra acabou?

*Nº 5*

O Jacob vai colocar um anúncio no jornal. 
- Gostaria de colocar um nota fúnebre do morte de meu esposa, diz ao atendente.
- Pois não, quais são os dizeres? 
- Sara morreu! 
- Só isso?  espanta-se o rapaz.
- Sim, Jacob não quer gastar muito.
- Mas o preço mínimo permite até 5 palavras.
- Então coloca:  'Sara morreu.  Vendo Monza 94.'

*Nº 6*

Jacob levou o Jacozinho, seu filho de 6 anos, a um parque de diversões.  
Dentre as atrações existia um que chamou em especial a atenção do garoto: 
'Vôo panorâmico de helicóptero'. 
- Quero levar minha filhinho pra passear, disse Jacob ao piloto.
- São US$ 100,00, foi a resposta. 
Lógico que o judeu não aceitou e como o garoto começou a chorar o piloto propôs uma solução: 
- Eu levo você e seu filho.  Se você não gritar durante o passeio eu não cobro nada. 
E assim foi.  Durante o vôo o piloto deu rasantes, piruetas, desceu e subiu bruscamente e Jacob, com os olhos arregalados, mudo como uma rocha...   
Quando a nave pousou, o piloto perguntou a Jacob:
- Em nenhum momento você deu um pio sequer...  não sentiu medo e vontade de gritar? 
- Eu sentiu muito medo e quase gritou, principalmente quando a Jacozinho caiu !!!


Se você riu das piadas é preconceituoso, se não riu é obtuso no sentido figurado. Sem um prévio conceito, ou seja, um conceito já pré-estabelecido, a maioria das piadas não tem graça alguma.

Por isso o Joãozinho tem que ser sacana; o português tem que ser literal; o judeu sovina; o criolão, claro, negro; e o anão ser baixinho, para podermos apelidá-los de "pouca sombra", "pintor de rodapé", etc.

Perdão anãozinho! Espero que você não seja o Zangado e sim o Feliz.



9 de fevereiro de 2019

Chutando cachorro morto


No Facebook e  similares, que recebi via e-mail:













8 de fevereiro de 2019

Atoarda


Já comentei aqui, mais de uma vez, minha ignorância quanto ao significado da palavra esgargalado, encontrada num livro do José Saramago.


Palácio da Pena
Em visita ao Palácio da Pena, em Sintra, Portugal, para identificar os cômodos é mais fácil ler as plaquinhas indicativas em inglês, posto que em português algumas vezes não se compreende.

Claro que exagero, porque casa de banhos é fácil identificar a que  fim se destina o cômodo.

Noutro dia esbarrei num texto com a palavra atoarda.

Nestes tempos de fake news, notícias falsas, boatos ou balelas, esta expressão da língua portuguesa, falada e escrita em Portugal, poderá ser de grande valia (rsrsrs).

Outras palavras usadas em Portugal, com significado diferente do que adotamos aqui, já conhecia.

Um exemplo seria rebuçado, lá a nossa bala.

Outros? Chávena para xícara, autocarro para ônibus, passadeira, ao invés de faixa de pedestre.

Algumas causam muita estranheza, como por exemplo peúgas, nestas plagas as nossas conhecidas meias.

Hospedeira de bordo ao invés de aeromoça dificultaria aquela cantada que era dada por passageiros mais afoitos. 

Bem, palavras com significados diferentes tudo bem, mas esgargalado e atoarda quem usa por aqui? Se o Romário, "o homem dicionário" fosse vivo, e desafiado no programa do César de Alencar, certamente saberia. Conhecia  todas as palavras do vernáculo.

Até mesmo o glabro, empregado pelo Chico, ele acertaria.

Todavia, tendo residido em São Paulo durante bom tempo, tive que aprender parte do dialeto paulista.

Lá, guia é o nosso meio-fio; farol é sinal de trânsito. E breque é freio.

Se você pedir na padaria uma bisnaga, não será atendido. Peça uma bengala. E não tente trocar os cascos das bebidas. São vasilhames.

Dando uma amplitude maior, verificaremos que dentro do Brasil, dependendo das regiões, uma mesma coisa tem nomes diferentes: atiradeira, estilingue e seta são rigorosamente a mesma coisa. Aipim e macaxeira também.  Assim como abóbora é jerimum. Pipa, pandorga e cafifa flutuam coloridas, com rabicho ou rabiola, ao sabor dos ventos  pelos céus do país.

Nota do autor:
Em 2010, num arremedo de crônica, falamos do esgargalado. Está em:

https://jorgecarrano.blogspot.com/2010/04/esgargalado.html