Na temporada de 2015/2016, da Premier Legue, aconteceu um resultado surpreendente, absolutamente imprevisível. O pequeno Leicester conquistou o titulo inglês.
Sendo, como sou, daqueles que acompanham o futebol na terra da rainha, chamava minha atenção, naquele time que avançava superando gigantes como Manchester City, Chelsea, Arsenal, um crioulinho franzino, baixo, mas que parecia ter dois pulmões (com licença do Neto)*.
Combativo, carrapato era (e é) um marcador implacável. Toma e intercepta bola com precisão. Chama-se Kanté. Agora é o volante da seleção francesa, onde atua da mesma forma segura, eficiente e eficaz.
Joga na frente de uma zaga muito técnica e taticamente bem postada, e que joga no futebol espanhol, nas duas equipes mais qualificadas: Varane, no Real Madrid e Umtiti, no Barcelona.
Ora, o goleador, locomotiva da Bélgica não jogou. Poderia dizer que a culpa foi do Roberto Martínez, que não soube posicionar o jogador em campo, como fez na partida contra o Brasil, quando colocou o Lukako aberto pela direita, nas costas do Marcelo, obrigando ao Miranda a fazer a cobertura correndo atrás do grandalhão, mas habilidoso centroavante belga.
Quero, com esta digressão, chegar ao seguinte ponto. O gol da vitória saiu de um lance de escanteio, quando o zagueiro Umtiti se antecipou e superou na cabeçada ao mais alto jogador em campo - Fellaini - cuja missão, seja na seleção belga, seja no Manchester United, onde joga, é exatamente ganhar as bolas altas.
Ou seja, foi um lance fortuito, embora possa ter sido bem ensaiado (perdão pela contradição). E qual o ponto onde queria chegar? O resultado foi justo? Claro que foi. A França jogou de maneira pragmática, com muita aplicação, e seus talentos Pogba, Mbappé, e Griezmann, tiveram mais lampejos do que os belgas Hazard e De Bruyne.
Lamento, mas tal como a Hungria e como a Holanda, que chagaram a finais com pinta de favoritas, deixaram escapar a oportunidade que poderá não mais acontecer ou se voltar a acontecer vai demorar muito tempo. É questão de geração.
Coitada da rainha Matilde, charmosa e simpática, que brilhou na tribuna de honra.
Entre o camembert francês e o chocolate belga, ganhou o queijo. Que combina com o vinho francês, ao contrário da cerveja belga que não combina com chocolate.

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A França será campeã? Je ne sais pas!
Notas:
1) Sobre o comentário do Neto:
2) O idioma era o mesmo. Um ídolo e ex-campeão mundial francês estava na comissão técnica belga (Thierry Henry).
3) O hino francês é mais conhecido, a França é maior e tem - claro - população maior do que sua vizinha Bélgica.




























