Sem querer bancar um Diógenes dos tempos modernos, ando em busca
de um homem honesto.
Não trago nas mãos uma lanterna ou lamparina, como fazia o
filósofo grego, cognominado “o Cínico”, mas busco na memória um nome, dentre os
que ainda habitam este planeta, no Brasil, que possamos rotular de honesto.
Alguém que tenha revelado virtudes em suas ações e não nos discursos geralmente hipócritas,
impregnados de pura retórica.
E por que isto agora?
Poderiam perguntar se dessem um mínimo de atenção ao que escrevo neste
espaço virtual. Porque movimentos para apear o Temer do poder, seja pela cassação
de seu mandato pelo TSE, seja por impeachment, seja por condenação na Lava-Jato,
implica em que tenhamos um nome.
Com eleição indireta, agora no Congresso; com eleição direta ao
cabo do mandato do Temer, no próximo ano, o fato é que não temos um nome
confiável.
Não existem brasileiros que além da honestidade possuem
outras virtudes essenciais? Sim, há de haver, mas certamente faltará a vocação
política, o que inviabiliza um governo democrático.
Essa convocação para irmos às ruas no próximo dia 13, não me
comove. Não tenho motivação exatamente porque não teria uma palavra de ordem
para repetir, ou um pleito de mudança. Fora a corrupção? Viva Moro? Isto está
consagrado, sedimentado no anseio popular.
Não nesse momento, não com os personagens que temos
disponíveis, não tenho o que reivindicar. Até mesmo para o expurgo no Congresso,
viável nas próximas eleições se tivermos mais consciência na hora de escolher
os nomes para sufragar, faltarão nomes.
Gritar fora Temer, gritaria se tivesse opção confiável e
viável, para colocar em seu lugar. Quando, em algumas manifestações populares
recentes empunhei cartazes e gritei fora PT, fora Dilma, eu tinha a certeza do que
queria.
Claro que não era a ascensão do Temer à presidência. Mas era, com
certeza ter o PT fora do poder, porque era exatamente para se manter no poder
que o partido governava, em detrimento do país, da sociedade.
Essa passeata agora convocada será uma salada, um macadame, uma
mistura de opiniões, ideologias, e propostas conflituosas.
Inclusive algumas
vozes pedindo a volta de Dilma como se isso fosse possível e interessante para
o país.
Já basta o risco Lula em 2018.
Nota do autor: lingua portuguesa, cheia de pegadinhas.
http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/por-que.htm