Não exercito a memória com palavras cruzadas ou quebra-cabeças,
nem estimulo com remédios ou quaisquer outros recursos existentes. Existem?
Mesmo quando fiz o AVC, que para minha surpresa o
neurologista diagnosticou como AIT, tive comprometimento da memória. Ainda bem,
porque minha atividade depende muito da memória. Depois explico. Se não hoje, outro
dia.
Estava relembrando as mudanças de emprego, casa, cidade, e amizades. Só fiquei fiel à mulher com quem
casei (53 anos) e ao clube de futebol, Vasco da Gama (68 anos).
Trabalhei nas áreas industrial, comercial e de prestação de
serviços. Só não trabalhei em atividade agrícola, rural.
Bancos, ou seja, prestação de serviços, foram dois; em ambos
com curtas passagens. Indústrias foram várias, de atividades diversificadas
(fósforos, tecidos, azulejos, medicamentos, cosméticos) e na área comercial supermercado.
Em função de minha atividade funcional, conheci cidades como
Jaguariaíva, no Paraná, onde a Fiat Lux mantinha uma reserva florestal com pinus thaeda, uma das madeiras mais adequadas
para fabricação de fósforos.
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| Reserva de pinus thaeda |
Não vou relacionar todas, apenas aquelas que, por alguma
razão, merecem menção. Exemplo? Bauru, no interior de São Paulo. Lá ficava um
dos mais conhecidos bordeis brasileiros, conhecido como “Casa da Eny”, mas que
tinha o nome oficial conforme foto abaixo.
Para quem nunca ouviu falar, sugiro leitura da matéria abaixo:
Em São José dos Campos, onde cheguei a residir, conheci
várias indústria daquelas região do Vale do Paraíba (Taubaté, Caçapava, Jacareí):
Embraer, Johnson&Johson, General
Motors, Nestlé, National/Panasonic, e
várias outras menores como Cobertores Parahyba, e elevadores Kone.
São José dos Campos tem uma localização estratégica. De lá
existem estradas de acesso ao litoral e a serra. Campos do Jordão, por exemplo, ou
Ubatuba e Caraguatatuba (praias oceânicas).
Já que citei a Eny, em Bauru, uma das mais conhecidas cafetinas, não posso
deixar de citar o Pinguim, festejado bar em Ribeirão Preto, onde se tomava o
melhor chopp do interior de São Paulo.
Estando em Curitiba, aproveitei para descer a serra, de litorina,
indo até Paranaguá. Comi nesta cidade portuária, uma das melhores peixadas de
minha vida. E a viagem pela Serra do Mar Paranaense é magnífica.
Outra viagem interessante, menos pelo destino, mas pelo que
encontrei no caminho, foi feita de Curitiba para Piraí do Sul. No caminho
conheci Ponta Grossa e, consequentemente, fui visitar o Parque Estadual de Vila
Velha, com suas formações rochosas
características.
Gente, sempre me dou conta de que viajar como pessoa jurídica
tem suas vantagens. Claro que em viagens a trabalho deixamos mulher e filhos,
ficamos preocupados, saudosos, mas temos oportunidade de conhecer lugares que
não iríamos em condições normais, e muito menos com a família.
Cito como exemplo o “Dragão Verde” e a “Gruta Azul”, ambas em
Porto Alegre, nas avenidas Júlio de Castilho e Farrapos.
É claro que na volta para casa o mínimo que você deveria
fazer era comprar uma cuia de chimarrão, com a bombinha e levar de lembrança.
Mesmo que não tivesse feito saliência e ido apenas assistir ao show de striptease.
Ah!!!Sim, nestas casas citadas - Eny ou Dragão Verde - comia-se (inclusive pela via oral) e bebia-se bem.
Imagens: Google