13 de novembro de 2016

Welcome to Rocklin



Uma internauta, brasileira, apareceu no blog, há dias, informando sobre a existência desta  pequena e acolhedora cidade localizada no Estado da Califórnia, nos EEUU, onde reside atualmente.

Como nunca ouvira falar do local, e curioso, perguntei (através de comentário no post) se ela se disporia a nos dar mais informações sobre a cidade.

No mesmo dia e local, ela respondeu que faria isso com o maior prazer. Você, leitor, recebeu o texto com informações sobre Rocklin?  Número estimado de habitantes, atividade econômica predominante, teria sido, em sua origem, núcleo de imigração de algum povo em especial (digamos finlandeses)?

Possivelmente não, porque se para mim, que ela prometeu não enviou, imagina para você que não prometeu (lol).

Fui hoje, neste domingo chuvoso em Niterói, ao Google a a Wikipédia em busca de alguns dados. Encontrei algumas imagens, sem legendas, que publico a seguir.

Se algum internauta, inadvertidamente, como a Simone, passar pelo blog e entrar, por favor acrescente o que saiba sobre Rocklin.

Vivi até agora (aos 76 anos), sem ter ideia da existência desta cidade. E vivi feliz. Mas agora, sabendo que Roclkin existe, não quero morrer sem saber mais sobre o local.

O que, por exemplo, um brasileiro septuagenário encontraria de prazeroso, surpreendente, importante, inesquecível, em Rocklin, em Placer County, na California, nos Estados Unidos?







11 de novembro de 2016

Clubes e restaurantes

Já escrevi e reitero. Viajar, fazer refeições e passear como pessoa jurídica é outra coisa. Era só pedir a Nota Fiscal para juntar ao Relatório de Despesas.

É evidente que não se podia cometer abusos. O bom senso havia de presidir nossas escolhas. Minha norma era a seguinte: primeiro teria que ter uma compensação pelo fato de estar longe de casa e da família; segundo, não ir jantar em restaurante chinfrim, onde não iria por minha conta; terceiro, escolher um restaurante a la carte, temático, que servisse pratos característico do lugar.

Por exemplo, estando no Recife, ir ao Leite, ou ao Veleiro, e comer lagosta. Sim, lagosta, no Recife, era um prato bem regional.

Este restaurante Veleiro, que ficava no Bairro Boa Viagem, era um point da cidade e chegou a aparecer em filme americano. Soube que foi demolido. Não tenho certeza.

É claro se você era gerente de uma empresa de porte, precisava se vestir adequadamente (com elegância e sobriedade), morar em imóvel (casa ou apartamento) de padrão bom e até hospedar-se e fazer refeições, quando em viagem, em bons hotéis e restaurantes, por causa da imagem da empresa, não necessariamente para lhe proporcionar conforto.

Por conta do exercício de cargos executivos, conheci clubes e restaurantes, que não poderia frequentar se fosse tudo às minhas expensas. Sempre convidado.

Quando, sem ganhar sozinho na loteria, poderia frequentar a Sociedade Harmonia de Tênis, em São Paulo. Entrei pela porta da frente e não fui barrado (rsrsrs). Clube tão exclusivo que não bastava ser rico, tinha que "ter berço" para poder ser sócio.



Pois é, estive neste clube, convidado para um cocktail e para assistir a entrega de prêmios de desenho de estamparia que seriam utilizados na linha mais nobre da Matarazzo.

Eu trabalhava na empresa, e morava em Ribeirão Preto onde ficava a sede.

Outro cube, também chique, um pouco menos, que conheci, em festa de congraçamento de final de ano, foi o Paineiras do Morumby (grafado assim mesmo, com y).



Na foto abaixo, que deixou Wanda enciumada quando viu, que estava olhando de esguelha (soslaio) para outra Wanda, esta da equipe de marketing da Matarazzo Têxtil, estávamos nas festividades de final de exercício.




Em outro estilo, campestre, e mais simples, a Sociedade Recreativa e Esportiva de Ribeirão Preto, tinha bons atrativos e estive lá um par de vezes convidado por sócio. Se eu tivesse continuado a morar em Ribeirão, provavelmente compraria um título da Recreativa, mais pelos filhos. A esta altura já teria cacife para isso, até porque o padrão era inferior ao dos outros citados.




Em matéria de restaurantes, o mais chique que primeiro conheci e experimentei num jantar (pessoa jurídica), foi o Le Arcate, que ficava numa esquina na Rua Avanhadava, nas imediações da sede de O Estado de São Paulo.

Sentei e peguei o menu. Quando estava lendo para escolher o que comer, enquanto tirava um cigarro do maço (fumava na época - até 1982), um garçom, solícito, avançou com o isqueiro para acender.

Já achei um pouco over. Mas, vá lá, confesso que me senti celebridade (rsrsrs). E quando o maitre sugeriu um prato que me ofereceria alternativas, pois teria carne bovina, suina e de ave, achei interessante e aceitei a sugestão.

Veio um carrinho (parecia de prata), e o próprio maitre me serviu, segundo meus desejos em relação ao assado que preferia e os acompanhamentos, basicamente legumes. Aquele carrinho não me saiu da memória durante muito tempo.

Mas o mais surpreendente para mim, na época e sendo minha primeira experiência mais sofisticada, foi a chegada do violinista, que caminhava entre as mesas, fazendo pausa aqui e ali, e parou ao lado de minha mesa, como se estivesse executando para mim.

Fui parar neste restaurante por mero acaso, caminhando pelas cercanias. Estava hospedado no Jaraguá, reservado pela empresa onde trabalhava.

Não sei se o "Le Arcate" existe ainda e se algum dos distintos amigos e amigas que me prestigiam com sua leitura conheceu o restaurante.  Na hipótese afirmativa, comentem porque não vou a São Paulo há anos, depois de ter morado lá, somados os períodos, por cerca de 17 anos.

Antes desta experiência refinada, tinha tido outra quando menino, pré-adolescente, no Hotel Quitandinha, almoçando no salão principal, com meus pais, embora eu e minhas irmãs fossemos crianças (havia um restaurante para as crianças).

Foi minha introdução aos requintes que hoje já não encontramos, como guardanapos de linho, vasilha com água morna e loção para lavar as pontas do dedos, e um suco de tomate ou um consommé entes mesmo da entrada.

10 de novembro de 2016

Quem diz o que quer, ouve o que não quer

Estava sem emprego. E de volta a Niterói. Pensei em virar “Consultor”, coisa que estava muito em voga na época. E fazer palestras. Afinal eu tinha coisas a dizer na área de administração de recursos humanos.

Outra alternativa seria abrir uma pequena  administradora de imóveis. Para ser titular de imobiliária, fazendo compra e venda precisaria fazer um curso que me permitisse, depois de aprovado, fazer inscrição no CRECI, ou seja, Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

Concluído o curso era necessário fazer um estágio. Consegui numa imobiliária conhecida. Fiz plantão num final de semana, num lançamento de prédio em Icaraí.

O curioso é que este edifício, transformado em Condomínio com  a venda das unidades, acabou virando meu cliente, através do Síndico em exercício, muitos anos depois.

Mas voltando ao plantão de fim se semana, na segunda feira cedo, ao chegar à imobiliária, o Joseph (que era o dono) perguntou como tinha sido. Claro que ele queria saber se houve venda (rsrsrs).

Respondi que correra tudo bem. E deveria calar minha boca. Mas não me contive a arrematei: “os apartamentos são uma droga (acho que usei outra palavra); o banheiro social é absurdamente mal projetado; para ir vaso sanitário é preciso pular (passar por cima) o bidê, que está colocado na direção do lavatório, da pia.”

Ele, sério, me respondeu: “você não precisa gostar do imóvel que está vendendo, ou você vai comprar o apartamento”?

Aprendi que para o corretor o imóvel não tem defeitos. Ele é bem arejado, claro, com sol da manhã, bem dividido, o prédio fica em rua tranquila, com comércio nas proximidades, colégios bons.

Claro que não era preciso mentir, apenas não ressaltar as coisas ruins. Sua opinião não vem ao caso. Boca calada.

De outra feita, na Fiat Lux, fui chamado ao gabinete do diretor Nicolo Emmanuel Burke, um ítalo-britânico elegante, de pouca fala.

Mal entrei e cumprimentei,  ele disse o que queria: “nós precisamos implantar o terceiro turno na fábrica de São Gonçalo”.

Respondi que não seria possível, porque isto implicaria na redução do horário de refeição e como nossa atividade era insalubre dificilmente conseguiríamos a aprovação do Sindicato e do Ministério do Trabalho.

Esqueci de dizer que eu era o advogado da área trabalhista, há pouco efetivado. E aproveitei para me exibir.

Sabem o que ele respondeu, no mesmo tom de voz, com o cachimbo no canto da boca? “Não chamei o senhor aqui para me dizer que não pode ser, chamei para o senhor fazer ser possível”.

Cabeça baixa, voz quase inaudível, pedi licença  e voltei ao departamento legal a fim de estudar uma saída.

A terceira vez que falei demais, e esta não esgota certamente as vezes em que deveria ter ficado calado, foi numa conversa com meu filho.

Conversávamos sobre um livro do Sidney Sheldon que ele me emprestou e queria saber se havia gostado. Respondi que não e deveria ter parado aí mesmo minha resposta. Mas não, resolvi justificar e aí me dei mal. Acrescentei que a história era cheia de situações inverossímeis, absurdas e “que assim era fácil escrever”.

Ele  retrucou: tenta!!!

Verdade, não gostara mas isto não significava que era fácil. Já vi cama mal feita e com sinceridade não saberia fazer melhor, porque não é fácil.

Boca calada não entra mosca. Ou, quem diz o que quer ouve o que não quer.


Nota do autor: nunca cheguei a constituir uma administradora (imobiliária) de imóveis. Todavia, anos mais tarde, de volta a Niterói e à advocacia, fui assessor jurídico de duas.

9 de novembro de 2016

You're fired!

Por
GUSMÃO
(rodneygusmao@yahoo.com.br)

Era a frase mais pronunciada por Trump, no reality show que apresentou na TV americana, com o nome de The Aprenttice.


Executivos concorriam a vaga em uma das empresas dele.


Que poderemos, nós brasileiros, esperar dele?

Se a moda pegar, teremos no Brasil, brevemente, Roberto Justus como presidente. Lembram?


Nota do editor: Acho que a Simone (sumiu?) está contente. Ela preferia o Trump.

Happy birthday !

To you Kirk Douglas, nesta data em que se comemora seu centésimo aniversário natalício. 

Este ator norte americano, de origem judaica,  é até hoje reverenciado por sua atuação na pele do escravo Spartacus, em filme do qual  foi também o produtor. Trata-se de um épico, que contou com uma constelação de astros e estrelas em seu elenco. Dois deles, a meu juízo, melhores atores do que o aniversariante: Laurence Olivier e Charles Laughton.

Mas se ele não está entre os meus 5 atores prediletos, certamente está entre os 10. Jamais seria classificado como canastrão, mas seu brilho estava mais na aparência física e por encanar homens fortes e corajosos.

Seu melhor papel, para mim, não obstante a fama conquistada com Spartacus, foi interpretando o dentista, tuberculoso, beberrão e jogador inveterado, hábil e rápido no gatilho, amigo do não muito ético xerife Wyatt Earp, num dos clássicos do gênero far west: "Sem Lei e Sem Alma".

Baseada em fatos reais, "Gunfight at O.K Corral" apresenta de forma romanceada um famoso tiroteio ocorrido num curral, na cidade de Tombstone, no Arizona, quando o xerife, ajudado por seus irmãos, e mais o Doc Holliday, enfrentou a família Clanton. Derrotando-os, claro.

Assisti a algumas versões deste episódio da história americana na época da conquista do oeste. Esta é a melhor delas. Inclusive pelo elenco. O ator principal, que vive o personagem Wyatt Earp é o Burt Lancaster.

E parece que a Academia Cinematográfica, que confere o mais cobiçado troféu do cinema, pensa como eu pois o Kirk Douglas jamais ganhou a estatueta por um papel (e foram vários). Ganhou sim, um honorífico, já aposentado, pelo conjunto de sua obra. Merecido.

Eis os bigodudos, parceiros, Wyatt Earp e Doc Holliday, em imagens colhidas no Google.


Ouçam o tema na voz de Frankie Laine. Bem na linha de filmes bang-bang.



8 de novembro de 2016

Memória em dia ... inconfidências

Não exercito a memória com palavras cruzadas ou quebra-cabeças, nem estimulo com remédios ou quaisquer outros recursos existentes. Existem?


Mesmo quando fiz o AVC, que para minha surpresa o neurologista diagnosticou como AIT, tive comprometimento da memória. Ainda bem, porque minha atividade depende muito da memória. Depois explico. Se não hoje, outro dia.

Estava relembrando as mudanças de emprego, casa, cidade, e amizades. Só fiquei fiel à mulher com quem casei (53 anos) e ao clube de futebol, Vasco da Gama (68 anos).

Trabalhei nas áreas industrial, comercial e de prestação de serviços. Só não trabalhei em atividade agrícola, rural.

Bancos, ou seja, prestação de serviços, foram dois; em ambos com curtas passagens. Indústrias foram várias, de atividades diversificadas (fósforos, tecidos, azulejos, medicamentos, cosméticos) e na área comercial supermercado.

Em função de minha atividade funcional, conheci cidades como Jaguariaíva, no Paraná, onde a Fiat Lux mantinha uma reserva florestal com pinus thaeda, uma das madeiras mais adequadas para fabricação de fósforos.

Reserva de pinus thaeda

Não vou relacionar todas, apenas aquelas que, por alguma razão, merecem menção. Exemplo? Bauru, no interior de São Paulo. Lá ficava um dos mais conhecidos bordeis brasileiros, conhecido como “Casa da Eny”, mas que tinha o nome oficial conforme foto abaixo.


Para quem nunca ouviu falar, sugiro leitura da matéria abaixo:

Em São José dos Campos, onde cheguei a residir, conheci várias indústria daquelas região do Vale do Paraíba (Taubaté, Caçapava, Jacareí): Embraer, Johnson&Johson, General Motors, Nestlé, National/Panasonic, e várias outras menores como Cobertores Parahyba, e elevadores Kone.







São José dos Campos tem uma localização estratégica. De lá existem estradas de acesso ao litoral e a serra. Campos do Jordão, por exemplo, ou Ubatuba e Caraguatatuba (praias oceânicas).

Já que citei a Eny, em Bauru,  uma das mais conhecidas cafetinas, não posso deixar de citar o Pinguim, festejado bar em Ribeirão Preto, onde se tomava o melhor chopp do interior de São Paulo.

Estando em Curitiba, aproveitei para descer a serra, de litorina, indo até Paranaguá. Comi nesta cidade portuária, uma das melhores peixadas de minha vida. E a viagem pela Serra do Mar Paranaense é magnífica.


Outra viagem interessante, menos pelo destino, mas pelo que encontrei no caminho, foi feita de Curitiba para Piraí do Sul. No caminho conheci Ponta Grossa e, consequentemente, fui visitar o Parque Estadual de Vila Velha,  com suas formações rochosas características.


Gente, sempre me dou conta de que viajar como pessoa jurídica tem suas vantagens. Claro que em viagens a trabalho deixamos mulher e filhos, ficamos preocupados, saudosos, mas temos oportunidade de conhecer lugares que não iríamos em condições normais, e muito menos com a família.

Cito como exemplo o “Dragão Verde” e a “Gruta Azul”, ambas em Porto Alegre, nas avenidas Júlio de Castilho e Farrapos.

É claro que na volta para casa o mínimo que você deveria fazer era comprar uma cuia de chimarrão, com a bombinha e levar de lembrança. Mesmo que não tivesse feito saliência e ido apenas assistir ao show de striptease. 

Ah!!!Sim, nestas casas citadas - Eny ou Dragão Verde - comia-se (inclusive pela via oral) e bebia-se bem.

Imagens: Google

7 de novembro de 2016

Pirataria, clonagem, patentes e marcas

O sorvete nasceu com o nome Hébom, em 1970. Claro que era uma clara alusão ao sorvete mais conhecido e apreciado na época, o Kibon.


Era evidente que a General Foods, detentora da marca Kibon, na época, não iria se conformar. Foi para a Justiça, e depois de longa batalha nos tribunais, conseguiu que fosse proibida a comercialização do sorvete Hébom, com este nome.

Numa sacada criativa, bem original mesmo, e que funcionou, o fabricante mudou o nome para “Sem Nome”, numa referência ao fato de ter perdido o nome no Judiciário.


Este é um exemplo, e não estou julgando a ética e postura da empresa, de oportunismo. Não sei se a formulação do sorvete “Sem Nome” era diferente ou se havia, também, cópia do processo de fabricação.

Este e vários outros exemplos de clonagem, pirataria, de fórmulas e nomes comerciais, são encontráveis em vários ramos de atividade.


Para entrar no tema do título, vou relatar para vocês o que chamo genericamente de picaretagem.

A Matarazzo têxtil promoveu um concurso de desenhos de estamparia. Organizou um cocktail, na Sociedade Harmonia de Tênis (clube fechado e seletivo), para premiação dos vencedores dos desenhos que estampariam tecidos finos (teriam as matrizes, fotolitos, inutilizadas depois), um investimento alto como se pode avaliar, e que teve um final decepcionante.

Sociedade Harmonia de Tênis


O Harmonia era tão exclusivo que se murmurava à sorrelfa, durante o cocktail de lançamento de coleção dos tecidos Matarazzo, que o Silvio Santos, já empresário e rico, não poderia comprar título do clube por faltar-lhe berço (pedigree).

Vejam vocês que estes desenhos, que precisariam ser exclusivos, dado o público alvo, pois estampariam tecidos da mais alta qualidade, acabaram copiados por pequenas tecelagens, do sul de Minas. Pior, aplicados em tecidos de qualidade bem baixa, populares, como chita ou fustão.

Como reagiria a mulher que comprou um tecido caro, foi  ao atelier de um costureiro famoso para fazer um modelo exclusivo, e depois teve o dissabor de ver a sua estamparia no vestido da caixa do supermercado, com todo o respeito às caixas, que entram aqui como Pilatos no credo. Poderia ser uma bancária, uma funcionária pública, etc.

Os advogados estudaram um meio de coibir, mas acho que nunca tiveram sucesso.

Essa pirataria, nociva sob todos os aspectos, não ocorria apenas nas fábricas de tecidos.

Também em Laboratórios Farmacêuticos ocorriam muitas piratarias. Medicamentos tinham as suas fórmulas copiadas, eram lançados no mercado com nomes parecidos, que poderiam ser associados ao original e até as embalagens (os cartuchos ou caixinhas) eram bem parecidas.

Esses medicamentos eram chamados de “similares”. Nada a ver com os genéricos, que foram aprovados por lei e lançados muito depois. O espírito é parecido. São formulações iguais a de produtos de marca, desenvolvidos e lançados por laboratórios grandes (multinacionais), fruto de muitas pesquisas, e que são fabricados e comercializados por outros, sem nome comercial, e apenas com indicação do princípio ativo.

Se querem um exemplo bem simples, a Novalgina, marca registrada, pode ser comercializada como dipirona sódica, nome do sal principal.



Aqueles similares eram vendidos nas farmácias porque oferecidos como alternativa ao cliente, que ia com a receita indicando o produto original e o balconista oferecia este outro parecido, segundo ele de mesmo efeito.

Essa prática era conhecida como "empurroterapia". Esses laboratórios pagavam bônus aos farmacêuticos.

Quando você vê CDs piratas, de artistas famosos ou de jogos, vendidos nas calçadas a preços aviltados, acaba comprando e estimulando a pirataria, a clonagem. Acha que o mal é pequeno.

Mas saiba que você já comprou muito gato por lebre, e não foi nos espetinhos na porta do estádio ou na quermesse da igreja.

Bem feito! O esperto é imediatista e caminha a passos curtos.