7 de fevereiro de 2016

Feijoada com samba e futebol

O tempo ajudou e a temperatura ficou um pouquinho mais amena do que no sábado e sexta-feira passados. Deu para comer o feijão mais incrementado, também conhecido por feijoada.

As marchinhas e sambas do passado fizeram o fundo musical. Serpentinas que se cruzavam no teto e algumas outras, cortadas aos pedaços,  em  forma de franja, decoravam o ambiente, dando um clima carnavalesco.

Antes de chagarem os convidados já  assistira ao Arsenal ganhar do Bournemouth, pelo campeonato inglês.

O feijão foi elogiado, o que deixou a Wanda muito contente. As caipirinhas, que também levaram a assinatura da dona e gestora  da casa também fizeram sucesso. As marchinhas, algumas do tempo em que meus filhos nem eram nascidos, entretanto tinham suas letras conhecidas. Porque são clássicas.








Estas fotos são de meu celular. Mas certamente receberei outras melhores, porque outros fotografaram também.

6 de fevereiro de 2016

Quero ver não dar nota dez para o samba




A Escola de Samba Estácio de Sá desfilará neste ano com um enredo exaltando São Jorge. O samba de enredo tem a letra a seguir. Logo abaixo coloco o link para ouvir.

Quero ver quem terá coragem de não dar nota dez para este samba.


Compositores: Édson Marinho, Adilson Alves, Jorge Xavier, André Félix, JB e Salviano
Participação especial: Merica e China
Intérpretes: Leandro Santos, Wander Pires e Dominguinhos do Estácio
A PÉ EU VOU
EMPUNHANDO A LANÇA
DO SANTO GUERREIRO
SOU EU MAIS UM FILHO DE JORGE
NESTA LEGIÃO HERDEIRO FIEL
VOU SEGUIR NA MISSÃO
NA CAPADÓCIA NASCEU, O MENINO LUTOU
ENFRENTOU DESATINO DO IMPERADOR
O SER AMADO ADMIRADO
INVENCÍVEL DEFENSOR
ESTOU VESTINDO COM AS ARMAS DE JORGE
MEUS INIMIGOS NÃO VÃO ME ALCANÇAR
TU ÉS BONDADE PELO MUNDO INTEIRO
SANTO PADROEIRO IGUAL NÃO HÁ

ROGAR SEUS MILAGRES EM DEVOÇÃO
FAZER A CRIANÇA VIRAR UM LEÃO
EM PROTEÇÃO, ORAI AO GLORIOSO PAI
MESMO DA LUA POR NÓS OLHAI
AMANHECEU A ALVORADA ANUNCIA
DIVINA ALTEZA SENHOR DA CAVALARIA
PREPARE O FEIJÃO, Ê BAIANA, PÕE TEMPERO
DÁ NO COURO BATUQUEIRO
PRA MINHA ESTÁCIO DE SÁ
FAZER DA AVENIDA SEU ALTAR
SOU TEU FIEL SEGUIDOR, MEU CAVALEIRO
POR DIA MATO UM DRAGÃO, SOU BRASILEIRO
ESTÁCIO VESTE SEU MANTO CARREGADO DE AXÉ
SALVE JORGE GUERREIRO NA FÉ





Como já declarado, reiteradas vezes neste espaço virtual, minha escola do coração, desde há muito, é a Portela. Mas este ano, em face do enredo da Estácio, ela contará com meu apoio. Afinal, São Jorge está em primeiro lugar.

Salve Jorge!!!

Os goleiros

Antes de entrar no assunto escolhido para hoje, quero fazer uma observação baseada na leitura que acabo de fazer, em jornais impressos e portais eletrônicos.

Comparado a Lula, o coitado do Maluf poderia ser qualificado como "ladrão de galinha”, ou seja, um pé- rapado. Lula é mais sofisticado, mais ganancioso, tem mais esquemas, é mais blindado.

Vejam que ele não se suja por pouco não.



Acessando os dois links acima, irão verificar que os goleiros Gomes, do Watford,  e Forster, do Southampton, foram barreiras intransponíveis e responsáveis diretos pelos resultados em branco, em suas partidas contra os poderosos londrinos Chelsea e Arsenal.

E assim tem sido nos últimos anos, principalmente nas ligas europeias. Grandes goleiros têm sido protagonistas em algumas partidas. E não falo apenas das equipes de ponta, como Barcelona, Real Madrid, Bayern, Manchester United, Arsenal, Chelsea, e outros de  quilate parecido. Equipes medianas também se preocupam em manter em seus elencos não um, mas pelo menos dois experiente arqueiros.

Victor Valdés era muito questionado no Barcelona. Achavam que ele não estava a altura dos demais jogadores, principalmente porque o Real Madrid tinha o Iker Casillas, também da seleção espanhola.


Casillas
Só que as falhas do Valdés não comprometiam o resultado das partidas porque o ataque fazia mais gols do que o adversário.

Lembro, aqui no Brasil, do time do Santos,  de Pelé, Coutinho & Cia.Ltda., mesmo com Gilmar no gol, tomava muitos dos adversários. Apenas, como dizia o próprio goleiro, “mesmo que eu tome quatro, o ataque vai lá mete seis e ganhamos o jogo”.


Gilmar
Tirante Castilho, no Fluminense, Barbosa, no Vasco, e o citado Gilmar (Gylmar dos Santos Neves), que atuou anos no Corinthians (onde foi contestado e barrado) e depois no Santos, que tiveram destaque, não se pode afirmar que tivemos um goleiro que fosse o melhor jogador de um determinado time ou da seleção.

Waldyr, Leão, Felix, foram até campeões mundiais, mas não eram confiáveis. Não eram referência nas equipes. Longe disso.

E a explicação me parece lógica. Nas décadas de 1940 e 1950, quando eu era garoto, nas peladas ninguém queria jogar no gol.

Para o gol ia o menos habilidoso, o perna-de-pau, a menos que ele fosse o dono da bola. Por isso fui, muitas vezes, o goalkeeper nas peladas no antigo campo do Diário Oficial (na rua Jansen de Mello) ou no campo do Vianense, na Ponta D'Areia.

Dos tempos de outrora só lembro, como lenda até hoje, do Lev Yashin, da seleção russa. O Gordon Banks, que fez a defesa milagrosa na cabeçada do Pelé, era um arqueiro mediano.


Yashin, apelidado de "Aranha Negra"

Cada vez mais me convenço que o Dadá Maravilha estava com toda a razão quando numa de suas célebres frases de efeito afirmou que um time tem nove posições e duas profissões: goleiro e centroavante.

Com efeito, o Vasco caiu por falta destes dois profissionais: um goleiro e um centroavante goleador.

Atualmente rapazes mais altos, de boa envergadura, já se interessam em iniciar, nas categorias de base, como goleiros. Está virando “profissão”, como lecionou o Dadá.

Não posso encerrar sem falar de dois excelentes goleiros que vi jogar, e que não tiveram o justo e merecido reconhecimento. Um deles teve apenas no exterior.

Falo de Veludo (Caetano do Silva Nascimento), do Fluminense e de Helton (Helton da Silva Arruda), do Vasco. Boa elasticidade, senso de colocação, saída de jogo com as mãos, firmeza nas bolas altas cruzadas na área, enfim bons em todos os fundamentos de um goleiro confiável. 


Veludo

Helton
Veludo, embora reserva de Castilho, foi convocado para a seleção de 1954; e Helton, reserva do Carlos Germano, foi convocado para a seleção olímpica de 2000.

Helton ainda joga em alto nível no F.C do Porto.


Nota do editor: vejam esta novidade em matéria de treinamento:
http://globoesporte.globo.com/pi/futebol/times/river-pi/noticia/2016/02/por-goleiros-mais-velozes-river-pi-usa-bolinha-de-tenis-e-raquete-em-treino.html

4 de fevereiro de 2016

Fora Dilma! Falta-nos um Lacerda

Quando Dilma propõe que  o congresso ponha em votação e aprove a CPMF, não bastam algumas vaias isoladas ouvidas no plenário do Congresso.

Precisaríamos de uma voz contundente, de alguém bem articulado e corajoso, para impor uma contrapartida ao seu apelo.

Alguém com algum carisma e força moral, que pudesse em alto e bom som lançar um desafio. No momento, lembro do Lacerda, Carlos Lacerda.

Se o objetivo é tirar o país do atoleiro em que o PT o meteu, com inflação em alta, taxas crescentes de desemprego, redução drástica da atividade econômica e queda da arrecadação, e é necessário esforço comum, independentemente de partidos ou bandeiras, poderíamos fazer uma barganha.

O povo admite mais sacrifícios, aceita a CPMF e até revisão das normas de aposentadoria em troca da renúncia da Dilma.

O que não faz sentido é impor-nos mais encargos, mais arrochos, para salvar o governo dela. Nós não temos parcela de culpa nos malfeitos de seu governo: corrupção, pedaladas fiscais, compra de base política aliada.

A parte que caberia à presidente, no chamado esforço comum, seria renunciar, demonstrando dignidade e real preocupação com os destinos da nação.

Mas não temos oposição confiável, atuante, respeitada. Falta-nos, e não é de agora, um  brasileiro com perfil  de estadista. Alguém capaz de mobilizar a sociedade a fim de que retomemos o caminho do crescimento com Dilma fora do poder. Se ela não renúncia, por falta de grandeza, então vamos tira-la pelo meio legal que é o impeachment.



Sem ela eu topo pagar CPMF.

3 de fevereiro de 2016

Futebol na Europa II


Este ano haverá uma edição do Campeonato Europeu de Futebol, conhecido como Eurocopa, a meu juízo uma competição mais equilibrada do que a Copa do Mundo da FIFA.

Entretanto é nesta competição que fica evidente que o que faz com que os campeonatos europeus, em especial os da Inglaterra, da Alemanha, Espanha, Itália e França sejam tão atraentes e vendidos para o mundo todo, é também um veneno para as seleções nacionais.

Acaba por ser tecnicamente inferior à Champions League.

Vejamos os seguintes fantásticos ataques de alguns dos últimos campeões da Champions:
Real Madrid – Bale (galês), Benzema (francês), Cristiano Ronaldo (português).
Barcelona: Messi (argentino), Luis Suárez (uruguaio), Neymar (brasileiro).
Bayern de Munique: Ribéry (francês), Robben (holandês), Lewandowski (polonês). E em outras posições ou na reserva: Tiago Alcântara e Douglas Costa (brasileiros) Arturo Vidal (chileno).
Chelsea:  Hazard (belga) Diego Costa (espanhol) Pedro (espanhol). E em outras posições ou na reserva: Fàbregas (espanhol) William, Oscar e Kenedy (brasileiros) Falcão Garcia (colombiano). E agora Pato.

E no Paris Saint-Germain, que não ganhou a Champions mas está crescendo: Ibrahimovic´ (sueco), Cavani (uruguaio), Di Maria  e Lavezzi (argentinos). Mais uma série de estrangeiros em outras posições. O PSG tem 24 pontos a mais do que o segundo colocado no campeonato francês.

Africanos (muitos), asiáticos (alguns), sul-americanos (argentinos, brasileiros, chilenos, colombianos, etc), não irão disputar a Eurocopa, mas participam, por suas equipes, na Champions.

A seleção alemã é boa? É. A seleção espanhola  é boa? É. A seleção italiana e boa? É. No momento a seleção belga é boa? Sim, é muito boa. Mas algumas das equipes citadas jogam futebol mais vistoso, mais estético, mais agradável plasticamente do as seleções.

O futebol na Europa melhorou muito em função, também, da importação, pelos clubes, de técnicos com visões e táticas diferentes. Na Inglaterra os técnicos dos times de ponta são holandeses, espanhóis, argentinos, franceses, um alemão e um chileno. Já teve, até pouco tempo, um português e um espanhol.

Enquanto isso, na Alemanha, brilha um técnico espanhol. Brilhava, pois enquanto escrevia este texto, o  Pepe Guardiola se comprometeu com o Manchester City, clube inglês que dirigirá na próxima temporada. E nem se pode dizer que o Manuel Pellegrini  (chileno) não fez um bom trabalho no Manchester City.

A equipe campeã invicta do Arsenal, na temporada 2003/2004, foi responsável pelo alavancagem do futebol na Inglaterra e fez da Premier League a campeonato mais importante do planeta.

Isto porque o Arsène Wenger montou uma equipe que jogava um futebol arte sem deixar de ser competitiva. O futebol inglês deixou de ser o do chuveirinho, da bola alçada na área. Ainda hoje a equipe da Arsenal não dá chutão e não tem jogador trombador. E o Wenger está completando 20 anos no clube.

Bem, Alex Ferguson (escocês) ficou 26 anos a frente do Manchester United, mas seu estilo era diferente, embora também vitorioso.

A universalização de jogadores e técnicos esta contribuindo muito para melhoria do futebol e diminuindo as diferenças técnicas e táticas entre os clubes e seleções. 

Quando, há alguns anos, poderíamos imaginar que a China, a Índia e países do Oriente Médio teriam ligas de futebol atraentes. E que a liga americana ressurgiria das cinzas deixadas por Pelé, Carlos Alberto (capitão do tri), Beckenbauer e outros bons jogadores.

Alguns técnicos brasileiros tiveram oportunidades em times de ponta na Europa, mas não aprovaram. Casos de Luiz Felipe Scolari, no Chelsea, e de Wanderley Luxemburgo, no Real Madrid.

Abaixo alguns técnicos estrangeiros que dirigem equipes inglesas. O destaque, neste momento, vai para o veterano Claudio Ranieri, italiano, que comanda o modesto Leicester City, colocado entre os primeiros no campeonato.

Mourinho, ora sem clube, foi responsável pela ascensão do Chelsea a condição de protagonista na Premier League.

Já fiz esta comparação e vou repeti-la. A uva cabernet sauvignon se adaptou tão bem em vários países que os vinhos desta casta estão quase pasteurizados. As diferenças entre os fabricados em diferente regiões é muito pequena.O futebol vai por este caminho.


Arsène Wenger
Louis van Gaal
Jürgen Klopp
José Mourinho

Rafael Benitez


Manuel Pellegrini
Claudio Ranieri

Mauricio Pachettino


É fato que algumas gerações de jogadores e táticas inovadoras empregadas levaram alguns países a brilharecos. Vi o fabuloso selecionado húngaro de 1954, com Puskas; vi o carrossel holandês (ou laranja mecânica), de Cruyff, em 1974. Assisti, no Maracanã, a fantástica seleção brasileira de Zizinho (gênio do futebol), em 1950. Não conquistaram as Copas.


Remuneração dos técnicos de ponta:
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/02/02/guardiola-ganhara-r-43-mi-a-mais-que-2-tecnico-mais-bem-pago-veja-top-10.htm

2 de fevereiro de 2016

Afetação & exibicionismo

Quase tudo que escrevo neste blog, a bem da verdade, é para me exibir, com algum pudor e as vezes com sentimento de culpa.

Sei que uma ou outra palavra que emprego, "no correr da pena" como quando os textos eram manuscritos, por não serem usuais levam o leitor mais interessado ao Aurélio ou Houaiss. A menos que o leitor seja o Romário, não o ex-jogador e ora senador, mas sim o “homem dicionário” que se apresentava no programa do Cesar de Alencar, era morador de Niterói, e parecia conhecer todo o dicionário, respondendo aos desafios do auditório e da produção, dizendo o significado de palavras por eles escolhidas. Os mais antigos conheceram.

Poderia, falo de mim, talvez, substituir a tal palavra inusual por outra mais comum, usada nas conversas coloquiais, mas aí qual a graça? Como vou mostrar que tenho um vocabulário rico?

Não estou me comparando, mas quando o Saramago empregou esgargalado em seu livro “O homem duplicado”, não estava se exibindo (ele não precisava); já o Chico Buarque (em "Budapeste") talvez tenha usado o glabro de caso pensado, para demonstrar que herdou alguma coisa do tio/dicionário.

O mesmo (exibicionismo) ocorre quando falo de minhas viagens. A intenção não é dar dicas, boas sugestões? Não! Confesso que o intuito é aparentar ser um homem viajado, que conheceu outras culturas. Embora monoglota.

Wanda no Vale do Loire, eu fotografando.
E quanto às leituras? Não é diferente. Se comento, mesmo de passagem, um ou outro livro, é porque pretendo induzir o paciente leitor a pensar que sou um homem amigo das letras, chegado à literatura.


Leio menos do que escrevo, o que é um erro sem perdão. Já Borges (Jorge Luiz) se jactava não do que escrevera (e sua obra é vastíssima, em prosa e verso), mas sim do que havia lido. Por isso ele é reverenciado.

Borges
São parcos os meus feitos profissionais e pessoais, mas procuro sempre dar-lhes - quando os comento - cores vivas e brilhantes. Para valoriza-los acima e além do devido, do justo, do razoável.

Fiz carreira meteórica e convivi com o sucesso, ou pelo menos foi assim que me vendi nos curricula.

Não sou vaidoso por falta absoluta de dinheiro. Se tivesse recursos financeiros eu seria um poço de vaidade, afetado, presunçoso, pedante, e outros adjetivos menos nobres.

Peladas 
Num aspecto sou como a maioria. Nunca sou responsável por meus fracassos. Sempre os atribuo aos outros. Nunca perdi uma briga, nem aquelas de meninos em peladas de futebol. Sempre fui eu que dei a porrada (e ficou por isso mesmo), que xinguei a mãe do oponente e cantei de galo.


No trânsito sempre me impus, descendo do carro e dizendo cobras e lagartos para os motoristas “barbeiros”. Outra bravata mentirosa, e comum entre os homens, comigo incluso.

Coleciono elogios com carinho; às críticas, geralmente injustas ou muito severas, dou valor relativo e sempre as atribuo à ignorância ou insensatez de quem as faz.

Sou quase normal: exibido! Embora tentando demonstrar modéstia, que é uma das atitudes mais falsas.

Cuidado com as críticas que possam fazer a este post, porque reitero que geralmente são injustas e fruto da ignorância de quem as faz. 


Imagens: Google, exceto, claro, a que fizemos num dos castelos na região do Loire.


Também está no Google. Vale do Loire e seus castelos


O Vale do Reno, na Alemanha,  também tem inúmeros castelos

1 de fevereiro de 2016

Figura humana - retratistas

Pegando o gancho do Freddy, em post recente, vou vender meu peixe.

Há alguns anos minha mulher, a  fim de aproveitar uma aptidão inata, resolveu fazer um curso de desenho artístico. Houve-se bem, e o professor - Severus - bastante conhecido no meio, incentivou-a a fazer pintura.

E assim foi feito. Começo no atelier de Ana Canella, em Niterói, e quando de nossa mudança para São Paulo, entre 1987 e 1995 frequentou o atelier de  Vera Castanhari.

Quando ela se animou a tentar vender algumas telas (depois de presentear os filhos, as cunhadas e amigas) expôs no Campo de São Bento e na Praça Getúlio Vargas, em Icaraí.


Campo de São Bento - Icaraí - Niterói

Praça Getúlio Vargas - Icaraí - Niterói

Como eu, o mais das vezes, a acompanhava nestes finais de semana, algumas vezes era abordado por passantes interessados que pediam informações sobre a técnica, material (óleo sobre tela, moldura, paspatur). E, para me complicar, faziam considerações sobre o trabalho artístico.

Conclusão: tive que aprender algumas noções de perspectiva, volume, profundidade, luz e sombra, e outras minudências. Marinha, figura humana, autorretrato, paisagem. E distinguir entre surrealismo, concretismo, cubismo, impressionismo, estas coisas de estilo, escola.

O que aprendi tirou-me da total ignorância e colocou-me na categoria dos que nada sabem desta arte plástica. Em compensação, ao visitar alguns museus em Paris, Barcelona, Madrid, Berlim, Viena, o do Vaticano e outros menos votados, acho que aproveitei melhor as visitas. 

Bem, li tudo que a Wanda comprou no período. Livros, almanaques, coleções de fascículos, tudo com ilustrações e comentários sobre técnica, estilo e características de cada um dos gênios da pintura.

Tendo arrostado minha ignorância no assunto, neste introito, posso fazer minhas escolhas pelo viés da emoção que a obra me provoca. Existem muito mais telas fantásticas do que o que nos é dado supor. De famosos e desconhecidos (ou pouco reconhecidos).

Vou-me permitir eleger os preferidos, em cada conceito, começando, hoje, pelos  autorretratos e figuras humanas. Fico com os abaixo:

Diego Velázquez

Frans Hals

Rembrandt

Figuras humanas (crianças) dos mesmos artistas:

Obra de Frans Hals

Obra de Velázquez

Obra de Rembrandt

Nota explicativa:  tive a felicidade de apreciar, no Museu del Prado, em Madrid, o melhor de Velàzquez, ao lado de obras de Goya e El Greco.

Em minhas poucas, mas proveitosas, viagens ao exterior, procurei sempre que possível (tempo de permanência, horários de visitas, etc), visitar prioritariamente: museus, catedrais e universidades. 

Imagens Google.