12 de janeiro de 2015

REAPROXIMAÇÃO CUBA-USA

Deixo aqui minha contribuição para a futura "Comissão da Verdade" a ser instalada em Cuba dentro de alguns anos, quando os sanguinários irmãos Castro tiverem perdido o controle totalitário que impõem ao país, e as instituições voltem a funcionar devidamente.






As imagens desses fuzilamentos sumários, sem direito a defesa ou julgamento, foram divulgadas pelos próprios revolucionários/ditadores/sanguinários.

O que me deixa mais indignado, puto da vida com esses socialistas de meia-tigela, é que aqui crucificam os militares por eventuais atos de tortura, mas aplaudem e endossam os crimes brutais perpetrados por Castro et caterva.

11 de janeiro de 2015

Parece piada

A Associação Portuguesa de Desportos, de São Paulo,  simpática agremiação rubro-verde, caiu para a série “C” no campeonato brasileiro.



Está numa rota parecida com a do América Football Club, do Rio de Janeiro, mui respeitada agremiação rubra.



No cenário nacional, penso que a Portuguesa teve mais destaque do que o América. Mas inegavelmente ambos os clubes têm enorme tradição e muitas glórias.

Em seus elencos atuaram grandes astros do futebol brasileiro, com passagens por seleções nacionais. Pena que chegaram a este ponto. Fundo do poço? Irreversível? O futuro dirá.

Foi por causa da situação da Portuguesa que cheguei a uma história real, que tem todos os ingredientes de piada de português.

Consta que embaixo do gramado do Estádio do Canindé, que pertence a Lusa Paulista, está enterrado um enorme trator. Um erro de projeto e cronograma de execução da obra, resultou que foram construídas as arquibancadas e os muros de proteção antes da retirada do trator. Não havia passagem com dimensões suficientes.

A única solução seria derrubar parte da construção para que fosse retirada a tal máquina. O custo seria muito alto sem contar com o atraso na conclusão.

Vai daí que ficava mais barato enterrar definitivamente o trator. E esta teria sido a solução. Digo teria pois não sei se tal fato é comprovado.

Mas a piada de português não está neste fato. Há outro mais significativo e, este sim, comprovado e documentado.

No Estádio Alvalade, do Sporting Lisboa, em Portugal, bonito e moderno, durante a construção, ergueram dois enormes painéis com placares eletrônicos.


Bonito Estádio Alvalade
Mas por erro de projeto estes placares, que não têm como ser remanejados para outro local, impedem a visibilidade de 600 lugares nas arquibancadas. Ou seja, os torcedores que comprassem ingressos para aqueles setoes, atrás dos placares, não teriam como assistir as partidas.

No dizer casto e puro do idioma pátrio, os 600 lugares ficam “por detrás de dois ecrãs gigantes, logo sem visibilidade para o relvado”

Não havendo alternativa, alguém teve a brilhante ideia de bloquear aqueles 600 lugares, destinando-os exclusivamente a cegos, que gozariam de gratuidade. Isso foi aprovado.

Só que a Associação Portuguesa de Desportos para Deficientes manifestou junto as autoridades públicas e a imprensa, indignação pela cedência dos 600 lugares para a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, considerando que esta cessão dos 600 lugares aos cegos atenta contra a dignidade humana, afirmando que isto afronta os mais elementares princípios de cidadania plena, levando os deficientes para uma situação de total segregação.

Estariam criando um gueto dentro do Estádio. Quem quiser saber mais deve pesquisar na rede. Acrescento somente que ainda tem a questão da entrada de cães-guias que não sei como resolveram.

Nota do editor: muita gente, mais jovem, não sabe que a A. A. Portuguesa, localizada na Ilha do Governador, já disputou o campeonato Carioca. Assim como na cidade de Santos, em SP, também tem uma Portuguesa Santista, que disputa campeonato paulista.
Mas a Associação Portugesa de Desportos, da capital paulista,  sempre teve mais destaque e história rica.

Musa inoxidável

Acreditem, nossa musa do tênis continua, caminhando para os 28 anos de idade (faz aniversário quase na mesma data que eu - ela 19 e eu 21 de abril), ainda jogando em alto nível, sem perder o charme e a beleza.

Conquistou no sábabo, dia 10, o primeiro torneio do ano. Venceu, na final, outra ótima tenista, não menos bela e charmosa, a servia Ana Ivanovic. O torneio foi realizado em Brisbane, na Austrália.

Leiam as matérias em https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcS_e_1EZRqgYB3IyL47GOnB7Wr7U2a-jzPGUP442JhGlL-xgbmyKQ
As imagens falam por si.

Primeiro Maria Sharapova.







Agora Ana Ivanavic.




10 de janeiro de 2015

Carnaval em Wichita


Por
Elizabeth Paiva
(Beth)






Fiquei pensando na sua sugestão de escrevermos algo sob o tema-guarda-chuva "Carnaval".

Meu caro, estando aqui onde estou, Carnaval é a coisa mais remota  que você possa mencionar (lol).

Ninguém tem a menor ideia do que se trata. Nos Estados Unidos, já estive uma vez, na época do nosso Carnaval, em Houston, no Texas... Todo o lugar onde eu entrava, as pessoas (vendedores, atendentes etc) tinham no pescoço colares coloridos, que pareciam serem feitos de enfeites tipo bolas de natal... 

Confesso que, depois de verificar que todos usavam aquelas coisas, perguntei por que, e me responderam que era Mardi Gras, obvio, ora... 

Quer dizer: aquilo era o máximo de manifestação comemorativa de Mardi Gras... ou Carnaval... Parece que em New Orleans a festa de Mardi Gras é mais animada, mas nada tem a ver com o Carnaval Brazilian Style...

Agora, me imagine aqui, em Wichita... lol 

Brasileiros se derretendo de calor e nós aqui, com temperaturas tão malucas, que eu, ao acordar, a primeira coisa que eu faço é consultar o meu Weather Alert do celular. 

Aí, ainda com sono,  fico querendo entender o que me espera lá fora, já que a primeira coisa que faço ao levantar é levar Aninha "lá fora"... ah!...

Hoje, por exemplo, estava: temperatura de - 14º C  Real Feel (a nossa sensação térmica)  - 26º C ... Quer dizer, você abre o olho de manhã e se depara com esse quadro congelante que está ali fora esperando por você...

Olho pela janela, vejo os primeiros raios de sol gelado surgindo, iluminando a neve que não vai embora, (não obstante tenha 5 dias que não cai um nada de neve)...  então, a paisagem é linda lá fora:  tudo branco e o sol nascendo, um jogo de sombras e luz muito lindo. Mas, com menos 26 graus, é duro ir lá fora.

Mas como sou guerreira e nada me derruba - lol - coloco a coleira na Aninha, boto um gorro de lã que eu mesma tricotei na minha cabeça (ainda bem que é na cabeça), o robe de chambre que, feito na China, esquenta como louco, mas ainda por cima dele visto um casaco à prova de vento... E coloco, em cima da roupa tricotada de Aninha, um casaco de fleece para protegê-la do impacto do super frio da manhã.

E assim, lampeiras, enfrentamos o que eles chamam de wind chill (aquele ventinho cretino que congela a sua lágrima) para que Aninha faça seu pipi, ainda líquido, e seu pupu (que eu recolho no saco plástico para jogar mais tarde no lixo).

E assim, com perspectivas de que nos próximos três meses será essa a rotina aqui no hemisfério norte, face ao tempo da estação inverno em curso, pode crer que de Carnaval não teremos nenhuma manifestação foliona.

E, como esqueci de trazer, nem mesmo o meu colarzinho havaiano eu vou colocar para mostrar às pessoas como sou carnavalesca... lol

Já que você implorou que eu mande meus textos em word, vou copiar este e-mail e colar lá no meu docx., que é o que tenho instalado neste computador. Espero que dê certo.

Beijos da amiga congelada para os amigos, foliões ou não, que se encontram derretendo de calor. Muito embora, até o carnaval, ainda falte muito... Haja suor até lá...


Visão do quintal, através da janela, no dia 4 de janeiro


Notas do editor:
1) Aninha como devem ter deduzido, é a cadela fiel companheira da Beth.
2) Convidei alguns amigos/colaboradores, para que escrevessem sobre suas experiências de carnaval. A Beth foi muito ágil e como ela cita fatos correntes, tipo "hoje, por exemplo" ou "olho pela janela", decidi publicar antecipadamente para não perder o timing.
3) Ela escreve diretamente de Wichita, Kansas, USA.


9 de janeiro de 2015

Amizade não deixa herdeiros e sucessores

Foto obtida no Google

Admito uma certa ambiguidade no titulo. Daí esclareço. Ou tento.

Deu-se comigo mas não sei se é um fato comum. Ao meu redor o fenômeno se repete, mas não significa que seja uma regra.

Tive, ao longo da vida, diferentes núcleos, vamos chamar de amizades, que se mantiveram por longos períodos.

Escola, faculdade, trabalho, clube, vizinhos, estes tipos de relação.

Em alguns destes casos esta relação foi, ou é, bastante sólida. Velhos amigos, agora amigos velhos, tanto quanto eu constituíram famílias, casaram e tiveram filhos.

Nossos filhos – os meus e os deles - sempre souberam desta amizade. Nós os vimos nascer e crescer. Mas estes nossos herdeiros não conviveram entre si, em escolas, faculdades ou atividades profissionais.

Nossos filhos nunca se comunicaram criando vínculos. Não se conhecem praticamente. Certamente se cruzarem nas ruas nem se reconhecerão.

Estes nossos filhos, os meus e dos amigos mais antigos, por sua vez já casaram e criaram famílias que jamais terão referência sobre a amizade de seus avós.

Estou falando de amigos que não precisavam avisar quando iriam visitar. Que se encontravam frequentemente. Iam a shows e a barzinhos com certa regularidade, em casais. Em síntese conviveram bastante. Mas este convívio, esta camaradagem, não deixou sucessores entre nossos filhos.

Se eu fizesse uma pesquisa entre meus filhos, mencionando nomes de amigos meus que eles conheceram, e perguntasse se eles sabem os nomes dos filhos destes meus amigos haveria um silêncio tumular.

Para não exagerar, talvez em relação ao amigo Castelar, falecido no ano passado, o meu primogênito talvez lembre e acerte os nomes. Se não de todos, porque são quatro, pelo menos de dois.

Mas duvido que se reconheçam numa festa ou cruzando na rua.

Este fenômeno, por assim dizer, é comum? Ou seus filhos e netos têm amigos que são filhos e netos de amigos de vocês de longa data?

Se você, leitor, tem amigos que são filhos de amigos de seus pais, por favor explique como se deu.

Cartas para a redação.

Também do Google

8 de janeiro de 2015

Biltres, canalhas, velhacos, com anel de doutor

Os advogados desde há muito são estigmatizados com a pecha de inescrupulosos, desonestos e espertalhões.

E alguns são mesmo. E não são poucos.

Mas e os médicos? Por que são vistos como salvadores. Sempre! Raramente, e sempre à boca pequena, ouve-se uma crítica ou acusação a um médico por sua incompetência, descaso ou irresponsabilidade.

O Abdelmassih foi parar nas páginas criminais dos jornais por falta de ética, de moral.  Quantos você viu acusados, na imprensa, por falta de competência e responsabilidade? E no entanto tenho certeza de que erros médicos matam mais do que condenação de inocentes nos países onde existe pena de morte.

Erros judiciais ocorrem, mas até a consumação da pena, várias instâncias e recursos de apelação minimizam o número de erros. Mas o médico quando erra, por desleixo ou incompetência não tem recurso para a vítima, no mínimo ficará uma sequela.

Amputação de membro errado é uma coisa quase corriqueira, entre outras barbaridades de que se tem notícia nos escritórios de advocacia.

E têm o corporativismo mais acendrado, mais forte,  dentre os profissionais liberais. Dificilmente se consegue um laudo conclusivo de um médico, essencial em processo de apuração de erros, quanto ao erro do colega de jaleco branco.

Neste último final de semana houve uma denúncia de quadrilha que opera no segmento de próteses. Coisas inacreditáveis, repugnantes, foram reveladas. Não bastasse a colocação desnecessária de prótese, há casos em que as mesmas são danificadas, propositadamente, para ser necessária a substituição por outra, o que gera venda maior e consequentemente comissão para o canalha que intitula médico/cirurgião.

A revista Veja denunciou recentemente que “A cada três stents do modelo mais caro colocado – meta estabelecida pelo fabricante chinês – o médico ganha uma viagem. Segundo o médico que aderiu a delação premiada, há quatro anos um grupo do Hospital dos Servidores do Rio dedica-se a explorar vários pontos turísticos da Asia e da Europa graças ao bom desempenho nesta disputa”.

Senti náuseas, ânsia de vômito.

Agora imaginem médicos deste nível, mancomunados com advogados picaretas? Aí é dose para mamute. Fica uma quadrilha forte e poderosa.

As notícias dão conta de uma indústria de liminares, arranjadas entre médicos e advogados inescrupulosos (os dois), para obrigar planos de saúde a autorizarem colocação de próteses, desnecessárias ou de padrão especial e mais caro.

Resultado, além dos aspectos criminal, ético e moral? Quando você precisar, mesmo, de uma cirurgia com colocação de prótese, terá imensa dificuldade para resolver, mesmo na via judicial, porque os planos de saúde estão “vacinados” e os juízes desconfiados.

A ação destas quadrilhas integradas por advogados e médicos será objeto de outro post.

A poeta Bruna Lombardi tem razão: "Como se pode nadar no meio de tantos anzóis"


Nota do autor/editor: os adjetivos do titulo são homenagem ao meu pai, que os utilizava bastante.
Conheci uns dois ou três médicos abnegados, dedicados ao seu ofício e competentes, mesmo não dispondo dos recursos hoje existentes, em matéria de exames. 

7 de janeiro de 2015

O Flamengo preocupa mais do que o Vasco

Explico. Torço contra o Flamengo, em qualquer juízo, instância ou tribunal (deformação profissional – rs).

Já contei aqui o caso do velho Castelo pai do amigo Castelar, agora juntos de novo em outro plano. Ambos vascaínos, assim como o Chicão, filho e irmão, também junto deles.

O citado Castelar, pai, muitas vezes perguntado sobre os resultados do campeonato carioca, o mais importante do país, nos anos 1940/1950, dizia:
“o Vasco ganhou, legal, e o Flamengo perdeu ÔBA!”

Não chego a este extremo, mas confesso uma certa satisfação quando os do bonde e do urubu perdem.

Então minha preocupação com o Flamengo é inversamente proporcional a que estou em relação ao Vasco. O da colina histórica, está com um elenco pobre, desconhecido. Provavelmente terá dificuldades em se manter na série “A”, salvo surpresas agradáveis como a revelação de um ou outro da base e um ou outro dos ilustres desconhecidos ora contratados. Até mesmo o técnico tem um currículo pobre.

Já o Flamengo, além de ter mantido seu técnico, um dos mais vitoriosos e conhecido internacionalmente (dirigiu o Real Madrid, não esqueçam), tem praticamente o mesmo elenco da temporada passada, e conseguiu reforça-lo com dois ou três nomes de bom potencial e histórico positivo.

O Flamengo, se o Luxemburgo conseguir armar uma defesa sólida, será um time muito perigoso. Seu ataque será muito rápido porque tem jogadores velozes e habilidosos. Se colocar um bom armador, lançador, o Marcelo agora contratado, o Éverton, o Paulinho e o Nixon, imporão um ritmo de jogo difícil de neutralizar.

Escrevo isso agora, antes do início da temporada, com o coração partido e torcendo para estar enganado. Acho que o rubro-negro será o melhor time do Rio neste ano. O Botafogo vai parir um ouriço na série “B”. E Vasco e Fluminense farão figuração. Se não acontecer algo pior.

Então está explicado: estou mais preocupado com eventual sucesso do Flamengo do que com o possível fracasso do Vasco.


Nota do editor:
Espero que este elogio, uma exceção no blog, traga de volta o primo Rick, que mora nos USA, e nos abandonou de tanto criticarmos o Mengo dele, com adjetivos como “o time do mal”, ou “mulambada”.