Por
Elizabeth Paiva
(Beth)
Fiquei
pensando na sua sugestão de escrevermos algo sob o tema-guarda-chuva
"Carnaval".
Meu
caro, estando aqui onde estou, Carnaval é a coisa mais remota que você
possa mencionar (lol).
Ninguém
tem a menor ideia do que se trata. Nos Estados Unidos, já estive uma vez, na
época do nosso Carnaval,
em Houston, no Texas... Todo o lugar onde eu entrava, as pessoas (vendedores,
atendentes etc) tinham no pescoço colares coloridos, que pareciam serem feitos
de enfeites tipo bolas de natal...
Confesso
que, depois de verificar que todos usavam aquelas coisas, perguntei por que, e
me responderam que era Mardi Gras, obvio, ora...
Quer
dizer: aquilo era o máximo de manifestação comemorativa de Mardi Gras... ou
Carnaval... Parece que em New Orleans a festa de Mardi Gras é mais animada, mas
nada tem a ver com o Carnaval Brazilian Style...
Agora,
me imagine aqui, em Wichita... lol
Brasileiros
se derretendo de calor e nós aqui, com temperaturas tão malucas, que eu, ao
acordar, a primeira coisa que eu faço é consultar o meu Weather Alert do
celular.
Aí,
ainda com sono, fico querendo entender o que me espera lá fora, já que a
primeira coisa que faço ao levantar é levar Aninha "lá fora"...
ah!...
Hoje,
por exemplo, estava: temperatura de - 14º C Real Feel (a nossa sensação
térmica) - 26º C ... Quer dizer, você abre o olho de manhã e se depara com
esse quadro congelante que está ali fora esperando por você...
Olho
pela janela, vejo os primeiros raios de sol gelado surgindo, iluminando a neve
que não vai embora, (não obstante tenha 5 dias que não cai um nada de neve)...
então, a paisagem é linda lá fora: tudo branco e o sol nascendo, um
jogo de sombras e
luz muito lindo. Mas, com menos 26 graus, é duro ir lá fora.
Mas
como sou guerreira e nada me derruba - lol - coloco a coleira na Aninha, boto
um gorro de lã que eu mesma tricotei
na minha cabeça (ainda bem que é na cabeça), o robe de chambre que, feito na
China, esquenta como louco, mas ainda por cima dele visto um casaco à prova de
vento... E coloco, em cima da roupa tricotada de Aninha, um casaco de fleece
para protegê-la do impacto do super frio da manhã.
E
assim, lampeiras, enfrentamos o que eles chamam de wind chill (aquele ventinho
cretino que congela a sua lágrima) para que Aninha faça seu pipi, ainda
líquido, e seu pupu (que eu recolho no saco plástico para jogar mais tarde no
lixo).
E
assim, com perspectivas de que nos próximos três meses será essa a rotina aqui
no hemisfério norte, face ao tempo da estação inverno em curso, pode crer que
de Carnaval não teremos nenhuma manifestação foliona.
E,
como esqueci de trazer, nem mesmo o meu colarzinho havaiano eu vou colocar para
mostrar às pessoas como sou carnavalesca... lol
Já
que você implorou que eu mande meus textos em word, vou copiar este e-mail e
colar lá no meu docx., que é o que tenho instalado neste computador. Espero que
dê certo.
Beijos
da amiga congelada para os amigos, foliões ou não, que se encontram derretendo
de calor. Muito embora, até o carnaval, ainda falte muito... Haja suor até lá...
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| Visão do quintal, através da janela, no dia 4 de janeiro |
Notas do editor:
1) Aninha como devem ter deduzido, é a cadela fiel companheira da Beth.
2) Convidei alguns amigos/colaboradores, para que escrevessem sobre suas experiências de carnaval. A Beth foi muito ágil e como ela cita fatos correntes, tipo "hoje, por exemplo" ou "olho pela janela", decidi publicar antecipadamente para não perder o timing.
3) Ela escreve diretamente de Wichita, Kansas, USA.