7 de janeiro de 2012

Cantigas infantis

Por
Rodney Gusmão Cavalcanti


Depois de conhecer o seu blog - caro Carrano - e alguns outros igualmente interessantes, fiquei muito motivado a criar o meu próprio.

Depois, refletindo melhor, a empolgação diminuiu, em função da trabalheira e dependência que a manutenção de um blog gera.

Além do mais, não sei se teria tanta coisa para falar, que justificasse um sitio só meu.

Como você já me ofereceu espaço para publicar textos meus, acho que aceitarei, sempre que entenda de algum valor informativo, cultural ou pelo menos seja instigante o que tenho a dizer. E se, óbvio, passar pelo seu crivo, como “editor”.

E já agradeço antecipadamente a oportunidade de publicar a primeira entrada a seguir, que classificaria na categoria de instigante, a partir de uma constatação recente, motivando reações de dúvida, de decepção e de pena da criançada, tudo a um só tempo.

É o seguinte: onde foram parar as canções infanto-juvenis, que cantávamos nas brincadeiras de roda? E não me venham com a pecha de que brincadeira de roda é coisa de bichinha. Tiravamos muita casquinha nestas brincadeiras infantis principalmente  no "chicotinho queimado" e no "passar o anel".

Fiquei chocado com o fato de meus netos não saberem senão uma, das mais de cinquenta cantigas infantis, de roda e de ninar, das quais ainda me lembro mesmo passados mais de sessenta anos, desde que as ouvia e cantava. O número deve ser maior, mas umas cinquenta eu lembro mesmo.

Que houve com a petizada? Pobres criaturas. Não têm mais brincadeira de rua, congraçando meninos e meninas, que ocorriam depois da escola e do jantar, e ia até as 21 horas, mais ou menos, quando acabava a novela na Rádio Nacional. Lembra do “Direito de Nascer”, novela radiofonizada que bateu todos os recordes de audiência? Depois ouvia-se: "crianças, para dentro, hora de dormir"


Está certo que brincar nas ruas tornou-se inviável, mas nem nos condomínios fechados ou no recreio das escolas você encontra a criançada brincando de roda e cantando as velhas canções.


Quem não roubou um beijo fortuito na brincadeira de pera, uva ou maçã? Alô Daisy, se você estiver bem (como espero) e por uma eventualidade acessar este blog, saiba que guardo na lembrança os beijos conseguidos a custa de trapaça com os amigos, que me sinalizavam quando era você, para que eu escolhesse uva.

Mas voltando as cantigas, quero ressaltar que a repetição, pura e simples de palavras ou expressões linguísticas contidas em algumas delas, sem preocupação com seu significado, eram coisa pura, inocente.

Lembra da letra? Veja:

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré deci.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré deci.
Quero uma de vossas filhas,
De marré, marré, marré.
Quero uma de vossas filhas,
De marré deci.
Escolhei a qual quiser,
De marré, marré, marré.
Escolhei a qual quiser,
De marré deci.
Eu queria (nome da pessoa),
De marré, marré, marré,
Eu queria (nome da pessoa),
De marré deci.
Que ofício dar a ela ?
De marré, marré, marré.
Que ofício dar a ela ?
De marré deci.
Dou o ofício de (nome do ofício)
De marré, marré, marré.
Dou o ofício de (nome do ofício),
De marré deci.
Este ofício me agrada (ou não)
De marré, marré, marré.
Este ofício me agrada (ou não)
De marré deci.
Lá se foi a (nome da pessoa),
De marré, marré, marré.
Lá se foi a (nome da pessoa),
De marré deci.

E terminava:

Eu de pobre fiquei rica.
De marré, marré, marré.
Eu de rica fiquei pobre,
De marré deci.

Não fazia sentido, mas que importava saber o que era ser pobre de marré, marré, marré. De marré decí.

Se formos pesquisar a origem deste “marré deci”, iremos encontrar muitas teorias, muitas interpretações de sociólogos, antropólogos, historiadores. Algumas são grotescas. A verdadeira origem o tempo apagou; e não demora a própria cantiga desaparecerá.

Quando se tinha seis, oito ou até doze anos, pouco importava o que queria dizer ser “pobre de marre decí.”

Agora, burro velho, fico curioso por saber que diabos vem a ser “pobre de marre decí.”

Se você, Carrano, algum de seus seguidores, ou mesmo visitantes ocasionais do blog souberem a resposta, informem por favor.

Bem, meus netos só conhecem o “Pau no gato”, cuja letra é hoje considerada politicamente incorreta, porque “não se deve estimular a judiação de animais”:

Atirei o pau no gato-to,
Mas o gato-to
Não morreu-reu-reu.
Dona Chica-ca
Adimirou-se-se
Do berrô, do berrô
Que o gato deu:
"MIAU!"



N. da R: Gusmão é fiel seguidor do blog, fazendo sempre comentários oportunos e inteligentes. A lamentar apenas o fato de ser botafoguense, mas como disse o outro, ninguém é perfeito. Podia ser pior.
As ilustrações pesquei no Google.
Resolvi publicar todo o e-mail recebido do autor, e não apenas o que seria o post, para deixar claro o contexto.

5 de janeiro de 2012

A carta roubada

Por
Jorge Carrano
http://www.tauvirtual.com.br/pt/

Imagine uma ditadura, onde o serviço postal é estatal e a sociedade é muito vigiada pelo regime. Esse serviço postal abre todas as correspondências que circulam pelo país, faz uma cópia delas, recoloca no envelope e então envia para o destinatário. As cartas ficam armazenadas em pastas, cada uma com o nome do remetente, guardadas em armários gigantes, num conjunto de prédios nos arredores da capital.

Parece absurdo? Ao que tudo indica, é isso que o Facebook faz com seus usuários. Só que por um método moderno, sem “cópias” ou “papel”. Na verdade, nem precisam “abrir os envelopes”, pois ao se logar na rede social, o próprio usuário já o faz. Os armários para armazenar os dados são servidores poderosos, espalhados em diversos pontos do planeta. No caso do Facebook, são mais de 60 mil.

Não é novidade que Facebook sofre, há anos, de inúmeras suspeitas e alguns processos relativos ao tratamento da privacidade dos dados de seus usuários.

Em outubro passado, Max Schrems, um estudante de direito austríaco, conseguiu enviar uma solicitação ao Facebook para fornecimento de seus dados pessoais. Recebeu em casa, enviado da Califórnia, um CD contendo nada menos que o equivalente a 1.200 páginas impressas com informações, transcrições de conversas e – aí reside o pior, talvez – dados que já haviam sido deletados por ele. Se foram deletados, não poderiam mais estar registrados em lugar nenhum. O vídeo abaixo traz um resumo da história:


O Facebook, com seus estimados 800 milhões de usuários é uma força de atração poderosa. As pessoas querem estar lá porque seus “amigos” estão lá. Já comentamos aqui sobre a questão da privacidade e de como o modelo comercial de redes como o Facebook é construído:

http://www.youtube.com/watch?v=kJvAUqs3Ofg&feature=player_embedded

Para os usuários, as redes ainda conservam o padrão “grátis” que caracterizou a internet em seu início. Na verdade, as redes atuais usam o velho modelo “build and they will come“, ou seja, constroem o ambiente (infraestrutura de servidores, softwares, aplicativos etc), investem na atração de participantes - ironicamente, usando meios tradicionais em vários casos - e depois acenam aos patrocinadores com alguns milhões de usuários. Aí é que os usuários se tornam reféns das redes, e serão bombardeados com mensagens comerciais. [leia na íntegra, em http://www.cavernaweb.com.br/?p=1921]

Se o processo iniciado pelo estudante austríaco obrigará o Facebook a tratar com mais responsabilidade os dados de seus usuários e, de fato, apagá-los quando estes o fizerem, ainda é cedo para saber. Garantido mesmo é que, uma vez divulgada, qualquer informação no mundo digital pode ser reproduzida, editada e armazenada quase indefinidamente. O que o Facebook sabe a seu respeito? Veja abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=kJvAUqs3Ofg&feature=player_embedded


Em tempo: o título deste post refere-se a um conto do escritor Edgar Allan Poe, no qual uma certa carta, roubada dos aposentos reais, poderia comprometer a honra de uma importante figura.



Written by Jorge Carrano in: Artigos,Cultura,Digital
http://www.cavernaweb.com.br/?p=2197

3 de janeiro de 2012

O Pequeno Príncipe

Foi com um misto de surpresa e satisfação que constatei, na VEJA, edição nº 2250, que circulou com data de 4 de janeiro último, que o velho e bom “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, ocupou a sétima posição na lista de best-sellers, no ano de 2011.

Considerando tratar-se de um livro publicado na década de 1940, e classificado como literatura infanto-juvenil, é um feito e tanto.

Embora carregue o labéu de ser o livro das misses, pelo fato de haver sido citado por 10 entre 10 candidatas a Miss Brasil, nas décadas de 1950 e 1960, como suas leituras preferidas, a obra conseguiu sublimar o estigma, e manter-se entre as mais traduzidas, sendo publicada em mais de duzentas línguas e dialetos. Trata-se, sem dúvida, de um fenômeno editorial.

O jovem sonhador, de cabelos louros e cachecol vermelho habita solitário um minúsculo planeta, onde havia uma flor, uma belíssima rosa, que por seu orgulho levou o pequeno príncipe a iniciar um périplo pelo universo, trazendo-o até o nosso planeta Terra.

Durante a viagem o principezinho encontra vários personagens, com os quais dialoga. E é exatamente em algumas destas conversas, com um contador, um geômetra, uma raposa, uma serpente, a citada rosa e outros mais, cheios de simbolismos, que encontramos o conteúdo poético e filosófico que faz do livro o sucesso que ostenta. O livro encerra alguns conceitos muito bons, de forma sutil e amena.

Destaco em particular os seguintes: no diálogo com a raposa, dois comentários em sequência são muito interessantes e pertinentes. Afirma raposa, "só se vê bem com o coração.O essencial é invisível aos olhos." E mais adiante, outra vez pela boca da esperta raposa, diz Saint-Exupéry:  " tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

Mas  a obra não se limita a estas frases que encerram filosofia de vida. No planeta habitado pelo rei que não tolera desobediência, por exemplo, o rei dá uma enorme lição ao príncipe/menino, quando este pede um por de sol, naquele momento. Embora fosse um monarca absoluto, só dava ordens razoáveis. Como aquele não era o horário em que o sol se punha normalmente, comentou o rei: "Se eu ordenasse que um general se transformasse em gaivota e o general não me obedecesse, a culpa seria minha e não do general". E com a concordância do príncipe, arremata: "É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar". E, ainda, "a autoridade repousa sobre a razão".

Durante a ceia natalina, em minha casa, falamos sobre este livro. Minha neta para quem recomendei a leitura, disse que “não gostou muito”, e meu neto, que não leu o livro, disse que não gostou nem um pouco do filme.

Nada grave, que não tenha cura. Estas opiniões são como algumas doenças tipo catapora e sarampo, que só nos acometem na infância.

Nada que o tempo e o amadurecimento não resolvam. Basta para tanto que Nelson Rodrigues estivesse certo em seu aconselhamento para os jovens: envelheçam! E meus netos são ainda muito jovens.

Ainda no âmbito das coincidências, minha amiga Esther Bittencourt, jornalista e poeta, radicada em Caxambu-MG, mas ora em viagem por Santa Catarina, escreveu no outro dia, sobre Saint-Exupéry,  um belo post, no blog do jornal Primeira Fonte, do qual é uma das editoras,  Leiam e vejam em http://primeirafonte.blogspot.com/2011/12/senhora-do-tempo-memorias-de-zeperry-do.html

No aludido post, bem ilustrado, nos informa sobre a passagem do piloto Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, por Santa Catarina e, em especial, pela praia do Campeche, que fica na ilha de mesmo nome, numa belíssima área de preservação permanente.






Provocada por mim, minha sobrinha e afilhada – Claudia – ora residindo em Florianópolis, fez alguns adendos, enriquecendo com mais informações sobre o escritor e as histórias sobre ele na ilha catarinense, que aproveitei para redigir esta postagem.


5 de dezembro de 2011

Boas Festas e Feliz 2012

Boas Festas e Feliz 2012.



Gutes Neues Jahr


Bon Any Nou

Xin nian yu kuai


Feliz Ano Nuevo

Bonan Novjaron


Onnellista Uutta Vuotta


Bonne Année


Blwyddyn Newydd Dda


Kainourios Chronos

Shanah Tovah


Gelukkig Nieuwjaar


Boldog Ujevet


Selamat Tahun Baru


Farsflt Komandi Ar


Buon Capo d'Anno


Akemashite Omedetou Gozaimasu


Annum Faustum


Godt Nytt Ar


Szczesliwego Nowego roku





Até a volta. Ou não.

4 de dezembro de 2011

Musa do blog

Por eleição direta, com voto aberto, Patricia Poeta foi eleita a musa do blog (este ano). Ela merece. E nós também. As fotos foram colhidas no Google.





3 de dezembro de 2011

Macro Foto

Por
Carlos Frederico M B March

Tenho uma índole muito sonhadora, daí ter grande interesse nos ambientes fantásticos. Isso inclui romances e filmes de ficção científica, exploração espacial, cenários alienígenas. No entanto, o mundo real aqui de baixo na Terra fornece amplas oportunidades para quem gosta de explorar ambientes inusitados. Alguns deles difíceis de serem alcançados como a vida no fundo do mar, que para um desavisado transcende até as mais absurdas histórias de ficção. Alguém poderia imaginar de sã consciência peixes que carregam uma lanterna na testa? Polvos e medusas imensas, cavalos marinhos, baleias monumentais, corais multicoloridos...

Não apenas o mar nos proporciona experiências "do outro mundo". Na superfície a troca de cores de répteis, ou a capacidade de alguns deles de recompor membros inteiros perdidos em acidentes ou lutas, extrapolam nosso cotidiano de reles seres humanos. Como também a capacidade inata de aves migratórias em achar seus pontos de desova a milhares de quilômetros, ou uma mera formiga carregando nas costas várias vezes o seu peso / tamanho.


O autor em ação em Nova Friburgo / RJ

 
Eu, o Carlos plural de post anterior, sou entre outras coisas fotógrafo. Seguindo essa linha de apreciar aspectos inusitados da Natureza, venho aos poucos me afeiçoando a um ramo da fotografia chamado de macrofoto. Alguns autores definem outro ramo especializado, a microfotografia, que seria o exercício da macrofotografia levado a limites extremos.

Além de conhecimentos de teoria de captação de imagens, para um resultado satisfatório tanto a macro como a microfotografia carecem de equipamento específico, o que pode significar investimentos altos em lentes e em iluminação (flashes circulares).
Ainda estou evoluindo na arte, de sorte que apresentarei apenas algumas de minhas toscas experiências. Um dos assuntos mais fáceis para um iniciante é a fotografia de flores. Tecnicamente, focalizar uma flor por inteiro ainda não seria macro e sim o chamado close-up. Apesar de ser um assunto considerado pelos profissionais como corriqueiro, banal, lugar comum, assim como os indefectíveis ocasos e auroras, fotos de flores sempre atraem o olhar de admiração dos leigos.

Brinco de Princesa
         
Estrelitzia (Bird of Paradise)
Chegando mais perto, a gente começa a penetrar no mundo do inusitado. É quando fotografamos detalhes das flores numa perspectiva diferente do olhar cotidiano. E aí a macrofotografia começa a gerar interesse. O interior das pétalas ou a penugem somente revelada através da iluminação artificial por flash causam efeitos muito interessantes.


Petúnia


Columeia Baton

Além de flores, insetos são um campo de trabalho realmente fantástico para quem aprecia macrofoto. Olhar bem de perto uma cigarra, uma abelha ou uma aranha, revela a nós um universo de texturas e cores totalmente novo. Sim, decerto muitas pessoas desenvolverão asco ao observar os pelos da pata de uma aranha bem de perto, mas peço perdão a elas: meu foco é mostrar detalhes desse mundo minúsculo que nos cerca.

Joaninha na trepadeira de arco                             

Abelha se aproximando para sugar pólen
Cigarra na Pousada do Rio Quente                          


"Genoveva" em seu disfarce amplificador

Acima captei um truque que a aranha que apelidei de Genoveva usou para tentar espantar predadores em nosso jardim de Friburgo. Como estava em local muito exposto na trepadeira de arco, ela criou extensões de suas patas na intenção de se mostrar muito maior do que era. Infelizmente, semanas depois descobri que ela havia se ido... ou entrou na cadeia alimentar...

Pode-se chegar muito mais perto, como nesses detalhes do corpo e da pata da Filomena, outra das aranhas que habitam meu jardim em Nova Friburgo.


Filomena - corpo                                                      
 

Filomena - pata
 
Fechando: close-up, macro e microfotografia nos apresentam a um mundo fantástico de cores e texturas. As aranhas acima mostradas, ao vivo são inexpressivos espécimens em tamanho e cores, perdidas em teias no meio do denso verde. As flores são belas de per si, mas chegar bem perto ou iluminá-las de uma maneira pouco usual realça nuances despercebidas no cotidiano. Captar uma abelha em pleno voo é uma arte, tão difícil quanto pegar de jeito uma joaninha, pois as bichinhas não param, andam sem cessar, e captar uma imagem em foco é um feito que depende de equipamento adequado mas também de sorte. Confesso que ainda não foi dessa vez...

Fotos do autor do post. Direitos reservados.


1 de dezembro de 2011

Musas do Metal

Por
Carlos Frederico M B March



Com o aval de Jorge Carrano,  permitam-me apresentar algumas nusas do cenário do Heavy Metal.

É uma briga antiga. Heavy Metal era coisa de macho, clube do Bolinha: "menina não entra". Posso estender ao Rock Pesado em geral, é muito difícil garimpar algo decente que tenha alcançado a mídia portando belas mulheres (ou nem isso) à frente. As exceções que vão me lançar ao rosto são aquelas que comprovam a regra.

De meados dos anos 90 entrando pelo novo século, no entanto, a Europa viu florescer um cenário em que a presença feminina começou a se fazer presente. Dentro do Heavy Metal estilos como metal gótico, metal melódico, metal sinfônico, ou misturas variadas desses e outras vertentes não citadas, passaram a permitir ou até a exigir a presença de cantoras. O Heavy Metal gótico melódico, para dar um exemplo, preconiza um pano de fundo de castelos medievais e ambientes sombrios, com a voz feminina contracenando com vozes masculinas guturais (rosnados), ao melhor estilo "a bela e a fera".

Simone Simons
(Epica, Holanda)




Sharon den Adel
(Within Temptation, Holanda)























Não é intenção minha iniciar uma dissertação sobre Heavy Metal, e sim apresentar algumas de suas musas. Pinçarei exemplos em algumas bandas de meu conhecimento, sem pretender obviamente afirmar que são as mais bonitas ou as mais famosas, apesar de que dentre elas se encontram as minhas preferidas.


Anette Olzon
                                   (Nightwish, Finlandia)                               





Charlotte Wessels
(Delain, Holanda)

Cristina Scabbia
(Lacuna Coil, Italia)

 
 
 


Tarja Turunen
(ex-Nightwish, Finlandia)           

       

























Sabine Edelsbacher
(Edenbridge, Austria)





        
          Floor Jansen
                           (ReVamp, Holanda)            









                        

 
Birgit Öllbrunner
(Midnattsol, Noruega)

Carmen Elise Espenaes
(Midnattsol, Noruega)     

























Sabine Dünser
(Elis, Liechtenstein
 Vou me permitir um parágrafo à parte sobre Sabine Dünser. Quando comecei a curtir heavy melódico em 2003, gótico ou não, fui apresentado à banda Elis. Talvez pelo fato de ter sua origem no Liechtenstein, um dos menores países da Europa, mereceu minha atenção. E gostei. Sua front woman tinha belos pré-requisitos (!) e o som, apesar de muitas músicas cantadas em alemão, era legal. Difícil era conseguir algo na Internet sobre o Elis, entra logo uns 846 endereços ligados à nossa Elis Regina. Comprei CDs deles. E eis que em julho de 2006 Sabine, com apenas 29 anos, sofre um AVC fatal durante os ensaios para gravação do CD Griefshire e nos deixa. Exceção nesse post, coloco duas fotos dela, em homenagem e respeito ao seu trabalho e de sua banda, que continua ativa apesar de duas trocas de cantoras até a data de hoje.




Amy Lee
(Evanescence, EUA)      



Liv Kristine Espenaes
(Leaves' Eyes, Noruega)   















Jo-In Cho
(Krypteria, Alemanha)

Para terminar, não diria que a alemã de origem coreana Jo-In Cho seja exatamente uma musa, mas ganhou seu lugar na história do metal. A seguir à ocorrência do tsunami de 2004 no Oceano Índico, a TV alemã RTL pediu à banda de metal sinfônico Krypteria, que na época não usava cantora fixa, para fazer um clipe beneficente com uma de suas músicas (Liberatio) e Jo-In Cho foi chamada para cantá-la. Passou então a fazer parte da banda, hoje com vários CDs lançados.






Aqui vai um link do YouTube com o clipe beneficente de Liberatio (letra em latim), e preparem o lenço, porque vão precisar: http://www.youtube.com/watch?v=3Y26pksWRKo  






Obs: Fotos obtidas em sites das bandas ou através de páginas do Google.