sexta-feira, dezembro 04, 2009

Atualidades V

A Erika, acho que involuntariamente, comentando o post Futebol (25/11)/09), fez uma provocação. Ela lascou: Dá-lhe Chelsea! Na Inglaterra sou torcedor do Arsenal. Torço para os gunners desde 1949, quando esta equipe esteve no Brasil, para disputar uma partida com o Vasco da Gama, em São Januário. O Vasco venceu por um a zero, goal de Nestor. Um feito e tanto, eis que a equipe inglesa era uma das mais fortes da Europa.
No último domingo, dia 28 de novembro, o Chelsea venceu o Arsenal por 3x0, pelo campeonato inglês. O tal de Drogba, marfinense, joga muita bola. Além de ter um físico avantajado. A Costa do Marfim é candidata ao título mundial, pois tem ótimos jogadores espalhados por clubes ingleses e também em outros times da Europa.
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Comprei o livro do Aldir Blanc sobre o Vasco da Gama, intitulado “A cruz do bacalhau”. Não li, ainda, mas na folheada verifico que ele enumera vascaínos famosos, no mundo artístico e intelectual. Não vi, todavia, o nome de Ferreira Goular. Não há citação dos humotistas Chico Anysio, Renato Aragão, Bruno Mazzeo, Eri Jhonson. Entre os galãs do momento, não estão o Rodrigo Santoro, Marcos Palmeira, Rodrigo Hilbert. Ele esqueceu, no mundo do samba, de Ze Keti (falecido, mas como ele citou Pinxinhuinha...) assim como Jamelão da Mangueira. E tem mais, Mart’nália, Tereza Cristina, e muitos outros. Ao contrário do que se pensa, no mundo do samba, pelo menos no passado recente, havia muito mais cruzmaltinos do que rubronegros.
Faltou a dupla das composições mais românticas, Roberto Carlos e Erasmo Carlos.
E faltou dizer que "pela primeira vez na história deste país", nos três níveis de poder, municipal, estadual e federal, o Rio de Janeiro tem três vascaínos: Eduardo Paes, Sergio Cabral e Lula.
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Neste próximo final de semana, será decidido o campeonato brasileiro de 2009. Se o Flamengo não for o campeão (tem tudo nas mãos), vou chorar... de tanto rir. Kidding. Se for campeão terá sido merecido. Vocês não estão vendo, mas esta frase foi murmurada entre dentes ao tempo em que digitava.

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Minha neta, Juliana, aos doze anos, escreve poesia como gente grande. Bem, como gente grande não quer dizer nada. Eu sou grande e, entretanto... O que queria dizer é que ela escreve muito bem, para sua pouca experiência de vida. Vou convence-la a me permitir publicar algumas aqui nestas postagens.

Viagens & comes & bebes (parte III)

Lembram da Gerbeaud, em Budapeste, e seus doces maravilhosos ? Pois bem. Não fazem torta de chocolate (sachertorte) como a do Hotel Sacher em Viena. Na alta temporada de turismo no leste europeu, há fila para comer um pedaço do famoso bolo. Se estiver sem tempo, vá a outra confeitaria e peça uma apfelstrudel, que é uma torta com pedaços de maçã e passas envolvidas em uma massa leve polvilhada com açúcar. Estando, como estamos, em Viena, vale mencionar a casa de chá e cafés Haas & Haas, que tem um pátio ajardinado e serve coisas ligeiras e leves. E de preço acessível. Em alguns outros cafés, famosos e tradicionais, que recebiam artistas e intelectuais renomados, como o Griensteidl, o Ministerium e o Central, você é bem servido (os garções podem estar de smoking), bebe um café de primeiríssima qualidade, mas paga os olhos da cara. Destes últimos cafés citados, para falar sobre tenho que recorrer as anotações de viagem, eis que os nomes, tirante o Central, são impronunciáveis e indecoráveis. Se você não é alemão, ou austríaco, tente dizer Schwarzenberg, de primeira e sem gaguejar. Tentou ? Pois estou seguro que a pronúncia está errada. Pois é, este é outro famoso café vienense. A propósito, na rua Graben você encontra muitos cafés, podendo neles passar umas duas horas tomando um melange (café misturado com leite quente) e descansando os pés das longas caminhadas pelos pontos turísticos que a cidade oferece.


Está certo, em Montmartre, bairro de Paris, conhecí cafés charmosos e também freqüentados por artistas e intelectuais, mas os austríacos estão no mesmo nível de elegância e têm menos sofisticação, no pior sentido da palavra. Vide Aurélio.

Mas se o assunto é jantar, e você não quiser comer ouvindo um concerto de violinos, violas e celos, então Paris é melhor mesmo do que Viena, onde isto é mais comum. E janta-se barato e gostoso na Place du Tertre, no mesmo já mencionado bairro de Montmartre. Come-se, certamente, menos do que em qualquer trattoria do bairro de Trastevere, em Roma. E com menos algazarra também. Os pratos italianos são mais substanciosos num primeiro momento.

Mas se o assunto é vinho, que me perdoem os periféricos, mas os da Borgonha não têm similar no mundo, por mais pasteurizados que estejam os sauvignon da vida. Tem italianos bons, tem os bordeaux excelentes, tem chilenos bebíveis, mas você pelo menos uma vez na vida deve perder amor ao seu rico dinheirinho e pedir um borgonha. Divide a garrafa e, lógico, a conta, com a mesa do lado. Não precisa pedir um Gran Cruz premium, top de linha, super extra. Asseguro que sua reação, depois, será a de dizer: “eu pensava que já havia tomado vinho”.

Falei rapidamente da cozinha italiana, pois ela será alvo de capítulo especial. Mas antes que eu esqueça, se é que será possível esquecer, o espaguete que comi num ristorant localizado na escarpa de Capri (ilha oceânica) perto de Nopoli (Itália), é inenarrável. E simples. O molho, com manjericão, tomate tipo cereja (meio adocicado) e outras ervas locais, tornou o simples espaguete uma coisa divina. E não esqueça de imaginar a vista: você está sentado numa mesa que fica no lado externo do restaurante, ao ar livre, perto de um penhasco, debruçado sobre o Mar Tirreno, com vista da Baía de Napoli e ao fundo o Vezúvio. Não tenho culpa se tive a sorte do dia estar esplendoroso, com sol brilhando e céu azul, e a temperatura civilizada de 22 gráus.

Em matéria de vista deslumbrante, aqui mesmo no Rio temos para todos os gostos. Com a vantagem que se chega aos locais utilizando somente reais. Quem já subiu o Corcovado ou andou de bondinho até o Pão-de-Açúcar, sabe do que estou falando.

Na verdade, pouca gente sabe que Capri, embora pequeníssima, tem a uma montanha alta, se considerarmos o tamanho da ilha. A primeira metade da ilha, e conseqüentemente da montanha, é que se chama Capri. A segunda metade, parte mais alta até o cume, ao qual se chega de teleférico, se chama Anacapri (acima de Capri). Consta que tem até administração distinta. Pois é de lá, do cimo da montanha, que a gente vê, se o tempo ajudar e não houver muito nevoeiro, uma cor de mar que aqui no Rio não tem. Violeta.

Viagens & comes & bebes (parte II)

Lembram da empada aberta, sem tampa, que os portugueses chamam de pastel? Pois é, fazer o que. Também chamam de Porto um vinho fortificado, porque nele é acrescentada aguardente de uva, logo após a fermentação, quando na verdade da cidade que lhe empresta o nome, ele não tem nada. As uvas são cultivadas em Vila Real e Peso da Régua. E as caves ficam na vizinha cidade de Vila Nova de Gaia. E o pior. Todas as caves pertencem aos ingleses, responsáveis que são pela invenção do tipo de vinho chamado do Porto. Como era longa e tortuosa a viagem de Portugal até a Inglaterra, os vinhos lá chegavam oxidados, estragados pelo balanço do mar e longa viagem. Resolveram, então, acrescentar ao vinho um pouco mais de álcool, no caso aguardente feita de uva, para melhor conservar o produto. Pronto, surgiu o vinho do porto. As caves, mais de trinta, localizadas ao longo do Rio Douro, mas do lado de Vila Nova de Gaia, são de propriedade dos ingleses e escoceses.

Comparável ao Porto, e degustado em idênticas condições, existe o Xeres (Jerez), este fabricado na Espanha. Agora aqui entre nós, para sobremesa nenhum se compara ao Tokaj, fabricado na Hungria. Trocaria, talvez, por um sauterne, fabricado com uvas podres na região da Borgonha, na França. Quando eu provar um, conto para vocês.

Já falei, em outra oportunidade, dos cafés parisienses. Mas não mencionei os bistrôs, as brasseries e as rostisseries. Se você não tiver medo de cachorro, tiver euros suficientes no bolso, tiver paciência e disposição para sentar num lugar apertado e ser atendido com certa má vontade, então deve apreciar os cafés e bistrôs tão famosos.

Mas eu estava em Portugal, mais precisamente na cidade do Porto, onde se come, com efeito, o melhor bacalhau tipo porto imperial do mundo, que na verdade nem de Portugal é, pois vem da Noruega. Ora pois, pois; com que então, tal qual o vinho que de lá só tem o nome, também o bacalhau porto imperial de lá não é?

Mas estão lá, sim, restaurantes como o Tripeiro e o D. Tonho, onde se come, e muito, o melhor bacalhau com broa e grelos ou, ainda, a qualquer moda. O D. Tonho fica no bairro da Ribeira, celebrizado pelas casa antigas, quase em ruínas, com fachadas diferentes e coloridas, com roupas a secar nas sacadas e varandas, tal qual ocorre em parte da cidade de Nápoles (Itália). Se fosse aqui no Brasil, diríamos que parecem a favelados. Lá o que afirmam, tanto na Ribeira quanto em Napoli, é que isto é tolerado em nome da tradição que deve ser preservada.

O nome tripeiro, dado ao restaurante acima citado, é a forma como são tratados os nascidos naquela cidade. Conta-se que na época das grandes conquistas, moradores da cidade do Porto resolveram mandar para os combatentes em plagas distantes, toda a carne de vaca e de porco de que dispunham, ficando apenas com as tripas destes animais. Daí serem chamados, desde então, carinhosamente, de tripeiros. Ora pois!

Para não parecer que ando a falar mal dos tripeiros, e de sua cidade natal, vou recomendar a quem não conhece, as lingüiças, morcelas e alheiras de lá. E de sobremesa uma lampréia de ovos, que é um doce feito a base de milhares de gemas e toneladas de açúcar. Os laboratórios fabricantes de controladores de colesterol agradecem penhorados.

Falarei, outra hora, dos doces de Viena e de Budapeste. A confeitaria Gerbeaud, em Budapeste, com suas mesinhas com tampo de mármore verde e suas garçonetes de avental com babados, tem doces de arrepiar. Ela está num prédio bacana, mas se comparado ao da Majestic, no Porto, réplica portuguesa da nossa Colombo, aí perde. Mas nos doces ganha disparado. A Gerbeaud é o que há.

Viagens & comes & bebes (parte I)

Em Lisboa, a gente encontra uma empada aberta, sem tampa, que eles chamam de pastel. Fazer um doce com aparência de empada e chamar de pastel, só poderia ser coisa de patrícios. A verdade é que o tal pastel de Belém é um doce muito gostoso. A casa mais tradicional na fabricação e venda deste doce, fica perto e na mesma rua do Mosteiro dos Jerônimos. Assim, indo-se ao mosteiro, onde estão os restos mortais de Vasco da Gama e Pedro Alvares Cabral, pode-se depois comer os pasteis. Se você tiver pouco tempo, coma só os pasteis, principalmente se você já foi a Florença. Lá, em Firenze, tem mais túmulo de gente ilustre por metro quadrado. Numa visita a uma igreja, você se depara com os monumentos fúnebres que consevam as cinzas de ninguém menos do que Maquiavel, Galileu e Dante. Bem, você dirá que lá não tem pasteis de Belém (bairro de Lisboa), mas tem um delicioso sorvete. Os sorvetes florentinos estão entre os melhores que já provei.


Já que comecei por Portugal, com rápida incursão à Itália, devo dizer que o presunto serrano, feito em Chaves (PT) é tão gostoso quanto o de Parma (ITA). São, ambos, naquele formato de pernil trazeiro inteiro, que se corta em lascas. Caramba, só de pensar, no caso escrever, já deu água na boca. A cozinha trasmontana (Trás-os-Montes), é muito apreciada. Também nos doces a região é rica. Vale a pena experimentar os papos de anjo e as pastilhas de São Gonçalo (feitas com amêndoas e gemas), em Amarante. Ah! A propósito, lá está a famosa Pastelaria Amarante, que vende...doces.

Se estamos no norte de Portugal, e na Península Ibérica, porque não falar da cozinha espanhola, da região da Galícia, que fica logo alí. E é tão logo alí, que equivocadamente nós brasileiros chamavamos de galegos alguns portugueses que aqui aportaram nas décadas de quarenta e cinqüenta. Tal confusão se dava porque eles, portugueses do norte do país, chegavam vindos da Espanha, pois era mais fácil chegar aos portos e aeroportos espanhóis, na Galícia, do que à cidade do Porto e Lisboa. Não havia boas estradas ligando o norte a estas grandes cidades portuguesas, das quais poderiam embarcar para o resto do mundo. É comum, na região de fronteira, casamento entre portugueses e galegos. Vários nomes de portugueses são grafados a moda espanhola. Encontra-se muito Alvarez e Rodriguez, de nacionalidade portuguesa, com seus nomes escritos com a letra zê. Mas, voltando a comida, e já na Galícia, quero recomendar a paella de La Corunã. Sabe-se que a mais famosa das paellas é a valenciana. Ocorre que a citada cidade espanhola – La Corunã - tem um dos portos pesqueiros mais importantes de toda a Europa. Eles abastecem muitos apaíses do continente europeu com pescados e frutos do mar em geral. Sem contar que cultivam mariscos e mexilhões em enormes criadouros. Pode-se e deve-se acompanhar a paella, que a propósito tanto pode ser chamada de paelha como de paeja, depende da região onde se estiver, tomando um vinho da uva alvarinõ, cultivada na região. Os vinhos brancos desta casta são leves e refrescantes. E cabem no orçamento apertado, pois com 12 euros pode-se tomar uma garrafa de boa qualidade.

Em Salamanca, bela cidade, sede de uma das mais antigas e importantes universidades no mundo, e que tem uma das três mais belas praças (Plaza Mayor) da Europa, não se deve deixar de comer cordeiro assado, que eles preparam como ninguém. Minto e já me corrijo, na cidade de Bragança, em Portugal, também vale apreciar o cordeiro bragançaro. Pelo preparo, que desconheço o segredo, é para mim, por enquanto, inigualável. Mesmo comparado com os feitos em outras cidades européias.

Paro por aqui para fazer digestão. Mas voltarei (isto é uma ameaça), com comentários sobre os cafés de Viena, da rua Graben, que não perdem em nada para os cafés parisienses. Ou perdem, se você for analisar sobre a ótica da cidade em torno deles. Embora Viena seja uma cidade limpa, civilizada e elegante, obviamente não se compara a Paris.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Vasco da Gama

Por que torcedor do Vasco da Gama? Entre 1945 e 1952, quando minha idade variou entre 5 e 12 anos, era impossível não admirar o time do Vasco. Neste período o clube tinha um elenco de primeira grandeza e era o grande vencedor de campeonatos e torneios nacionais e internacionais. Em 1949, com elenco numeroso e altamente qualificado, teve criado pela crônica esportiva o epíteto “expresso da vitória” para sua equipe principal e “expressinho” para os aspirantes, como eram então chamados os reservas da equipe. O expressinho era superior a muitas equipes principais de outros clubes.

A seleção brasileira que disputou a Copa da Mundo de 1950, realizada aqui no Brasil, era composta, basicamente, por jogadores do Vasco da Gama. Mais da metade do time. Além do técnico, que era o Flávio Costa. Eram titulares Barbosa, Augusto, Danilo, Ademir e Chico. E tinha o Friaça

Ademir, conhecido como queixada, era o grande artilheiro carioca e nacional. Foi também o artilheiro da malsinada copa de 50. Ele foi sem dúvida um dos responsáveis pela minha opção clubística. Como não admirar sua vocação para fazer goals, com suas arrancadas fantásticas em direção à meta adversária. Estas arrancadas eram, na época, chamadas de rush. Colonianismo é isso aí.

Com efeito meu primeiro vocabulário da lingua inglesa, foi adquirido através da narração dos jogos de futebol, alias, foot ball, e dos comentários de rádio e jornais. As expressões inglesas eram entendidas por todos os torcedores, até mesmo pelos flamenguistas (rs). Assim, falava-se e grafava-se: foul, corner, half back, center half, center forward, goal keeper, stoper, offside e free kick.

Naquela época, o Rio de Janeiro era o Distrito Federal, capital da república, e o campeonato carioca era o mais importante do país. O que era transmitido em rede nacional, pelas emissoras de rádio.

Um amiguinho esporádico, bissexto, que morava em Minas Gerais e passava parte das férias escolares em Niterói, na casa de uma tia que era nossa vizinha, era torcedor do Vasco. Não lembro o nome dele, mas o apelido, de família, era Tãozinho. Seria Sebastião? O fato é que o Tãozinho, que era da minha idade (tínhamos então entre seis e nove anos) também era vascaíno. Achava legal um mineiro (morador no estado) torcer pelo Vasco.

Esta minha opção pelo Vasco contrariou uma regra, até hoje em vigor, com poucas exceções, de que os pais influem na decisão dos filhos na hora de escolher o time para torcer.

Meu pai era flamenguista. Ninguém é perfeito.

Mas meu neto, na esteira do pai, é vascaino, o que confirma a regra.

Atualidades IV

Ticiana Villas Boas, uma das apresentadoras do Jornal da Band (19:15, na TV Bandeirantes), a par de ser muito competente como jornalista, é muito simpática e charmosa. Seu leve sotaque, que não consegue disfarçar, denuncia a origem baiana. Certamente vai trilhar o caminho da Carla Vilhena, e estará brevemente na Globo, apresentando o Fantástico ou o Jornal Nacional. Quem viver verá.

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A Ampla, concessionária no fornecimento de energia elétrica, neste lado da ponte, é uma empresa que não tem o menor respeito com os consumidores. Não se trata de comentário de advogado, mas sim do cidadão que a cada chuvinha ou vento um pouco mais forte, é vitima de interrupção no fornecimento da energia.

Ela é uma maldita herança da CERJ, que por sua vez herdou da CBEE (Companhia Brasileira de Energia Elétrica). Desde sempre a cidade de Niterói convive com este problema, insolúvel porque a ANEEL, a exemplo das demais agências reguladoras (ANS, ANATEL et caterva), cabides de emprego criados pelo governo, não defendem os interesses dos consumidores, mas sim das empresas.

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Segundo leio, vai fechar a Fundação Barnes, ou melhor, vai mudar de local. Trata-se de um museu de arte impressionista (alô Dra. Adriana), localizado nas cercanias da Filadélfia, nos USA.

Não conheço, lamentavelmente, porque em se tratando de pintura, são os impressionistas os meu favoritos. Não sou um connaisseur, um expert em pintura, mas como minha muher fez curso de pintura e adquiriu algumas obras sobre esta arte (livros, revistas), acabei por me interessar pelas leituras e ficar atento as ilustrações, fotos de obras famosas. Aprendi, penso, rudimentos, como ter atenção no jogo de luz e sombra, profundidade, volumes, perspectiva e alguma coisa sobre as técnicas. Não tenho a menor vocação e meu talento para pintura é zero. Mas consigo sentir. Se me emociona, gosto.

Este museu abriga, pelo que li na matéria publicada, 181 Renoirs, 69 Cézannes, 59 Matisses, 20 Picassos, dentre outras obras de seu acervo. Não há menção a Monet, meu preferido, juntamente com Renoir. Mas há de ter alguma obra do justamente renomado Claude Monet.

Conheço o Museu Picasso, em Paris, e diria que a cidade fez mal ao pintor (rsrs). Ele era muito melhor enquanto se manteve na Catalunha, sem fases azul ou rosa ... e sem cubismo.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

As pontes

A natureza foi pródiga com a cidade do Rio de Janeiro. Ela é deslumbrante e no quesito belezas naturais não encontra no mundo outra que com ela rivalize. Se exagero é muito pouco. Falta-lhe, porém, um detalhe. Que não lhe falta no nome, mas falta-lhe na geografia. Um rio. Porque os rios fazem necessárias as pontes.

E as pontes são o que há em matéria de lendas, histórias reais, romantismo, arquitetura e, porque não, via de acesso. Roma tem o seu Tibre, que eles chamam de Tevere. Berlim tem o Spree, sobre o qual não há nenhuma ponte mundialmente famosa, mas em cujo leito é possível fazer interessante passeio de barco. Nada comparável, todavia, ao romantismo dos Bateaux Parisiens, no Sena. A Ponte Luis I, sobre o Douro, em Portugal, tem como curiosidade o fato de ter sido projetada por um assistente de Gustave Eiffel, aquele mesmo da Torre em Paris. Esta ponte liga duas diferentes cidades, voltadas uma para outra, nas duas margens do Douro: Porto e Vila Nova de Gaia. Já a Ponte Neuf, sobre o Sena, em Paris, liga regiões da mesma cidade, mas que têm características e vocações diferentes.

Se o rio Sena tem a Ponte Neuf, o rio Arno deu origem a Ponte Vecchio, em Florença, na Itália. Esta ponte, hoje, mais do que meio de ligação de margens do rio, é centro de compras de artezanato, com seus boxes lado a lado em toda sua extensão. Novas ou velhas, entretanto, a Neuf e a Vecchio são primores de arquitetura. A Ponte Carlos, acreditem, construída em 1357, sobre o rio Vltava (pronuncia-se, mais ou menos, váltva), na cidade de Praga, tem ao longo de seus 520 metros de extensão, trinta esculturas, estátuas em tamanho natural, de artistas famosos. Uma destas estátuas, única feita em material diferente - ferro - (as demais são em pedra típica da região) representa São João Nepomuceno, aquele mesmo que dá nome a cidade em Minas Gerais, e em torno do qual há uma lenda sobre sigilo de confessionário. Consta que foi atirado ao rio depois de martirizado, por ter contrariado o rei Venceslau IV. Pode ser lenda, mas no caso da Tower Bridge, em Londres, sobre o Tâmisa, o que temos é muita história. Quantos reis, quantos nobres e eclesiastas definharam em suas masmorras.

Algumas cidades autônomas e vizinhas, agora unificadas, como Buda e Peste, uma em cada margem do Danúbio, levaram a construção de pontes famosas, como por exemplo a Ponte Elizabeth, que tem este nome como uma homenagem a conhecidíssima Imperatriz Sissi, que embora fosse austriaca, gostava muito da cidade de Budapeste, onde teria um caso amoroso com um certo duque, ou conde, do reino húngaro.

Lamento que o Rio de Janeiro não tenha um rio que a corte ao meio, e sobre o qual pudessemos construir belas pontes. Não se diga que entretanto temos o mar, pois mar e rio não são a mesma coisa. Melhor sorte tem Lisboa, que tem as duas coisas, eis que tem o Tejo e o Atlântico.

Por outro lado, melhor assim. Pior seria se tivessemos a má sorte de São Paulo, que tem dois rios – Tietê e Pinheiros – que são focos de inundaçõs frequëntes, que causam transtornos, e sobre os quais foram construídas pontes que são verdadeiros nós no trânsito da cidade, além de não possuírem atrativos de forma, cor, arte ou história.