Já comi rã, frita, no antigo e famoso Bar Municipal, no Centro de Niterói, que servia outras iguarias exóticas. Uma única vez.
Já perereca, no sentido figurativo, comi por alguns anos, oficialmente dos 16 aos X anos de idade.
Registros nas redes sociais, decorrentes de veteranos políticos, jornalistas e empresários confirmam minha versão.
"O antigo Bar Municipal, situado no centro de Niterói próximo à prefeitura, era famoso por sua atmosfera boêmia e por servir rã frita, sendo um ponto de encontro comum no final da tarde. Clientes escolhiam a rã viva em um aquário."
Minha primeira perereca, oficial, consentida e com custo ignorado para mim, comi num velho casarão em Miguel Pereira, então ainda distrito do município de Vassouras.
"O termo "perereca", quando utilizado em um contexto chulo, de baixo calão ou gíria, é um sinônimo vulgar e informal para vulva ou vagina.
No sentido figurativo a palavra é comumente empregada de forma jocosa ou censurada para se referir à genitália feminina, sem usar os termos técnicos."
Corria a década de 1950, e o Distrito de Miguel Pereira enfrentava luta política por sua emancipação, o que conseguiu em 1955.
O Estado do Rio de Janeiro (versão antiga, antes da fusão) era governado por Miguel Couto Filho, que apoiava as pretensões dos moradores de Miguel Pereira.
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| Ao centro Dna. Glorinha, esposa do gov. Miguel Couto Filho, no lado direito, de terno claro, Fernando Carrano |
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| Modelo do nosso |
Indo direto ao ponto, no caso a perereca, certo dia o Juarez, taxista local, disse para mim que meu pai pedira a ele para me levar a um certo lugar, naquela tarde.
O local era um puteiro, soube ao chegarmos. Enorme surpresa posto que meu pai jamais havia trocado palavras comigo sobre sexo. O que eu sabia aprendera na rua e no colégio em contatos com colegas, também ele com experiência limitada.
Já que lá estava não podia fazer feio pois o Juarez certamente seria indagado sobre meu comportamento.
O horário era inusual para o caso, por volta das 16 hora. As meninas, várias, jogavam dominó, ou uma fazia as unhas da outra, ou simplesmente ouviam rádio.
Fiquei interessado numa das que jogavam dominó e baqueio engraçadinho: você está perdendo, não quer ganhar? Se não foi este o chiste, foi algo parecido. Deu certo e ela me deu.
O Juarez deve ter acertado a parte financeira, pois a mim restou sair do casarão e entrar no taxi de volta ao centro da cidade. Meu pai jamais, ao longo dos anos e até seu falecimento, falou uma só palavra sobre o fato.
Por todo o exposto, é bom conhecer a diferença entre sapo, rã e perereca.
LINKS:
1. https://oantagonista.com.br/ladooa/carros/qual-e-a-diferenca-entre-sapo-ra-e-perereca/




4 comentários:
Quando íamos a Miguel Pereira ficávamos hospedados num pequeno hotel, pertencente a um certo Quinzinho, que tinha aspirações políticas. Pretendia ser, não estou seguro, prefeito ou vereador, assim que emancipado o município.
Foi oferecida ao meu pai a titularidade do primeiro cartório de notas e registro de imóveis do novo município, e ele declinou.
A oferta foi, claro, por razões políticas e a recusa por razões familiares.
O tema, nesta postagem, é a diferença entre sapo, rã e perereca.
Não são da mesma família, mas são Anura (anfíbios sem cauda). Eles diferem não só em famílias, mas também em hábitos e características físicas.
Lembram da expressão engolir sapos? Pois é, são indigestos.
É contraindicado comer perereca pela via oral. Já passar a língua pode provocar efeito colateral.
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