Recebi via ZAP, e peço licença ao inspirado autor para reproduzir.
Quase mijei nas calças com a alusão ao Congresso.
Todos os terráqueos perderemos com a política mercantilista de Trump, ou "Donald Tramp", no meu inglês arrevesado.
Esta é a opinião de cientistas políticos, economistas, jornalista especializados et caterva.
Mas não é a minha, apoiado na reação dos mercados acionários, mundo afora.
Qual é um dos pilares do capitalismo? "Economia de mercado baseada na demanda e oferta."
Pois é, estes homens de negócios, empreendedores, investidores, acionistas, conhecem e manipulam as leis do mercado.
E não houve, até o momento, nenhum desespero nas bolsas de valores asiáticas e europeias.
Parece que um engenheiro projetou e um arquiteto construiu 😂😂😂.
Quem me enviou pensou apenas na excentricidade, sem caráter de gozação, posto que sabe que sou advogado.
A sacaneada é minha, dada por minha conta e risco, como revide, incluindo os engenheiros da família.
Como burrice não está tipificada no Código Penal, resta imputar aos culpados o crime culposo capitulado no inciso II, do art. 18.
Isto se as não conformidades não foram intencionais; mas se os agentes (mestres de obras/engenheiros/arquitetos) quiseram o resultado ou assumiram o risco de produzi-lo, o crime seria doloso.
Código Penal
Art. 18 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime doloso (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime culposo (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
“A negligência está caracterizada pela inação, inércia, passividade, conduta omissiva. O imprudente, por sua vez, é aquele que age sem a cautela necessária, e a imperícia, por fim, é falta de observância das normas, por ausência de conhecimentos técnicos necessários para a conduta praticada.”
Já na esfera cível, onde atuaria, teríamos:
O artigo 927 do Código Civil determina que "aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo". Assim, o profissional que atua com imperícia e causa danos a terceiros tem o dever legal de indenizar.
Como é sabido, o C.R. Vasco da Gama tem um estádio próprio, desde 1927, graças as doações feitas por torcedores.
Dois anos antes, numa campanha vencedora, as contribuições permitiram a compra do terreno.
Esta torcida é inigualável; e em seus domínios atua como o décimo segundo jogador em campo, virando resultados adversos.
Por essa razão, é cantado em prosa e verso o refrão: "o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amos."
No vídeo abaixo a torcida extravasando alegria numa recente partida.
A seguir depoimento sobre o orgulho de ser vascaíno, vindo de Aldir Blanc, escritor e compositor de sucesso popular e de crítica.
Leiam em:
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"Se for para a Segunda Divisão, sou Vasco. Se for para a Terceira, sou Vasco. Se o Vasco acabar, ainda sou Vasco", disse. O Vasco sempre teve artilheiros consagrados, em competições nacionais e internacionais, como Roberto Dinamite e Romário, contemporâneos e ambos homenageados e eternizados em esculturas em tamanho natural em São Januário. Mais remotamente Ademir Menezes e menos remotamente Vavá. Mais remotamente ainda, tanto que não vi jogar, conhecendo apenas a fama, e mencionado em música popular, Lelé. Boteco do José (Wilson Batista) "Vamos lá Que hoje é de graça No boteco do José Entra homem, entra menino Entra velho, entra mulher É só dizer que é vascaíno E que é amigo do Lelé" Romário, nascido e criado para o futebol na escolinha do Vasco, assim se manifestou sobre a torcida: Reprodução de trecho: "A torcida que está sempre com o time, independentemente da situação, na chuva ou no sol, bom ou ruim, em São Januário, Mesquita, Olaria, Maracanã... é a do Vasco." Verdade absoluta. Encontramos torcida do Vasco nos quatro cantos do país. Até em São Paulo. Resgato história que já contei no blog faz tempo. Morei num flat em São Paulo. Certo domingo, estando na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, na feira de artesanato e usados, onde comprava discos usados (LPs) de jazz e comia pastel, observei, na quadra de esportes que existe no centro da lpraça, alguns meninos jogando bola. Um deles, com presumíveis 10/12 anos de idade, envergava a camisa do Vasco. Fiz provocação elevei a voz: dá-lhe Vasco!!! Ato contínuo ele olhou para o lado e perguntou: você é vasquense? Observaram? Vasquense ... coisa de paulista. Mas lá estava um vasquense. Estádios pelo Brasil, com torcida vascaína, em Cariacica - ES; no Heriberto Hülse - SC; na Arena ada Amazônia, e por aí ... Motivo de orgulho? Sim, mas nem tento pela força de sua torcida. Temos motivos mais relevantes. Que outro clube de futebol (não conheço outro) mantém uma escola para a comunidade e para seus atletas? Ouçam o depoimento do Phillipe Coutinho, destaque no clube e em gramados mundo afora: A seguir breve histórico e imagens do colégio. O Colégio Vasco da Gama é uma instituição de ensino fundamental e médio brasileira, pertencente ao Club de Regatas Vasco da Gama, que fica localizada dentro do Complexo Esportivo de São Januário, no bairro Vasco da Gama, cidade do Rio de Janeiro. Inaugurada no dia 08 de março de 2004, a escola ganhou notoriedade por ser a primeira fundada e mantida por um clube esportivo no Brasil. Mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_Vasco_da_Gama Como diria o Ibrahim Sued, "sorry periferia" ANTES DE ESCREVER SEU COMENTÁRIO, LEMBRE-SE: não publicamos comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. |
"Meninos eu vi" (licença Gonçalves Dias), embora já tenham se apropriado desta expressão do poeta, transformando-a praticamente num bordão.
Vi mesmo, pois nas décadas de 1940 usque 1960 (gostaram do latim vulgar?), no Centro de Niterói, desfilavam, em competição várias Escolas de Samba.
Algumas delas ganharam projeção nacional, tendo em vista a repercussão dos desfiles do grupo especial no carnaval carioca.
Assim é que, por exemplo, a Unidos do Viradouro, campeoníssima nas disputas domésticas aqui na cidade, já conquistou o título no prestigiadíssimo desfile estadual, na cidade do Rio de Janeiro.
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Quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro |
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Sede da Escola |
Tenho orgulho de ser vascaíno desde os sete anos de idade. Dizer que tenho paixão seria exagero, mas quanto à fidelidade não há dúvida.
Ontem, sexta-feira, dia 28/03/2025, os cruzmaltinos comemoramos 100 anos da compra do terreno de São Januário, no qual está localizado o estádio do Gigante da Colina, expandido para além do bairro Vasco da Gama.
No dia 28 de março de 1925, o Vasco assinou uma escritura de compromisso de compra e venda de um terreno de 65.445 m² em São Cristóvão da Sociedade Anonyma Lameiro no valor de 609:895$000 (seiscentos e nove contos e oitocentos e noventa e cinco mil réis) frutos de arrecadação popular. Feito isso, foram arrecadados mais aproximadamente 2.000:000$000 (dois mil contos de réis) para poder construir o estádio.
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Fachada em 1927 |
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Interior do estádio em 1927 |
O Estádio de São Januário, sediou desfiles de escolas de samba em 1942, 1943 e 1945. O evento foi uma parceria entre as escolas de samba e o Vasco.
Há 80 anos, em 1945, o Rio de Janeiro celebrava um carnaval totalmente diferente de todos os outros de sua história. Em meio à Segunda Guerra Mundial, o gramado de São Januário trocou os craques por passistas, foliões e alegorias e viu a Portela ser coroada pentacampeã do carnaval.
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Ala das baianas |
Samba-enredo da Portela em 1945
autor: Ventura
Ó meu Brasil glorioso
És belo, és forte, um colosso
É rico pela natureza
Eu nunca vi tanta beleza
Foi denominado terra de Santa Cruz
Ó pátria amada, terra adorada, terra de luz
Nessas mal traçadas rimas
Quero homenagear
Este meu torrão natal
És rico, és belo, és forte
E por isso és varonil
Ó pátria amada, terra adorada, viva o Brasil
São Januário foi o local escolhido por Vargas para assinar leis que beneficiavam os trabalhadores brasileiros. Assim, por exemplo, em 1.º de maio de 1940, assinou o decreto-lei que criava o salário mínimo e no ano seguinte, no Dia do Trabalhador, instaurou oficialmente o funcionamento da Justiça do Trabalho.
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1 º de maio de 1940 |
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Getúlio e demais autoridades |
No sítio cujo link de acesso está a seguir, tem matéria completa e fotos ilustrativas dos eventos citados.
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Como já escrito/descrito aqui, algumas vezes, meus pais se mudaram do Andaraí, bairro onde nasci, na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal para Niterói, quando eu tinha 3 anos de idade.
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Já era hetero |
As peladas eram na Rua São Diogo, onde morávamos. As balizas eram na calçada, entre uma árvore e o muro da casa. O espaço de jogo eram na diagonal, posto que a outra baliza ficava na calçada do lado oposto, também entre uma árvore e o muro da casa respectiva.
O chão era de terra batida, salvo quando chovia, quando empoçava em alguns trechos. Isso nos custava machucados nas plantas dos pés e, em especial, nos dedões.
Dentro da vila onde morávamos, com entrada através do número 21, da referida rua São Diogo, havia um espaço livre de construções que servia de quaradouro de roupas e ocasionalmente, quando disponível, para peladas. Mas neste caso só para os moradores das duas vilas.
Fizemos até balizas e aparamos o capim de sorte a permitir jogarmos bola. Durou pouco esta utilização.
Num entrevero entre um dos moradores, que se transformou em briga corporal, um sobrinho do policial civil conhecido como Carioca levou a pior.
Revoltado, este policial, muito impulsivo, além de criador de pássaros silvestres (tinha tá araponga) cortou e derrubou as balizas.
Bem, o tempo passou, crescemos um pouco, e nossas peladas, mais organizadas, passaram a ser realizadas no campo do Vianense, quase um estádio, que ficava na Rua Santa Clara, paralela à São Diogo.
Na foto a seguir, o local do campo do Vianense, ora edificado, aparece delimitado no quadrado.
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Caio Martins, de outro ângulo |
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Mais modernas |
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Antigas |
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Tempo da Cantareira |
Algumas destas embarcações antigas transportavam, também, veículos.