5 de abril de 2025

Humor ácido, perfurocortante, mas bem bolado.

Recebi via ZAP, e  peço licença ao inspirado autor para reproduzir.

Quase mijei nas calças com a alusão ao Congresso. 




4 de abril de 2025

Perde x Perde

Todos os terráqueos perderemos com a política mercantilista de Trump, ou "Donald Tramp", no meu inglês  arrevesado.

Esta é a opinião de cientistas políticos, economistas, jornalista especializados et caterva.

Mas não é a minha, apoiado na reação dos mercados acionários, mundo afora.

Qual é um dos pilares do capitalismo? "Economia de mercado baseada na demanda e oferta."

Pois é, estes homens de negócios, empreendedores, investidores, acionistas, conhecem e manipulam as leis do mercado.

E não houve, até o  momento, nenhum desespero nas bolsas de valores asiáticas e europeias.

Nessa queda de braço entre Xi Jiping X Trump, aposto minhas fichas no chinês.


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Erro de projeto ou execução

Parece que um engenheiro projetou e um arquiteto construiu 😂😂😂.

Quem me enviou pensou apenas na excentricidade, sem caráter de gozação, posto que sabe que sou advogado.

A sacaneada é minha, dada por minha conta e risco, como revide, incluindo os engenheiros da família.








Se o espaço é limitado, a solução é verticalizar 😁😁😁.

Se consultado profissionalmente, hipoteticamente, para atuar no âmbito criminal, declinaria  por falta de conhecimento, aptidão, vocação e vontade.
Arriscaria, entretanto, comentar:

Como burrice não está tipificada no Código Penal, resta imputar aos culpados o crime culposo capitulado no inciso II, do art. 18.

Isto se as não conformidades não foram intencionais; mas se os agentes (mestres de obras/engenheiros/arquitetos) quiseram o resultado ou assumiram o risco de produzi-lo, o crime seria doloso.

Código Penal

Art. 18 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Crime doloso (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

I - doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Crime culposo (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

II - culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Parágrafo único - Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

“A negligência está caracterizada pela inação, inércia, passividade, conduta omissiva. O imprudente, por sua vez, é aquele que age sem a cautela necessária, e a imperícia, por fim, é falta de observância das normas, por ausência de conhecimentos técnicos necessários para a conduta praticada.”

Já na esfera cível, onde atuaria, teríamos:

O artigo 927 do Código Civil  determina que "aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo". Assim, o profissional que atua com imperícia e causa danos a terceiros tem o dever legal de indenizar.

1 de abril de 2025

A força da torcida, engajada, solidária

 

Como é sabido, o C.R. Vasco da Gama tem um estádio próprio, desde 1927, graças as doações feitas por torcedores.

Dois anos antes, numa campanha vencedora, as contribuições permitiram a compra do terreno.

Esta torcida é inigualável; e em seus domínios atua como o décimo segundo jogador em campo, virando resultados adversos.

Por essa razão, é cantado em prosa e verso o refrão: "o Vasco é o time da virada, o Vasco é o time do amos."

No vídeo abaixo a torcida extravasando alegria numa recente partida.



A seguir  depoimento sobre o orgulho de ser vascaíno, vindo de Aldir Blanc, escritor e compositor de sucesso popular e de crítica.

Leiam em:

https://www.netvasco.com.br/n/248972/compositor-e-escritor-aldir-blanc-retratou-o-amor-pelo-vasco-em-suas-obras



 "Se for para a Segunda Divisão, sou Vasco. Se for para a Terceira, sou Vasco.

                                                                                                                                          Se o Vasco acabar, ainda sou Vasco", disse.


O Vasco sempre teve artilheiros consagrados, em competições nacionais e internacionais, como Roberto Dinamite e Romário, contemporâneos e ambos homenageados e eternizados em esculturas em tamanho natural em São Januário.

Mais remotamente Ademir Menezes e menos remotamente Vavá. Mais remotamente ainda, tanto que não vi jogar, conhecendo apenas a fama, e mencionado em música popular, Lelé.

Boteco do José

(Wilson Batista)

"Vamos lá

Que hoje é de graça

No boteco do José

Entra homem, entra menino

Entra velho, entra mulher

É só dizer que é vascaíno

E que é amigo do Lelé"


Romário, nascido e criado para o futebol na escolinha do Vasco, assim se manifestou sobre a torcida:


Reprodução de trecho:

"A torcida que está sempre com o time, independentemente da situação, na chuva ou no sol, bom ou ruim, em São Januário, Mesquita, Olaria, Maracanã... é a do Vasco."

Verdade absoluta. Encontramos torcida do Vasco nos quatro cantos do país. Até em São Paulo. Resgato história que já contei no blog faz tempo.

Morei num flat em São Paulo. Certo domingo, estando na Praça Benedito Calixto, em Pinheiros, na feira de artesanato e usados, onde comprava discos usados (LPs) de jazz e comia pastel, observei, na quadra de esportes que existe no centro da lpraça, alguns meninos jogando bola.

Um deles, com presumíveis 10/12 anos de idade, envergava a camisa do Vasco. Fiz provocação elevei a voz: dá-lhe Vasco!!!

Ato contínuo ele olhou para o lado e perguntou: você é vasquense? Observaram? Vasquense ... coisa de paulista. Mas lá estava um vasquense.

Estádios pelo Brasil, com torcida vascaína, em Cariacica - ES; no Heriberto Hülse - SC; na Arena ada Amazônia, e por aí ...


                                        

                               




Motivo de orgulho? Sim, mas nem tento pela força de sua torcida. Temos motivos mais relevantes.

Que outro clube de futebol (não conheço outro) mantém uma escola para a comunidade e para seus atletas? 

Ouçam o depoimento do Phillipe Coutinho, destaque no clube e em gramados mundo afora:


A seguir breve histórico e imagens do colégio.

O Colégio Vasco da Gama é uma instituição de ensino fundamental e médio brasileira, pertencente ao Club de Regatas Vasco da Gama, que fica localizada dentro do Complexo Esportivo de São Januário, no bairro Vasco da Gama, cidade do Rio de Janeiro.

Inaugurada no dia 08 de março de 2004, a escola ganhou notoriedade por ser a primeira fundada e mantida por um clube esportivo no Brasil.

Mais em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%A9gio_Vasco_da_Gama



Como diria o Ibrahim Sued, "sorry periferia"


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31 de março de 2025

Escolas de samba de Niterói no passado e no presente

 


"Meninos eu vi" (licença Gonçalves Dias), embora já tenham se apropriado desta expressão do poeta, transformando-a praticamente num bordão.

Vi mesmo, pois nas décadas de 1940 usque 1960 (gostaram do latim vulgar?), no Centro de Niterói, desfilavam, em competição várias Escolas de Samba. 

Algumas delas ganharam projeção nacional, tendo em vista a repercussão dos desfiles do grupo especial no carnaval carioca.

Assim é que, por exemplo, a Unidos do Viradouro, campeoníssima nas disputas domésticas aqui na cidade, já conquistou o título no prestigiadíssimo desfile estadual, na cidade do Rio de Janeiro.

Quadra do Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos do Viradouro
Eis a Escolas mais badaladas, se me não falha a atribulada memória, nos desfiles niteroienses.

 







Menos louvada atualmente, a Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba Sabiá, localizada na bairro do Fonseca, na Rua Tenente Osório, brilhou na cidade onde foi criada. E ainda brilha, eis que em 2020 a Sabiá voltou a ser campeã em Niterói.


Sede da Escola

Assim é que esta Escola teve relevância, na década de 1940, quando foi tricampeã, ganhando a competição nos anos de 1946, 1947 e 1948.

Não, não assisti a estes desfiles haja vista, que me lembre, pois nasci em 1940. Entretanto, se nos ombros de meu pai,  pode ser, mas não tenho memória viva.

Mais nova, a Escola de Samba Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, vem de conquistar a "Série Ouro" do carnaval carioca o que a credencia para disputar a "Série Especial" em 2026.

Desfile da Acadêmicos de Niterói, que rendeu o título na "Série Ouro", no Rio de Janeiro, em 2025

Só foi possível a esta Escola desfilar no Rio de Janeiro, porque em 2022, a Escola de Samba Sossego cedeu os direitos de desfile para a Acadêmicos de Niterói, que passou, assim, a desfilar no carnaval carioca na Série Ouro, a segunda divisão do Rio de Janeiro.

Já a Sossego retornou ao desfile local de Niterói, onde já conquistou 4 títulos.

NOTA EXPLICATIVA:
Este post deveria ter sido publicado logo após o carnaval, por óbvio. Entretanto por descuido, desatenção do manager, não foi programado. Distanciado do evento, fica o registro histórico.

29 de março de 2025

ORGULHO, PAIXÃO e FIDELIDADE

 

Tenho orgulho de ser vascaíno desde os sete anos de idade. Dizer que tenho paixão seria exagero, mas quanto à fidelidade não há dúvida.

Ontem, sexta-feira, dia  28/03/2025, os cruzmaltinos comemoramos 100 anos da compra do terreno de São Januário, no qual está localizado o estádio do Gigante da Colina, expandido para além do bairro Vasco da Gama.

No dia 28 de março de 1925, o Vasco assinou uma escritura de compromisso de compra e venda de um terreno de 65.445 m² em São Cristóvão da Sociedade Anonyma Lameiro no valor de 609:895$000 (seiscentos e nove contos e oitocentos e noventa e cinco mil réis) frutos de arrecadação popular. Feito isso, foram arrecadados mais aproximadamente 2.000:000$000 (dois mil contos de réis) para poder construir o estádio.

O Estádio de São Januário foi inaugurado em 21 de abril de 1927 e foi, inclusive, o maior estádio do Brasil e da América do Sul até a inauguração do Estádio Centenário, no Uruguai, para a Copa do Mundo de 1930. 

Em 27 de abril de 1940, foi inaugurado o Estádio do Pacaembu, maior do que São Januário, mas se tratava, como ainda hoje, de um estádio público municipal.

O estádio do "Expresso da Vitória", era palco de manifestações cívicas, esportivas e culturais.


Fachada em 1927

Interior do estádio em 1927
Uma das principais atrações em São Januário, ocorria quando o maestro Heitor Villa-Lobos regia um coral orfeônico com mais de 40 mil vozes de crianças e jovens estudantes das escolas do Rio de Janeiro.


O Estádio de São Januário, sediou desfiles de escolas de samba em 1942, 1943 e 1945. O evento foi uma parceria entre as escolas de samba e o Vasco. 

Há 80 anos, em 1945, o Rio de Janeiro celebrava um carnaval totalmente diferente de todos os outros de sua história. Em meio à Segunda Guerra Mundial, o gramado de São Januário trocou os craques por passistas, foliões e alegorias e viu a Portela ser coroada pentacampeã do carnaval.

Ala das baianas
A escola de samba Portela foi campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 1945, no desfile realizado em São Januário. O enredo foi "Brasil Glorioso", elaborado pela Liga da Defesa Nacional. O samba foi de Boaventura dos Santos, o Ventura. 

Samba-enredo da Portela em 1945

autor: Ventura

Ó meu Brasil glorioso

És belo, és forte, um colosso

É rico pela natureza

Eu nunca vi tanta beleza

Foi denominado terra de Santa Cruz

Ó pátria amada, terra adorada, terra de luz

Nessas mal traçadas rimas

Quero homenagear

Este meu torrão natal

És rico, és belo, és forte

E por isso és varonil

Ó pátria amada, terra adorada, viva o Brasil

São Januário foi o local escolhido por Vargas para assinar leis que beneficiavam os trabalhadores brasileiros. Assim, por exemplo, em 1.º de maio de 1940, assinou o decreto-lei que criava o salário mínimo e no ano seguinte, no Dia do Trabalhador, instaurou oficialmente o funcionamento da Justiça do Trabalho.

1 º de maio de 1940



Getúlio e demais autoridades


No sítio cujo link de acesso  está a seguir, tem matéria completa e fotos ilustrativas dos eventos citados.

https://www.netvasco.com.br/n/248873/ha-80-anos-getulio-vargas-assinava-em-sao-januario-o-decreto-de-criacao-do-salario-minimo


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28 de março de 2025

Outra vez Niterói?

Como já escrito/descrito aqui, algumas vezes, meus pais se mudaram do Andaraí, bairro onde nasci, na cidade do Rio de Janeiro,  então Distrito Federal para Niterói, quando eu tinha 3 anos de idade.

Já era hetero
Meu primeiro corte de cabelo já aconteceu aqui nesta cidade, no salão do Dirceu, na Rua Silva Jardim, digamos assim rua limite dos bairros Centro e Ponta D'Areia.

As peladas eram na Rua São Diogo, onde morávamos. As balizas eram na calçada, entre uma árvore e o muro da casa. O espaço de jogo eram na diagonal, posto que a outra baliza ficava na calçada do lado oposto, também entre uma árvore e o muro da casa respectiva.

O chão era de terra batida, salvo quando chovia, quando empoçava em alguns trechos. Isso nos custava machucados nas plantas dos pés e, em especial, nos dedões.

Dentro da vila onde morávamos, com entrada através do número 21, da referida rua São Diogo, havia um espaço livre de construções que servia de quaradouro de roupas e ocasionalmente, quando disponível, para peladas. Mas neste  caso só para os moradores das duas vilas.

Fizemos até balizas e aparamos o capim de sorte a permitir jogarmos bola. Durou pouco esta utilização.

Num entrevero entre um dos moradores, que se transformou em briga corporal, um sobrinho do policial civil conhecido como Carioca levou a pior. 

Revoltado, este policial, muito impulsivo, além de criador de pássaros silvestres (tinha tá araponga) cortou e derrubou as balizas.

Bem, o tempo passou, crescemos um pouco, e nossas peladas, mais organizadas, passaram a ser realizadas no campo do Vianense, quase um estádio, que ficava na Rua Santa Clara, paralela à São Diogo.

Na foto a seguir, o local do campo do Vianense, ora edificado,  aparece delimitado no quadrado.




A partir de então, até chegarmos ao Caio Martins, em competições  colegiais, jogávamos no campo do Diário Oficial - na rua Jansem de Melo -  e, eventualmente, no bom gramado do quartel da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, na Av. Feliciano Sodré.

Não tenho e nem  consegui na rede imagens destes gramados: Diário Oficial e Polícia Militar.

Consegui imagens do Rio Cricket, mas jogar lá ficou apenas como nosso sonho de consumo, nunca joguei lá.

Vejam a seguir duas fotos do clube, que permanece no mesmo local e o gramado nas mesmas condições de uso.




Bem, o Caio Martins foi a casa do Canto do Rio, nosso Cantusca, ao tempo em que disputava o campeonato carioca; e mais recentemente abrigou o Botafogo Futebol e Regatas do Rio de Janeiro.

Caio Martins
Caio Martins, de outro ângulo

A Baia da Guanabara nos separa fisicamente, mas Rio e Niterói são vizinhos fraternos e irão, até, sediar em conjunto os jogos Pan-Americanos de 2031.

Já há alguns anos temos uma ponte ligando as duas cidades, mas ainda estão em operação as barcas e lanchas que fazem a travessia.

Trecho da ponte Rio-Niterói

Mais modernas

Antigas

Tempo da Cantareira

Algumas destas embarcações antigas transportavam, também, veículos.