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| Foto colhida no Google |
Os depoimentos colhidos divergem. Para uns havia, com certeza, um filhote de jacaré no laguinho, ou chafariz, que ficava diante da famosa loja de discos, a maior do Rio de Janeiro, e apontada como das maiores do mundo.
Para outros não passa de lenda. Fantasia.
Não há registro fotográfico (que eu saiba ou tenha visto), e até o sabichão do Google não tem certeza.
Feita a consulta à ferramenta especializada, eis a resposta:
"Sim, há memórias e relatos de frequentadores sobre a existência de um lago ou chafariz na entrada da clássica Loja Palermo (famosa no Rio de Janeiro, no entorno do Largo da Carioca), embora a presença exata de um jacarezinho divida a lembrança de quem frequentava o local.
Clientes e antigos frequentadores lembram de um pequeno espelho d'água ou chafariz na frente da loja.
Enquanto algumas pessoas associam o local ao bicho ou a histórias de infância/memória afetiva da época, outros frequentadores e colaboradores da época dizem não se recordar de nenhum jacaré no laguinho.
A tradicional Loja Palermo ficava na região do Largo da Carioca antes de ser demolida com a reconfiguração urbana e a construção de novos edifícios na área."
E então? Quem pode nos socorrer, e esclarecer de vez a questão?
Num post publicado em 2011, portanto há 15 anos, alguns comentários asseveraram que havia, sim, um jacaré no laguinho. Vejam alguns:
Mario Gonçalves disse...
Meu caro Jorge Carrano,
inicialmente parabéns pelo seu trabalho. Muito interessante a recordação de um
outro Rio, que fazia jus ao epíteto Cidade Maravilhosa.
Tenho um colega de trabalho que afirma que, em frente à Loja Palermo, havia um
laguinho e dentro dele um pequeno jacaré, que servia de ornamentação da loja.
É verdadeiro?
Abraços
Mario Gonçalves - mariogoncalves.33@gmail.com
Henrique Ziegelmuller disse...
O jacaré do pequeno lago da loja Palermo era de
verdade.
26/04/2020, 15:596/04/2020, 16:04
Henrique Ziegelmuller disse...
O jacaré era verdadeiro. Eu brincava com ele todas
as vezes que ia a loja.
Eu tenho 71 anos e quando era criança até os meus
vinte anos eu sempre ia ver o jacaré que era realmente um animal vivo e ele se
movia de vez em quando.
https://jorgecarrano.blogspot.com/2011/06/regressao-de-memoria-como-nostalgia-nao.html


O conceito dos "que são jovens há muitos anos", não é de minha autoria. Ouvi, salvo, engano, do Washington Rodrigues, comentarista esportivo muito bem-humorado (falecido), que criou muitas frases no gênero. Acho que no original é: os que são jovens há mais tempo.
ResponderExcluirMinha memória testemunha a existência da lâmina d'água, mas não de um jacaré, filhote ou não.
ResponderExcluirDa minha amiga CoPilot :
ResponderExcluirQue pergunta boa, daquelas de memória afetiva carioca!
Pelo que consegui encontrar, não existe uma comprovação histórica ou fotográfica amplamente conhecida do jacarézinho em frente à famosa Loja Palermo. Porém, há muitos depoimentos de pessoas que frequentaram a região nas décadas de 1950 e 1960 afirmando que ele existia de verdade.
Um texto recente de um pesquisador e memorialista do Rio reúne justamente essa dúvida e relata que as lembranças se dividem: alguns antigos frequentadores lembram apenas do pequeno lago ou chafariz diante da Palermo, enquanto outros garantem que havia um jacaré vivo ali.
Entre os testemunhos registrados, há pessoas que afirmam ter visto o animal repetidamente. Um deles escreveu: "O jacaré do pequeno lago da loja Palermo era de verdade"; outro comentou que brincava com ele quando visitava a loja; e outro, hoje septuagenário, disse que costumava ir ver o jacaré durante a infância e juventude.
Então, a resposta mais honesta é:
O laguinho em frente à Palermo faz parte da memória de muitos cariocas.
Há numerosos relatos de época afirmando que existia um pequeno jacaré vivo nele.
Até onde encontrei, não há uma prova documental definitiva que encerre a questão.
Se eu tivesse que avaliar apenas pelo peso das lembranças dos frequentadores antigos, diria que o "jacaré da Palermo" parece ter sido algo bastante lembrado por muita gente, e não apenas uma memória isolada. Mas, historicamente, continua sendo uma daquelas curiosidades do velho Rio cercadas por um pouco de lenda e um pouco de realidade.
Aliás, a própria existência da Loja Palermo era tão marcante que o suposto jacaré acabou virando parte do folclore do Centro do Rio. Quem viveu aquela época costuma lembrar dele com muito carinho.