Uma babaquice sem tamanho, foi perpetrada pelo autor da falácia "melhor idade".
Por que inventar eufemismos para a palavra velhice? Seria injúria? Menosprezo? Bulling, para ficar no modernismo?
No passado, muito remoto, quando eu ainda menino e minha avó Ana, portuguesa de Viseu, já provecta ouvia referência a um velho, atacava de pronto: "velho é trapo".
Décadas passadas, recorrendo aos algoritmos, à moderníssima Inteligência Artificial, encontro a razão acadêmica, formal, para o comentário rebatedor de minha avó.
Ei-la: "A expressão "velhos são os trapos" é um ditado popular usado para rebater o etarismo, defendendo que a idade avançada não significa inutilidade, falta de valor ou incapacidade, mas sim experiência. É uma resposta contra a desvalorização social dos idosos e a associação de envelhecimento a um "trapo" gasto. Significado: A frase sugere que apenas objetos inanimados, como trapos, envelhecem de forma a se tornarem inúteis; pessoas, ao contrário, mantêm sua dignidade e valor. Contexto Social: Combate a ideia de que idosos devem se comportar com recato ou silêncio, destacando que a velhice é uma fase complexa, não inferior. Origem e Uso: Frequentemente usada como resposta indignada quando alguém chama uma pessoa de "velha" com tom pejorativo. Perspectiva Moderna: O envelhecimento é visto cada vez mais como uma "gerontolescência" ou uma nova fase de contribuição, e não como o fim da vida produtiva."
Por que inventar "terceira idade", se existe lei conceituando "idoso", palavra que não contém ideia pejorativa?
No Brasil, o conceito jurídico de idoso é definido pela Lei nº 10.741/2003 (Estatuto da Pessoa Idosa), sendo considerada idosa qualquer pessoa com idade igual ou superior a 60 anos.
A expectativa de vida no Brasil, que era de 48 anos, quando nasci em 1940, aumentou significativamente ao longo das últimas décadas, e atualmente, segundo o IBGE, é de 76,6 anos.
E a longevidade tende a aumentar, talvez não com a progressão até agora ocorrida.
Espero que não inventem expressões qualificativas de idade superior, por exemplo, a 90 anos, denominando os que atinjam esta condição de: "super, plus, ultra, top de linha idade". 😂😂😂
Já nos basta a distinção conferida a pessoas com 80 anos ou mais, que têm "prioridade especial" ou "superprioridade" sobre os demais idosos (com mais de 60 anos), garantida pela Lei 13.466/2017.
Estou na "prioridade especial", o que me permite, entre outras coisas, divagar, digressionar, sem compromisso, sem culpa, sem pudor sobre o que bem entenda, sem dar direito de reposta porque posso não moderar, liberando o comentário.
Na real? Velhice é bom para os hospitais, laboratórios de exames clínicos, indústria farmacêutica e geriatras.
ResponderExcluirAlguém já sugeriu que fosse denominada a idade do condor (com dor nas juntas, com dor na coluna, etc).
Certo estava meu filho, quando criança, e que quando indagado o que gostaria de ser quando crescesse, respondeu: filho.
Velho bom, deve ser o vinho. Desde que seja um vinho de guarda. Se não, nem ele.
ResponderExcluirSer velho não é bom. Acumulamos conhecimento, mas aí chega o Alzheimer ...
Meu pai, aos 57 anos, teve um infarto fulminante. Foi doloroso para nós viúva e filhos. Para ele talvez não. Quantos percalços, sofrimentos, evitou ter que sofrer?
ResponderExcluirCurioso, na definição legal meu pai não chegou a ser idoso; já meu primogênito já é.
ResponderExcluirEntre nossos "melhores amigos", a longevidade também impressiona.
ResponderExcluir"O cão considerado o mais velho do mundo na atualidade, um spaniel francês chamado Lazare (ou Lazere), morreu em 14 de maio de 2026, aos 30 anos e 5 meses. Ele nasceu em 4 de dezembro de 1995 e passou os últimos momentos com sua nova tutora na França. Antes dele, o recorde oficial do Guinness World Records pertencia a um mastim português chamado Bobi, que faleceu em 2023 aos 31 anos. "